Convites Festas de 80 anos de Idade

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A GRANDE FRAUDE DA IDADE

Há uma mentira vendida em cada espelho.

Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.

Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.

As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.

Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.

São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.

Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.

É uma vitória improvável.

Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.

Foi aberto a golpes.

Cada perda arrancou um pedaço de inocência.

Cada traição deixou um corte profundo.

Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.

Enterramos amigos.

Enterramos amores.

Enterramos versões inteiras de nós mesmos.

E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.

Isso não é decadência.

Isso é triunfo.

Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.

Mas existe outro caminho.

Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.

Talvez seja exatamente isso.

Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.

As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.

A juventude possui cartilagens resistentes.

Nós possuímos discernimento.

Ela sobe montanhas correndo.

Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.

Perdemos velocidade.

Ganhamos direção.

Perdemos elasticidade.

Ganhamos profundidade.

Perdemos a ilusão da eternidade.

Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.

E há uma ironia magnífica nisso tudo.

Os ossos já não suportam o mesmo peso.

Os joelhos protestam.

A pele já não estica como antes.

Mas o cérebro...

Ah, o cérebro.

Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.

Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.

Não porque destrói cidades.

Mas porque destrói mentiras.

Explode vaidades.

Reduz egos a poeira.

Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.

A verdadeira potência nunca esteve nos braços.

Sempre esteve na consciência.

Envelhecer não é caminhar para menos.

É caminhar para dentro.

É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.

Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.

Nem das mãos marcadas.

Nem das rugas que insistem em permanecer.

Elas não denunciam o tempo.

Elas testemunham que você atravessou o tempo.

São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.

Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.

Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.

E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.

Olhar para trás sem desejar voltar.

Olhar para frente sem temer chegar.

Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.

Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.

O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.

E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.

Os números deixam de importar.

Perdemos a conta.

E, enfim, deixamos de ter idade.

Todos dizem que é fracasso.
Que é tarde demais.
Que é perda de tempo.
Que "na sua idade" era pra ter parado.

Apontam.
Duvidam.
Riem baixinho.
Jogam pedra na sua semente.

Mas eu sigo.
Regando no silêncio.
Aprendendo na queda.
Levantando sem plateia.

Porque eu sei de uma coisa
que eles não sabem:

*_Todos dizem que é fracasso.
Deus prova que é sucesso._*

Ele não tem pressa.
Ele tem propósito.
Ele não olha a idade.
Ele olha a fé.

E enquanto eles contam os "nãos",
Deus conta os dias que eu não desisti.

Então eu vou.
Passo por passo.
Vídeo por vídeo.
Aprendizado por aprendizado.

No tempo certo,
na hora certa,
do jeito d'Ele...

O que era chamado de fracasso
vai virar testemunho.
Vai virar porta aberta.
Vai virar colheita.

Porque quando Deus escreve,
ninguém apaga.

A primeira vez que conheci a mentira eu tinha quatro anos de idade. Pedi minha irmã para eu ir na rua com ela. Mandou eu pedir minha mãe. Quando voltei ela tinha ido embora e me deixado. Entendi rapidamente que ela tinha mentido e me enganado. Até hoje tenho sérios problemas com mentiras. E ser enganada é sentido como um golpe emocional muito forte.

⁠Quando há amor entre duas pessoas não se deve olhar o sexo, a cor, a altura, nem a idade. Quando há amor não se pode colocar na balança conceitos sobre quem devemos amar e a quem devemos pertencer. Quando há amor nada mais importa, o importante é amar e ser amado na mesma medida.
💞
Feliz dia dos Namorados!

Eu tive um amigo na infância. Nossa diferença de idade era de apenas oito meses. Fomos criados juntos, compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas descobertas e conhecíamos a essência um do outro de uma forma que só a inocência da infância permite.

Na adolescência, nossos caminhos começaram a se separar. Ele se mudou para outro bairro, depois para outra cidade e, mais tarde, para outro país. Ainda mantínhamos um contato esporádico, insuficiente para que soubéssemos o que realmente acontecia na vida um do outro. Hoje, sequer me lembro da última vez em que nos vimos. Não lembro da última conversa, do último assunto, nem se nos despedimos da maneira que duas pessoas deveriam se despedir quando não sabem que aquele será o último adeus.

Há pouco mais de um ano, recebi a notícia de sua morte. Um tumor maligno no cérebro o levou depressa demais. Não houve tempo para uma ligação, uma mensagem ou algumas palavras que, talvez, pudessem confortar seu coração. Ou talvez fossem apenas para aliviar o meu.

Curiosamente, a dor não chegou naquele dia. Ela veio muito depois.

Foi só com o passar do tempo que compreendi o verdadeiro peso daquela perda. Entendi que nunca sabemos quando será a última vez que veremos alguém que fez parte daquilo que somos. Nunca sabemos qual abraço será o derradeiro, qual conversa ficará inacabada ou qual silêncio será definitivo.

É estranho perceber que uma vida inteira pode terminar sem que tenhamos a chance de dizer tudo o que ficou guardado.

Desde então, passei a enxergar a existência de outra forma. Somos absurdamente frágeis. Fazemos planos como se o amanhã nos pertencesse, adiamos palavras como se sempre houvesse outra oportunidade e nos afastamos acreditando que o tempo nos esperará pacientemente.

Mas ele nunca espera.

A vida é cruel. Não apenas porque nos tira as pessoas que amamos, mas porque quase nunca nos avisa quando está prestes a fazê-lo.

⁠A urgência da juventude e a impetuosidade da meia-idade muitas vezes não nos deixam enxergar que a paciência imposta na infância jamais retornará na velhice. Portanto, mude seu hoje para não se surpreender no amanhã.

Na presente dimensão, infância e juventude somos o futuro; na meia-idade somos o presente; e na velhice, ou melhor, na plena maturidade, somos o passado. Porém, inverte tudo na outra dimensão. Oba!

Diante de uma considerável diferença de idade, por medo, covardia ou insegurança, faz um dos amantes renunciar à união. Aí vem um genial filósofo mundano e rotula como: antagonismo temporal, fincado na pedra da solidão, e o amor, náufrago, penitenciado eternamente no mar do esquecimento.

Os pés e joelhos doendo,
O cansaço já vai batendo.
Vou aos poucos percebendo
A idade, lenta, navegando,
E o fim se aproximando.
O corpo já não é tão forte,
Carece de apoio, de suporte,
E, às vezes, até de sorte.

Governo bom, é o que garante a tranquilidade aos seus cidadãos na terceira idade. O resto é pura demagogia.

“Mesmo na idade adulta, conservar uma alma de menino, é o que podemos chamar de perspicácia.”⁠

As mulheres não têm idade; são sempre belas e jovens. Elas não são definidas pelos anos que viveram. Sua beleza está em tudo o que resistiram, em cada luta que travaram, na solidão que não as abalou e na tristeza que não as dominou. Elas continuam de pé. Não foram vencidas; viveram e sobreviveram. Ninguém conhece todas as lágrimas que já correram por seus belos rostos.

Pai : todo"homem" permanecerá um menino assustado independentemente da idade até que uma mulher lhe de um filho gerado ou adotado ,transformando esse "homem menino assustado"em um leão e num homem de fato, para lhe entregar h; o diploma de pai.

Depois de certa idade, a grande aventura é sermos nós mesmos.

Todo mundo diz:
"Você é tão madura para sua idade!"
há dois lados nessa frase.
Um: eu sou madura!
Dois: eu sou madura.

Robin era uma ótima criança. Mais inteligente que o pai aos oito anos de idade. Ela gostava das coisas mais estranhas. Como as instruções para um brinquedo mais do que o próprio brinquedo. Os créditos de um filme em vez do filme. A maneira como alguma coisa foi escrita. Uma expressão no meu rosto.
Uma vez ela me disse que eu parecia o sol para ela, por causa do meu cabelo. Perguntei se brilhava como o sol e ela me disse: "Não, papai, você brilha mais como a lua, quando está escuro lá fora".

Sampa faz 472 anos, gigante cheia de decoro.
A outra é Dona Elba, se eu falar a idade eu morro.
São Paulo é história viva, orgulho que sempre floresce,
Elba é minha cúmplice, beleza que não envelhece.


Benê Morais




⁠

Flores nascem, crescem e florescem mas nao sao infinitas de idade ou beleza, cuide da flor que você tem.

Parkinson

Deu-me o Parkinson, quando tinha 35 anos de idade. Mas na verdade me apareceu, quando eu era muito mais novo. Aos 20 anos, estava eu no secundário, quando já sentia dores nas costas, sem que eu soubesse o porquê! Também comecei a ter, muita dificuldade em escrever. Nos testes que fazia, os professores, não conseguiam ler o que eu escrevia! Por causa disso, eu era prejudicado nas classificações. Tudo isto em 1983! Em 1984, fui trabalhar no Hotel Dom João II em Alvor, como empregado de mesa, no restaurante do Hotel. Aí continuava a ter dificuldade em escrever os pedidos dos clientes. Mas sempre lutando, sem saber o que realmente tinha, eu continuava a trabalhar.

Fui ao psicólogo, que me disse que o que eu tinha era nervos. O médico de família, receitou-me para as dores compridos.Em 1989, fui tirar carta de condução. Mas também com alguma dificuldade. Em Setembro de 1990, deixei o Hotel, tendo ir tirar um curso de pastor evangélico, no ano lectivo de 1990/91. Os professores continuavam a não entender, o que eu escrevia nos testes. Em Agosto de 1991, casei.

Em Setembro de 1991, comecei com pastor em Monchique. Em Maio de 1993, fui pai. Estive em Monchique até Novembro de 1995. Altura em que fui pastorear, a igreja de Évora. Em 1998, comecei a tremer de uma das mãos. Fui ao Neurologista no Hospital de Évora. O Dr. Costa Guerra, disse-me que eu tinha A doença de Parkinson. Comecei logo a fazer medicação. Em 1999, fui pastorear a igreja em Monção, onde estive até 2003. Nesse mesmo ano, vim para Lamego, onde permaneci até 2005.

Por causa da doença, deixei o pastorado e vim um ano de Baixa para Alcobaça. Em 2006 fui aposentado por invalidez. Mesmo assim vinha às consultas a Braga, até 2013. Nesse período de tempo terminei o casamento. Em 2014, depois de piorar da doença, vim morar para o Algarve. Ainda assim em 2015 fui dois meses à Suiça. Por ir piorando em 2022, fui operado no hospital de santa Maria, onde me puseram implantes no cérebro. Foi aí, que fiquei um pouquinho melhor.

Actualmente continuo na Unidade de longa Duração e Manutenção de Albufeira. Tenho 63 anos de idade.

Saudade tem idade?
Só se tem saudade
quando se entende :
_O que é saudade?
Ela é repertório de fatos,
vivenciados,
_em toda idade
Quando ele é bom, acalma.
e faz bem a alma!
Saudade chega de "jato"
Traz repertório do fato,
ajuda a refletir ato
pois conchega_se
na tal felicidade
É bom rememorar
a boa saudade!