Convite
Cachos
É um emaranhado de beleza. É quando seu cabelo vira mar. É um convite para carinho. São seus fios fazendo as curvas de um sorriso. É um cabelo volumoso de amor. É autoafirmação. São os anéis que entrelaçam os seus dedos e pedem meu cafuné em casamento.
É quando a raiz do seu cabelo floresce cultura.
Um salário pode ser um convite para a prisão da rotina, mas também pode ser a chave para libertar seus sonhos e construir um futuro mais brilhante. O que você escolhe fazer com ele?
O CONVITE
Cara de marrento, teus olhos são puro veneno, parecem que me prendem naquele momento.
Homão na altura, mas aparenta ser um menino quando se fala de ternura, mas será que se comportaria assim se me visse toda nua?
É trabalhador, honra seus compromissos com fervor, e isso me faz ficar ainda mais encantada com tantos atrativos, ou será que estou viajando ao sentir tudo isso?
A voz nem se fala, o timbre me apavora, me dá vontade de beijar ele na hora!
Fantasia existe, queria saber o que é realidade e o que é fetiche, mas já te fiz um convite.
Amigos são os que na prosperidade aparecem sem receberem convite, e na adversidade aparecerem sem serem chamados.
Aniversário é um marco do tempo,
um convite silencioso para agradecer a vida.
É lembrar de quem caminhou ao nosso lado,
de quem esteve presente nos dias bons
e também nos dias difíceis.
Mas quando a celebração vira vitrine do ego,
e a festa existe apenas para exaltar quem nasceu,
algo se perde no caminho.
Pedir que cada convidado pague o preço da festa
para que alguém seja o centro de todas as luzes
não é celebração…
é vaidade disfarçada de comemoração.
Porque a beleza do aniversário
não está em ser servido,
mas em reconhecer quem esteve ali.
Celebrar a própria vida é bonito,
mas mais bonito ainda
é ter gratidão suficiente
para não transformar carinho em obrigação.
Às vezes a festa mais elegante
não é a que exige algo dos outros…
é a que oferece presença, simplicidade
e um coração humilde.
Senhor, eis que as portas se abrem, e eu lhe convido a entrar! O convite foi aceito, o senhor me perguntou onde eu vou morar? Eu respondo sem dúvidas.
Faça a sua morada em meu coração. ❤️
Me olha assim de novo e eu juro: não respondo por mim. Teu olhar é um convite ao pecado… e eu tô pronto pra me perder no teu inferno.
O RITUAL DO DESPERTAR
Acordar cedo não é apenas cansaço,
é um ritual sagrado, um convite ao dia que nasce.
"Puxar para cá, ajustar ali" —
movimentos precisos, quase uma dança,
uma geometria viva que ganha forma nas mãos.
Cada furo, cada encaixe,
é um verso no poema da madeira que respira,
que se transforma sob o toque do artesão.
CIÊNCIA E FÉ
Subir escadas não é só um esforço físico,
mas subir degraus de um altar,
onde medir, calcular e dominar forças
é o equilíbrio perfeito entre engenho e alma.
O suor que escorre é verniz sagrado,
brilhando sobre a obra-prima em construção,
testemunha da fé que move o trabalho.
ESCULTURA DA ALEGRIA
Não se constrói apenas móveis,
esculpe-se luz, escapa-se a essência do tempo.
Peça a peça, a madeira crua renasce,
ganha forma, função e fulgor,
transformando fadiga em orgulho,
trabalho que se torna oração silenciosa.
EM SÍNTESE
Arte + ciência + devoção = poesia concreta.
Nas mãos, a serraria canta sua melodia,
no coração, a criação habita,
e o mundo se enche de beleza e sentido.
Marcenaria é o encontro sagrado entre matéria, conclusão e alma.
Apaixonada fake
Teu olhar é um convite ao infinito,
um segredo guardado no brilho do luar.
Quando me perco em teus olhos bonitos,
é como se o tempo parasse pra amar.
Tuas mãos carregam ternura discreta,
teus gestos são versos que dançam no ar,
teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,
fazendo meu peito de amor transbordar.
Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,
guardaria em mim teu respirar,
pois viver contigo, meu doce destino,
é o sonho que nunca quero acordar.
Apaixonada fake
Teu olhar é um convite ao infinito,
um segredo guardado no brilho do luar.
Quando me perco em teus olhos bonitos,
é como se o tempo parasse pra amar.
Tuas mãos carregam ternura discreta,
teus gestos são versos que dançam no ar,
teu sorriso é a estrela que sempre me afeta,
fazendo meu peito de amor transbordar.
Se um dia eu pudesse ser teu abrigo,
guardaria em mim teu respirar,
pois viver contigo, meu doce destino,
é o sonho que nunca quero acordar.
Houve um tempo em que me deixava seduzir pelas provocações, como se cada palavra fosse um convite irrecusável ao embate. Eu respondia às infantilidades com a mesma medida, acreditando que, ao retrucar, preservava minha dignidade. Mas, aos poucos, percebi que essa dança era estéril, um ritual de desgaste que apenas me afastava da serenidade que tanto almejo.
Foi nesse instante de lucidez que compreendi: crescer não é vencer o outro, mas vencer a si mesmo. É abdicar da necessidade de provar, é escolher o silêncio como forma de resistência, é perceber que a verdadeira maturidade se revela na recusa ao que não acrescenta. A provocação só tem poder quando lhe concedemos espaço; e eu decidi não mais ceder.
Esse gesto de afastamento não é desamor, tampouco desprezo. É, antes, um ato de amor-próprio. Reconhecer que certas presenças já não se ajustam ao tecido da minha vida é aceitar que o amadurecimento exige desapego. Não porque o outro seja menor, mas porque já não cabe no horizonte que escolhi trilhar.
Hoje, compreendo que a grandeza está em cultivar a paz interior, em erguer-se acima das disputas triviais, em investir energia apenas naquilo que floresce. Amadurecer é aprender a não se deixar arrastar pelo que é pequeno, é transformar o silêncio em fortaleza, é escolher relações que edificam em vez de corroer.
E assim, ao decidir crescer, percebi que não há mais espaço para o que me diminui. A vida pede profundidade, pede vínculos que inspirem, pede caminhos que conduzam à plenitude. Deixar para trás não é perda: é libertação. É abrir espaço para o que realmente importa, para o que me fortalece, para o que me faz ser inteiro.
“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.
Convite ao Agora
Não te condeno ao esquecimento,
apenas escolho, enfim, recomeçar.
O tempo não apaga o que sinto,
meu amor ainda teima em aqui morar.
Pelas horas que passam, entre frestas e saudades,
vejo um tempo que não ousa retornar,
mas avisto um futuro que urge,
uma alegria pronta para nos contagiar.
É um novo instante, um pulso firme,
a vontade acesa de outra vez tentar.
Que seja amor, que seja brasa,
ou apenas o riso que vem nos resgatar.
O que importa é a vida em movimento,
é o fôlego novo de quem sabe recomeçar.
Hoje o destino tem o teu nome,
e o amor, enfim, se faz presente.
Vem! Despoja-te do medo de ser feliz,
deixa que o agora nos oriente.
Posso ser o teu melhor reflexo,
posso ser o teu mais profundo prazer.
Posso ser apenas o que sou,
ou o que em ti eu vier a colher.
Podemos ser o "nós" que o tempo adia...
Vamos habitar o presente?
A vida acontece agora,
e o resto é apenas travessia.
Poesia de Islene Souza
Caminho e o mundo abre como casa sem portas,
entro como quem não recebeu convite e saio como parte da rua.
Degusto uma saudade na esquina, como quem abraça pela primeira vez,
e guardo em meu bolso está parte de quem sou
Volto a caminhar e observo o céu como quem olha teus pulsos, pisando no chão como se este tivesse culpa.
Sou amargo com quem tenta adoçar minha vida "não tenho dinheiro, obrigado".
Agora, vejo as vias correndo e zango-me quando elas param.
Anseio pelo tempo como quem possui encontro marcado .
Retorno e deito-me
Caminho e o mundo abre como casa sem portas (...)
A mesa está exposta
A mesa está exposta,
o pão não pergunta quem vem,
o convite atravessa a noite
e chama quem ainda acredita.
Os primeiros recusaram,
tinham campos, horários e certezas,
mas o Reino não espera desculpas
nem se fecha por rejeição.
Então chegam os feridos da estrada,
os invisíveis, os que não foram chamados,
sentam-se sem títulos,
apenas com fome.
E ainda há lugar,
sempre haverá lugar,
porque a graça não se esgota
e a mesa não se recolhe.
Teus olhos grandes castanhos são um convite que eu não consigo ignorar, um mistério que mexe direto com meu desejo.
Quando você chega perto, já sinto aquela tensão boa crescendo sem precisar de nenhuma palavra.
Na minha cabeça, teu corpo é um poema que me puxa sem esforço, um caminho onde eu me perco de propósito, querendo ser o verso que ainda falta em você.
Imagino cada toque como uma estrofe, cada beijo uma vírgula na história que a gente nem começou direito.
Tem algo não dito entre nós, uma malícia leve que fica no ar, deixando tudo mais intenso entre o que eu quero e o que ainda vai rolar.
Vejo tuas pintas espalhadas pela pele como uma trilha secreta que leva pro paraíso, um mapa que meus dedos querem seguir bem devagar, sem nenhuma pressa.
É um anoitecer onde nossos corpos se encontram, onde o toque vai além da pele e alcança a alma.
É uma história que estamos escrevendo juntos, onde desejo e mistério se enrolam um no outro... e eu não tenho a menor pressa de virar a página, porque sei que o melhor ainda tá por vir.
"O horizonte não é um fim, é o convite para quem nasceu sem fronteiras; é o limite onde a mediocridade para e o meu passo acelera, provando que o mundo só é pequeno para quem tem medo de caminhar sobre o desconhecido."
