
Amor não se embrulha
Neste final de ano,
muitos pais abriram caixas,
laços bem feitos,
sorrisos ensaiados.
Ganharam o que brilha,
o que se compra,
o que se exibe,
o que termina no uso.
Mas o que muitos desejam
não vem com etiqueta...
querem ternura sem data,
abraço que não tenha pressa.
Querem cuidado cotidiano,
presença que não negocia,
escuta que não se ausenta,
amor que não pede ocasião.
Um dia, quem hoje presenteia
também sentirá o peso do tempo,
e aprenderá, tarde ou cedo...
Que carinho verdadeiro não se embrulha.
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Hoje despertei e percebi...
a vida não é moeda de troca, é patrimônio sagrado. Cada amanhecer é um reencontro comigo mesma, e isso basta para ser feliz.”
Não foi sorte...
Foi resistência.
Sou calma, não fraca...
tempestades também começam em silêncio.
Meu coração não aceita recurso.
Minha força nasceu onde tentaram me quebrar.
Hoje estou tipo sentença: curta, direta e sem paciência.
Sou minha própria jurisprudência.
Meu coração julgou com carinho. O seu arquivou sem análise.
Sem café, meus argumentos não são válidos.
Hoje sigo firme não intacta, mas invencivelmente reconstruída.
Minha fé não prescreve, não caduca e ainda tem efeito vinculante.
Minha paciência não se esgotou apenas entrou em recesso sem previsão de retorno.
Meu sorriso de hoje foi comprado com lágrimas que ninguém jamais verá.
Não surtei...
apenas externei emoção em legitima defesa.
A vida não é curta...
curto é o tempo que deixamos de vivê-la.
o ontem não admite recurso.
O amanhã não oferece garantias.
Só o hoje sustenta a prova viva da existência.
Sonhos não prescrevem, adormecem à espera de manifestação.
Minha paciência está em segredo de justiça.
Autoestima é tirar uma selfie boa depois de dezenas de tentativas.
A saudade que sinto por estar longe de você é superada pela alegria de saber que você existe.
Crianças ensinadas a proteger não crescem para machucar.
Quem aprende a respeitar um ninho
jamais achará normal destruir um lar.
Quem entende o silêncio de um cão
reconhece a dor antes do grito.
Ano Novo sem ação é petição inicial sem causa de pedir.
Falar muito sem sentido é como Wi-Fi fraco...
ocupa espaço e não conecta ninguém.
Ano Novo sem mudança é igual político em palanque: fala bonito, mas não move nada.
Obs: qualquer similaridade é simples coincidência.
Ninguém precisa pensar como você para merecer respeito...
Exigir pensamento único é confessar fragilidade intelectual.
Amor não se embrulha
Neste final de ano,
muitos pais abriram caixas,
laços bem feitos,
sorrisos ensaiados.
Ganharam o que brilha,
o que se compra,
o que se exibe,
o que termina no uso.
Mas o que muitos desejam
não vem com etiqueta...
querem ternura sem data,
abraço que não tenha pressa.
Querem cuidado cotidiano,
presença que não negocia,
escuta que não se ausenta,
amor que não pede ocasião.
Um dia, quem hoje presenteia
também sentirá o peso do tempo,
e aprenderá, tarde ou cedo...
Que carinho verdadeiro não se embrulha.
Recebeu a bonificação, mas não juntou prova de planejamento.
O Natal não é para lembrar de quem se esqueceu o ano inteiro, mas para ensinar que amor não se pratica em datas, se prova na presença diária.
Natal não é instância recursal para abandono emocional consumado.
Interesse unilateral não produz efeitos jurídicos nem emocionais.
Não cabe agravo contra quem nunca apresentou proposta.
Porque a vida não avisa quando chegará ao fim...
E amar todos os dias é a forma mais silenciosa e mais urgente de honra-la....
Enquanto estamos aqui.
Meu caminho cruza apenas com quem caminha em minha direção.
Enfermagem, cuidar sem aplausos, viver sem aumento
A enfermagem grita, mas o eco têm sido o silêncio.
Fomos a linha da frente quando todos recuaram...
E agora, somos a última linha na folha de proventos.
Estamos adoecendo não de vírus, mas de esquecimento.
Cuidamos dos corpos que governam...
Somos as mãos que amparam a vida e acalmam a partida.
Aquelas que trocam fraldas, limpam feridas, e ainda assim
recebem proventos que doem mais doque qualquer ferida.
Enquanto o pais dorme, estamos cuidando dos que respiram
com a ajuda das nossas mãos...
Enquanto as autoridades discursam, estamos trocando curativos,
enxugando lágrimas e sustentando a vida.
Quando a velhice bater á porta dos poderosos...
e a soberba já não servir de abrigo, serão as mãos da enfermagem
que cuidarão das suas feridas, trocarão as suas fraldas frias...
Talvez descubram nesse momento o valor de ser cuidado.
E quando o tempo cobrar a fatura, seremos nós... as mesmas que ignoram...
quem estarão ali, trocando suas fraldas, curando suas feridas...
e mostrando mais uma vez que aprendemos a curar mesmo sem remédios.
Apesar do cansaço, continuamos firmes, mesmo diante de tantas promessas vazias.
Quem se apaga para brilhar no reflexo dos outros nunca verá sua própria luz.
Quem vive tentando caber na vida dos outros, acaba se perdendo do próprio destino, e morre sem ter vivido a própria história.
Antes de se conectar com o mundo, aprenda a se reconectar com você...
O amor-próprio é a senha da cura.
A essência não se mede em molduras,
mas na coragem de despir-se das aparências...
reconhecendo que viver é o maior tesouro...
livre como verdades que não precisam de vitrines.
A maior delicadeza do amor é saber entrar sem ferir...
e permanecer sem prender.
A poesia é o vírus da liberdade num mundo programado para calar.
Quando o mundo cala, a poesia fala, e ninguém consegue silenciar.