Conforto da Morte de um Filho
LUZ
A estrela que brilha no centro do Universo;
A vida que surge no íntimo do dia,
Luz clara, brilhante escarlate.
Luz da vida, que gera vida,
Que se transforma em vida após a morte.
Luz da casa, casa de luz, luz que guia, luz que gira.
Luz vibrante, calorífica
Luz do gelo, luz que molda,
Luz que transforma.
Luz, luz, luz,
És tu, oh! Imperatriz do dia,
Desvendadora das cores, mãe da esperança,
Luz,
Como te chamas?
Como derramas?
Simplesmente luz,
O brilho que há em nós,
A força que emana,
A verdade que inflama.
DIANTE
Diante da estrada me deparo,
Para onde seguir? Como seguir? Por quê?
A estrada se apresenta sinuosa e,
Por vezes, finda em uma de suas esquinas.
E as esquinas, como sempre povoadas,
Deixando-nos ensinamentos, aprendizados, esperanças,
Porém, lembremo-nos das esquinas,
Nos passos seguintes de nossa estrada,
Aprendamos com elas e,
Saberemos que muitas outras virão,
Antes que nós mesmos estejamos diante de nossa esquina,
Findando nosso caminho e, deixando lembranças
A outros e a outras,
Que por nós passarão,
Levando consigo,
Nossos aprendizados, dando continuidade ao caminho.
A TI, DIANTE DOS TEUS OLHOS...
Rangel Alves da Costa*
Venha cá, sente perto de mim que vou contar uma história. Primeiro vou lhe fazer cinco perguntas, mas não precisa responder agora: O que você espera encontrar quando abre qualquer porta? O que você procura enxergar quando olha o horizonte? O que você fica imaginando quando a chuva vai batendo e molhando sua janela? A noite, o silêncio e as lembranças o que representam pra você? Você já viveu hoje?
Calma, não responda agora, primeiro procure ouvir atentamente.
Um dia, havia uma menina muito triste, assim como você, vivia amedrontada e com muito medo de enfrentar as realidades da vida. Essa menina parecia estranha. Acordava, ficava trancada no quarto e só ia para a escola porque era preciso, não tinha outro jeito, mas mesmo assim fazia tristemente seu percurso. Na volta da escola pouco conversava com os pais; se alimentava no quarto e depois se trancava, passando as tardes entre pensamentos e divagações que somente ela sabia quais eram. Um dia, já bastante preocupada com aquela situação, a mãe não suportou mais e perguntou-lhe porque vivia assim. E de pronto a menina respondeu: “Só me sinto bem trancada no meu quarto e toda vez que abro uma porta para entrar ou para sair é como se fosse encontrar coisas ruins. A única porta que gosto de abrir e entrar é a do meu quarto.”
Outro dia, havia outra menina muito triste como você, mas esta vivia olhando para as distâncias do azul do céu, mirando os horizontes, viajando com o pensamento, indagando e vivenciando situações que somente ela sabia. Sempre que podia, ficava na janela do alto da casa e ali pregava os olhos nas distâncias, nas lonjuras até onde podia enxergar. Sonhava em estar no cume de uma montanha bem alta e de lá ficar fitando as paisagens sem fim. Seu maior desejo era mesmo poder voar sem destino pelos céus, só pelo prazer de estar vendo as coisas que somente lá no alto existem. A mãe dessa menina também vivia preocupada com esse “mundo da lua” que ela vivia, e perguntou porque ela procurava estar quase o tempo todo olhando pra longe, viajando sem sair do lugar. E a menina imediatamente respondeu: “O que foi que a senhora perguntou? Pergunte de novo porque meu pensamento tava longe.”
Um dia, havia ainda outra menina, assim como você, tristonha e melancólica, que adorava ficar próxima da janela em dias de chuva, olhando fixamente para as gotas que batiam e iam escorrendo. Quando o vidro ficava embaçado, ela ia logo passar a mãozinha com gestos desenhados, e assim iam se formando, a cada vez, um coração, seu nome, uma lua. Quando não chovia, ela pegava o batom e ia para a vidraça da janela desenhar o que gostava. Há tempos que a sua mãe também vinha percebendo isso, mas um dia entrou no quarto e perguntou: “Minha filha, por que você desenha sempre as mesmas coisas, um coração, seu nome, uma lua”. E ela respondeu: “Não se preocupe, já que se a senhora se preocupa com o que faço na próxima vez vou colocar também o seu nome”.
Contou ainda a história de duas outras meninas, muito parecidas com ela. A primeira vivia justificando qualquer instante da vida para lembrar e falar do que passou, parecendo viver somente de lembranças e recordações. A segunda passava o dia inteiro se perguntando intimamente se as ações que já tinha feito até aquele momento já seriam suficientes para justificar o seu dia. Suas mães indagaram sobre isso e as respostas ouvidas não foram bem entendidas. Uma respondeu que era preciso lembrar para guardar o que foi bom; a outra disse que procurava construir toda a vida a cada momento.
Assim eram as cinco meninas: uma triste e amedrontada, que só se sentia bem trancada no seu quarto; uma que se realizava quando estava viajando em pensamentos; outra que tinha por amigos os desenhos na vidraça da janela; outra que sentia prazer em estar recordando o que passou; e uma que procurava realizar num só instante aquilo que validasse o seu dia.
Todas são pessoas como você, com seus jeitos e formas de buscar alegria. E você, como você é? E a menina respondeu: “Sou igual às cinco meninas. A gente faz de tudo para que os outros percebam que a gente existe. Só que sou mais triste que todas, pois não tenho minha mãe para se preocupar comigo”.
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com
Quando passamos por situações difíceis e conflitantes normalmente não entendemos ou mesmo aceitamos, mas na verdade tudo faz parte de um processo chamado evolução. É o verdadeiro mito do herói, que vivemos no nosso dia-a-dia, onde após duras batalhas retornamos mais fortes e preparados para novos desafios."
Sou mais uma criança em defesa, curto muito a sua nobreza, mas isso vem de uma tristeza por isso falta beleza.
Esse é meu ultimo apelo largue esses argumenteiros, eu não sou contra seus merendeiros, mas eles me destroem com morteiros.
Prefiro ser decepado em pé do que deitado.
Morrer pelo meu ideal seja ele qual for!
Quer me amar de verdade, ame do jeito que sou!
Deuses são normais, criados em situações canibais, em busca de esconder os desentenderes dos mortais.
O sentido de muitas vidas estão nos poucos e a vida só tem sentido quando os poucos sentimentos valem!
Desigualdade tá demais, uns querendo tênis de 500 reais, outros apenas querendo algo para proteger os pés. Mas esquenta não, um dia isso tem um fim. O mundo vai entrar em guerra, as pessoas vão se matar, aí vamos ver onde seu luxo vai ficar...
O ser humano vive arrastando correntes, vive mais do passado e pouco aproveita o presente; esquece que é vivendo bem o presente que se constrói um passado de boas lembranças e se prepara um futuro promissor.
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