Conforto da Morte de um Filho
Avistei uma porta e vi a chegada.
Ou será que é uma saída?
De fora vejo que lá dentro é escuro.
De dentro pra fora imagino ver cores e vida
Esta dualidade intrínseca se faz presente
Em tudo que se vê e em tudo que a gente sente.
A luz do Sol, assim como a verdade, traz à tona cada detalhe que não havíamos percebido na noite do dia anterior.
Nossa estrada é sinuosa, inconstante, irregular, cheia de desafios, altos e baixos... mas o que vale é observar as belezas dessa viagem que é a vida.
A ascensão quando ela é meteórica, porém efêmera, traz consigo a mudança de olhar. O foco deste novo olhar, ao invés de horizontal, como era feito antes da tal ascensão, se torna vertical. Que ilusão! Este novo olhar vertical só aponta um vazio que acaba de ser preenchido pela soberba.
Você até pode desconfiar da sua própria sombra... más todos ao seu redor são importantes, não é impreterível criar amizades ou inimizades... Se postura sã, honestidade e respeito..
Labirintos Recorrentes
No labirinto do medo
O pensamento
Da menina mulher entra
No labirinto do silêncio
A menina se indaga e passa ao
Labirinto dos motivos
Não entende e todos os caminhos levam ao
Labirinto dos teus braços
Mas tudo o que encontra é o
Labirinto da tua ausência
Um sonho
Tudo é ausência
Tudo é silêncio
Tudo é medo
Tudo é esperança
Tua voz
Tudo
Tua presença
O que ela quer
Teus braços
O seu abrigo
Teus carinhos
Seu anseio
Tua presença
Tudo o que precisa
Teu toque
Um renovo
Teu sumiço
Sempre há explicação
Paciência, ansiedade...
Finalmente uma razão
Uma boa razão...
A razão perfeita...
A mulher
Se sente egoísta
Retoma a esperança
De que adianta?
Logo passa
Pois teu silêncio
Fala mais alto
Grita
E não fala nada
Mas diz tudo
Indaga
O que há de errado
Errático
Freático
Louco
Insano
Necessitado
O amor
Sente a ausência
Grita pra ouvir tua voz
Mas nada
Nem mensagem
Nem ligação
Nem pensamento?
O que há em teus pensamentos?
Aguenta?
Tenta?
Inventa?
Lamenta?
Chora...
Que hora?
A toda hora
Nada...
Nem voz, nem nós
Nem presença
Nem ausência
Nada
Haverá amor?
O labirinto do amor
Cheio de espelhos
Que horror!
Onde estou?
De volta ao labirinto do medo!
Tirem-me daqui, por favor!
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