Conforto da Morte de um Filho

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O paraíso deve ser um lugar insuportável. Imagine passar a eternidade cercado por pessoas que passaram a vida inteira sendo chatas o suficiente para merecerem entrar lá.

A liberdade é um peso tão grande que muitos preferem ajoelhar-se diante de qualquer tirano que lhes retire a escolha.

Penso, logo existo. Não penso, logo sou um post de Instagram.

Nada humilha mais o ego humano do que um experimento bem feito.

O "natal" é o milagre anual onde famílias miseráveis celebram o nascimento de um homem que pregava a pobreza contraindo dívidas que não podem pagar, apenas para impressionar vizinhos que elas detestam com objetos de que não precisam.

A criação não foi um ato de amor, foi um espasmo de tédio de uma entidade que não suportava o próprio vazio.

Rezar é tentar subornar o juiz de um tribunal onde você já foi condenado antes de nascer.

O universo é o vômito divino, e nós somos os micróbios tentando encontrar um sentido na digestão alheia.

O gênio que despreza o suor ignora que a alavanca é apenas um pedaço de pau inerte até que o músculo do operário lhe dê utilidade; toda "eficiência" intelectual é um parasitismo estéril se não houver um braço disposto a mover o peso do mundo.

Se o paraíso existisse na terra, ele teria paredes úmidas, quentes e um controle de acesso muito rigoroso.

Ateísmo implica materialismo; materialismo implica humanismo; logo, a ideia de um ateu de direita é uma contradição em termos.

Projetar uma mente é entender que o pensamento é um diálogo eterno entre o fluxo do presente e o eco resumido do passado.

O ser humano é um ser estocástico por natureza; nossa genialidade nasce do erro, do esquecimento e do insight que surge quando menos o procuramos.

Se o diabo existe, ele deve ser o contador das igrejas, gerenciando fortunas em nome de um deus pobre.

Deus criou o mal para testar? Teste falho para um ser onisciente.

A civilização é um baile de máscaras onde o primeiro a mostrar o rosto é devorado pelos convidados.

Muitos veem o fim como destruição; o humanista vê um convite para viver cada instante como uma criação.

Amar é um ato de rebeldia contra o vazio, uma afirmação de que importamos uns para os outros.

O ateísmo devora deuses como um lobo faminto rasga carne podre, deixando apenas ossos para os tolos que ainda uivam preces vazias.

O tempo devora momentos como um predador insaciável, deixando esqueletos de memórias que rangem nos ventos do esquecimento eterno.