
Acolher é olhar de novo
Sabe, há dias em que, só pelo fato de abrir os olhos e caminhar, as feridas voltam a sangrar.
Às vezes, o melhor caminho não é desprezar, mas acolher.
E é a partir disso que te digo, meu amigo: é difícil, muito difícil — mas não impossível.
Muitas pessoas sofrem e erram repetidamente.
Mesmo quando recebem ajuda, continuam errando.
E, então, na maioria das vezes, são desprezadas.
A ajuda cessa. O olhar se fecha. Elas são esquecidas.
Mas será que o erro é apenas falta de vontade?
Ou existe algo mais profundo, silencioso, pedindo atenção?
Acredito que, nesses casos, acolher se torna ainda mais necessário.
Porque, quando alguém insiste em errar, talvez não seja resistência —
talvez seja dor, confusão, ou uma forma de pedir ajuda que não sabemos ouvir.
A ajuda, então, não deveria acabar…
Talvez precise apenas mudar de forma.
E é nesse caminho que encontro, ao meu lado, uma companheira inusitada: a chuva.
Ela me alegra em dias sombrios,
porque suas águas parecem lavar não só o mundo, mas também aquilo que carregamos por dentro.
E eu compartilho da alegria de suas infinitas gotas, do bater na pele, do varrer silencioso, da dança que acontece sem pedir permissão.
Admiro aqueles que andam e dançam na chuva, que se permitem sentir, simplesmente pelo fato de existir e respirar.
Com a água da chuva, até as sombras silenciam, vendo-a cair e dançar diante dos nossos olhos.
E talvez seja isso que nos falte:
olhar com mais cuidado, sentir com mais verdade,
acolher com mais humanidade.
✍🏽🦋 Yonne Moreno
Entre sentimentos e silêncios, nasce o que é meu.
Sorrisos que Me Sustentam
Certa vez, perguntaram-me o que era preciso para que minha boca e meus olhos se escancarassem em sorrisos e felicidade. E eu respondi: basta ver o sorriso e a alegria em rostos que nem preciso conhecer — isso já me faz profundamente feliz.
No entanto, há o lastro de um amor que arrasto.
Às vezes, o meu sorriso me protege da tristeza que me cerca e das decepções que insistem em se instalar em mim.
Entre Ensaios e Sonhos
Às vezes, penso que a vida é um ensaio; quando acordo, porém, parece um sonho.
Mas sigo em frente. A chuva, por vezes, vem apenas para me afrontar — e depois vai embora.
Ainda bem que me respeitam. Afinal, carrego a chave da integridade: notem a força do meu ímpeto.
No entanto, fico incrédula… é difícil acreditar como a seta do amor pode transformar o mundo íntimo de um ser. Tudo fica gravado em nossas mentes:
Memórias. Lembranças. Destino.
A taça Azul
(porque nem tudo que vemos, compreendemos)
E, ao lembrar — apenas recordar — daquela taça azul, percebo que já não a vejo como antes, pois ela está meio limpa e meio suja; meio eu a vejo, meio eu a entendo.
Às vezes, as palavras se aprisionam em nossa mente, e nem precisam ser ouvidas. É justamente nesses silêncios que, tantas vezes, os problemas vêm ao nosso encontro.
Antes do “The End”
O ontem está em paz — e é por isso que hoje eu sorrio e vivo em serenidade.
Dizem que os anjos fazem parte daqueles que desejam o bem.
Ele me pede para sorrir, para ter um dia feliz.
Admiro muito os anjos.
No entanto, questiono por que, às vezes, a tristeza tenta se esconder em mim e, de repente, surge como se fosse minha dona. Ainda assim, me permito sentir — e me delicio com romances, com o coração pulsante.
Entenda: não se trata de lançar uma rede e pescar à beira do rio. Trata-se de um amor que pode se tornar um grande romance, uma cumplicidade que permanecerá na memória.
Como aquela casa à beira da praia… Nunca mais voltei lá. Penso que ninguém mais cortou a grama verde, e que hoje as cores já não vivem mais naquele lugar.
Muito antes do ontem, já esperávamos um grande romance — um amor feito de risos e abraços.
Penso nas vezes em que, ao assistir a um filme de romance, deitados na relva dos lençóis, nos tornávamos protagonistas de uma história em que acreditávamos no “felizes para sempre”.
Mas o the end chegou antes — e tomou o lugar do protagonista.
Vida paralela existe, com certeza.
Vejo o celular como a porta de entrada para um mundo universal — um mundo digital onde todos se encontram, se mostram, se escondem… e, de certa forma, se reinventam. Para mim, esse universo virtual é o verdadeiro mundo paralelo que tantos procuram, e o celular é o portal silencioso que nos conduz até ele.
Veja bem: eu existo nesses dois mundos. Transito entre eles. Sinto em ambos. Mas há um limite invisível que não posso atravessar — não posso tocar o meu “eu” do outro lado, não posso dar as mãos a essa versão que também sou.
E então me deparo com uma verdade simples e implacável: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço.
Talvez seja apenas uma teoria… uma reflexão de uma leiga no assunto.
Mas, ainda assim, carrega um certo peso de realidade.
E aqui estou eu…
Rindo — ou talvez pensando demais — dentro do meu próprio mundo.
Quando a Química Grita
Como controlar um homem e uma mulher quando a química grita e a pele, em lágrimas, clama por um abraço apertado, repleto de trocas intensas e quase explícitas?
Mesmo que o céu se pinte e a brisa testemunhe, nada poderá mudar, pois o descontrole já estará instalado.
Porque há encontros que não pedem permissão, apenas acontecem.
O Peso do Silêncio
Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.
E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.
Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.
Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.
Presença em Silêncio
Sua voz, sua riqueza, mesmo em dias ásperos.
No entanto, não ore assim; ore em silêncio. Ficarás estarrecido ao saber que permaneço em meu canto, a te observar. Não fiques triste pela distância aparente, pois até aquele que está longe não imagina o quão perto está dos meus sentidos.
Teu perfume, teus braços e abraços firmes e quentes lembram-me que o bem-amado será sempre amado.
Ainda lembro.
Horizonte de Linhas Indecisas
Às vezes, me bate uma nostalgia retrô, poeticamente falando.
Uma vontade de cobrir meu corpo com as ondas do mar e ver meus olhos marejarem enquanto olho o céu, flutuando nas mãos profundas do oceano.
Meu horizonte é feito de linhas indecisas, mas, ainda assim, libertador.
Dá vontade de abrir as nuvens como se fossem um livro e dizer às gotas da chuva que, ao cair no mar, não me acordem.
Às vezes, essa nostalgia retrô me envolve, poeticamente…
Entretanto, há dias em que nem o céu nem o mar conseguem me animar.
A Pirâmide que Observamos
Nesse mundo, existem camadas sociais que vão do miserável ao bilionário — e, futuramente, talvez alcancem os trilionários. E existe eu, que daqui observo essa pirâmide mal estruturada e me pergunto: o que foi feito para chegarmos a um patamar tão desalinhado e desproporcional?
Um lugar onde, muitas vezes, dificilmente teremos a chance de evoluir. Um triângulo que, para mim, é escaleno — desigual em todos os lados.
Para aqueles que, como eu, conseguem enxergar e têm a certeza de que não podemos nos desassociar dessa pirâmide — até porque sabemos que, quase sempre, é o dinheiro e o poder que definem essa estrutura —, surge um pensamento inquietante: passamos a vida inteira lutando para nos encaixar no ponto mais alto possível desse triângulo de lados desiguais, que não se iguala a nada.
E, ainda assim, o impossível insiste em acontecer.
Então me pergunto: onde nos encaixaríamos, se a vida realmente nos desse uma chance?
Às vezes, fico pensando… será que, no futuro, poderá existir uma outra pirâmide — um espaço à parte, mais justo, mais humano, onde alguns possam ser acolhidos?
Ou será que sou eu quem está atrasada nesse pensamento?
Utopia?
A mão que ampara, a mão que solta
Quando alguém estende a mão para você em sua pior fase, é reconfortante. Quando oferece o ombro, é maravilhoso. E, quando vem acompanhado de um abraço forte, é como se a segurança se instalasse, envolvendo sua vida em um mundo protegido.
Mas, quando essa mesma mão solta a sua, o desespero e a dor surgem como estilhaços de aço no peito. A mente vai se apagando dia após dia, fazendo toda a estrutura ruir, até que o seu mundo se transforme em pó. Em questão de tempo, tudo pode se dissipar como fumaça no ar.
Que todos nós possamos ser sensíveis aos que estão em apuros, em desespero ou aflição. Que sejamos acolhedores e atentos aos sinais, porque o olhar não consegue esconder o que presencia. A boca se torna insegura, as lágrimas muitas vezes denunciam, as mãos revelam códigos… enfim, o corpo não mente — o corpo fala.
Raiz, Não Rótulo
Ouvi dizer que fui narcisista.
Nunca concordei, e hoje tenho a certeza de que sempre fui raiz.
No amor, há muitos amores,
e cada vida é única em seus ensinamentos e espelhos.
Tudo teve, e ainda tem, o sabor de um amor sincero.
E a minha sensação, tão importante para mim,
carrega o gosto sereno de missão cumprida.
Entre Luzes e Fragmentos
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Antes, eu me considerava um forasteiro,
sempre só, e minhas lágrimas deitavam ao cair.
Entorpecida por amor, esquecia até onde vou;
meu nome não existia, pouco se ouvia, até porque “querida” era o meu codinome.
Mostrei e provei que somos um só,
apesar de sermos dois.
E, nua de pensamentos,
você possuiu a minha mente,
e este amor não sai mais de mim.
Mas, às vezes, o inesperado acontece:
o cupido atravessa o coração
e tira a magia de uma vida.
Por causa do amor absoluto,
acreditei que ele voltaria.
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Insano…
mas minha prioridade foi silenciar
para apreciar sua face,
mesmo que naquela sala gelada.
E agora, sua natureza invisível me consumiu.
Sou uma ótima atriz no teatro da vida,
mas o final da nossa cena foi triste:
eu meio morri
e meio ainda estou aqui.
Vi, com meus próprios olhos,
que, se eu me esforçasse mais,
o limite se abriria
e a loucura seria certa.
Não faz bem —
é ruim para o bem-estar da minha sanidade.
Aquele que se acha um Deus não teme,
pois se julga o maior
e nem imagina
que, às vezes, os dias estão contados.
Em minhas memórias, eu lembro.
Entre luzes e fragmentos, eu vejo.
Mesmo sabendo que você se foi,
eu continuo a vagar
na lembrança do seu olhar…
E foi assim
que o vento da morte te levou de mim.
O Pintor de Sua Própria Dor
Um olhar triste carrega uma alma machucada.
Por mais que os lábios se exponham, os olhos não acompanham.
É triste olhar pela janela e ver uma paisagem igualmente triste.
Como proteger os quadros que vejo? Como servir de ombro ao pintor que encanta, mas em quem a felicidade não habita?
Os sinais de pânico explodem, e meu coração dói.
Não consigo conter o rio que escorre.
A ferida é grande e talvez não venha a sarar.
Por isso, é fácil a tristeza se instalar; difícil é consolar.
Compartilhar a dor também faz parte e, mais importante, é saber que não se está só.
Amor: Entre o Certo e o Necessário
Nem tudo é, mas tudo sente.
Nem sempre foi mentira.
Nem sempre foi verdade.
Nem tudo é perfeito.
Nem tudo é imperfeito.
Nem tudo é sentimento.
Mas tudo é amor.
E eu digo: manipular o amor para não florescer é inaceitável. Ainda assim, às vezes, na tentativa de proteger um grande sentimento, a escolha do caminho nem sempre é a correta.
O Despertar da Verdade
O sistema controla tudo, mas não o meu coração.
Fico pensando que, no vale, também há luz e tempestade; sendo assim, acredito que ele seja uma mansão de sentimentos, e não um depósito de ilusões. Digo isso porque você mente tanto que chego a duvidar até das águas passadas.
Mas, ainda assim, digo a ti: não se pode jogar a verdade na valeta dos escombros, até porque, um dia, ela desperta e luta, exigindo o que é seu.
Entre rodas e asas
Eu olho as rodas girarem e atravessarem o tapete negro e me pergunto: o que fazer para me ver voar?
E as rodas continuam a girar, transformando-se agora em asas no ar, levando-me até o continente do outro lado, para que eu veja as nuvens, o sol e o mar.
Chega a ser encantador me ver assim.
Mas e você?
O meu “eu” de hoje
Sempre que acordo triste, o meu lado poético se afasta.
Sinto-me tomada por uma tristeza semelhante à de um amor que foi embora e não voltou. Então, genuinamente, crio memórias da época em que éramos dois em um mundo de mil e tudo isso contribuiu para o meu “eu” de hoje.
A senha do coração
Mesmo com o meu corpo e os meus pés gelados para as histórias de amor, meu coração e minhas mãos estão sempre quentes quando se trata de você.
Você é minha energia, é o pulsar do meu coração.
Quando minhas mãos tocam o seu corpo, tudo se transforma — é quase engraçado perceber que meu coração permanece quente, como se fosse o portal da sua entrada, cuja senha somente você possui.
Carnaval e às Máscaras
Máscaras, suas mil e uma utilidades, suas diferentes finalidades.
Alguns as usam para esconder o próprio eu perverso; outros, para revelar a própria humanidade.
No Carnaval, temos o privilégio de usá-las, na maioria das vezes, não para ocultar, mas para expressar a alegria que habita a alma brasileira.
Top mais compartilhados
Na próxima vida, quero ser caçadora de cometas.
Se eu não puder, posso ser uma borboleta.
Sinto falta do abraço molhado
Do respingo trolado
Eu respiro dobrado.
Sinto falta do corpo colado
Suor marinado
Lábios molhados
Sinto falta do mexer
Do estimular
Do esquentar
Do enriquecer
Sinto falta dos seus lábios
Moço do sorriso largo
Do cabelo platinado
Que do céu não pode descer.
Em um mundo de lobos…
Você pode fazer a diferença!😜
Minha música é você, mas a chuva eterna rasga meu choro.