
O GRITO DE UMA ANGOLANA!
ELEGERAM UM LADRÃO,
ESTRANHARAM, COM O ARROZ E COM O FEIJÃO, ACHARAM QUE NÃO TINHAM DIREITO A UMA VIDA DIGNA, ENTÃO, CONTENTARAM-SE COM UMA MAIS OU MENOS.
FIZERAM DAS TRIPAS CORAÇÃO, NÃO LUTARAM POR MEDO, E OS POUCOS QUE TENTARAM GUERREAR MORRERAM.
PARA OS CALAR, BAIXARAM O PREÇO DA BIRRA, POIS BÊBADO NÃO TENDE A TER NADA DE JEITO A FALAR.
O PAÍS ESTÁ IMUNDO, MAS O POVO INSISTE EM VIVER DE APARÊNCIAS.
TÊM SEMPRE UM GRIFFE NOVO, MAS RECLAMAM DA DECADÊNCIA!
O LADRÃO MORREU E DERAM VOZ AO ALDRABÃO.
BURRO VELHO NÃO COSTUMA APRENDER A LIÇÃO.
HOJE VIVEM DE RAÇÃO E PEDEM O ANTIGO.
SENTEM FALTA DO SEU FEIJÃO E DE TER PELO MENOS UMA REFEIÇÃO...
A IGNORÂNCIA, ÀS VEZES, É UMA SOLUÇÃO.
MESMO COM INFORMAÇÃO, PRETENDEM SEMPRE VIVER NUMA ILUSÃO.
Paula Maureth Adriano Soares
Se conseguiste chegar à beira do princípio, mais vale atirares-te do que teres desperdiçado tempo ao caminho.
- Tempos de Guerra (um livro a espera de ser escrito)
Paula Maureth Adriano Soares
Por vezes, a vida tropeça em lugares que já não te pertencem. Nada de ter cautela; às vezes, é necessário ter pressa.
É necessário precipitar-se antes que a morte apareça.
Paula Maureth
Depois da derradeira facada
Esperava que fosse apunhalada, mas não contava que tal Judas fosse mais mortal do que aquilo que eu receava.
Choraram por mim, porém morta eu estava. Rezaram pelo meu espírito, mas não havia céu para onde eu ir. Fiquei presa na Terra, a aguardar a derradeira facada.
Vi meu corpo, vi as lágrimas e culpa não senti. Se a tal dita cuja não tivesse cometido tal assassinato, eu mesma me esfaqueava.
Paula Maureth Adriano Soares
Se eu tivesse escolhido a China
Se eu tivesse aceitado tua proposta, meio que indecentemente e quase cruel, hoje eu claramente não me reconheceria.
Dizias amar-me, mas, na primeira chance, quiseste moldar-me.
Pegaste uma coleira e me elegeste cadela-chefe, a que não trabalha, a que vive de esmolas e de amor às migalhas.
Dói lembrar que, por ti, eu atravessaria um oceano, redescobriria a África e faria da China meu destino de férias favorito.
Por ti, abraçaria Deus, abandonaria meus sonhos, seria uma incubadora ambulante.
Sairia do meu habitat e viveria só para ti e por ti.
Tudo porque, em minha cabeça, o mundo se tornava demasiado pequeno para o nosso amor.
O ar não seria o mesmo sem meu amado, e a vida seria amarga e deprimente.
Se eu tivesse optado por tal destino, não seriam só os meus pulsos que carregariam cicatrizes.
Meu corpo seria uma tela dilacerada por tal decisão, um mapa de todas as vezes que disse sim quando devia ter gritado não.
Paula Maureth Adriano Soares
O Disfarce
Já se passou alguns meses que venho desempenhando esse papel cansativo daquela que mais ama, que mais se dedica, que mais sofre, que dá o corpo a batalha e luta sem medo por um amor imperfeito.
Ontem na cama de outro ouvi um eu te amo furtivo, ri das fusas do sujeito, afirmei que ele era uma diversão, o orgasmo que eu anseio à todos os intervalos, ele era a vingança, as lágrimas não derramadas, a força que eu precisava.
O disfarce tem que estar perfeito, vivo a vida sendo a namorada louca, iludida, estupida, mal amada e muito mal fodida, mas tenho sempre guardado em sítios aos cantos, "outros" que me acalmam, outros que me amam...
Pensei em quebrar o ciclo, talvez fechar as pernas para meu amado e continuar com meus amantes...
mas qual seria a piada se o dito cujo que me deu uma alianças sobre promessas falsas não descobrir os galhos que o acompanham nessa sua triste jornada.
Escritora: Paula Maureth Adriano Soares
O Disfarce
Já se passou alguns meses que venho desempenhando esse papel cansativo daquela que mais ama, que mais se dedica, que mais sofre, que dá o corpo a batalha e luta sem medo por um amor imperfeito.
Ontem na cama de outro ouvi um eu te amo furtivo, ri das fusas do sujeito, afirmei que ele era uma diversão, o orgasmo que eu anseio à todos os intervalos, ele era a vingança, as lágrimas não derramadas, a força que eu precisava.
O disfarce tem que estar perfeito, vivo a vida sendo a namorada louca, iludida, estupida, mal amada e muito mal fodida, mas tenho sempre guardado em sítios aos cantos, "outros" que me acalmam, outros que me amam...
Pensei em quebrar o ciclo, talvez fechar as pernas para meu amado e continuar com meus amantes...
mas qual seria a piada se o dito cujo que me deu uma alianças sobre promessas falsas não descobrir os galhos que o acompanham nessa sua triste jornada.
Escritora: Paula Maureth Adriano Soares
O GRITO DE UMA ANGOLANA!
ELEGERAM UM LADRÃO,
ESTRANHARAM, COM O ARROZ E COM O FEIJÃO, ACHARAM QUE NÃO TINHAM DIREITO A UMA VIDA DIGNA, ENTÃO, CONTENTARAM-SE COM UMA MAIS OU MENOS.
FIZERAM DAS TRIPAS CORAÇÃO, NÃO LUTARAM POR MEDO, E OS POUCOS QUE TENTARAM GUERREAR MORRERAM.
PARA OS CALAR, BAIXARAM O PREÇO DA BIRRA, POIS BÊBADO NÃO TENDE A TER NADA DE JEITO A FALAR.
O PAÍS ESTÁ IMUNDO, MAS O POVO INSISTE EM VIVER DE APARÊNCIAS.
TÊM SEMPRE UM GRIFFE NOVO, MAS RECLAMAM DA DECADÊNCIA!
O LADRÃO MORREU E DERAM VOZ AO ALDRABÃO.
BURRO VELHO NÃO COSTUMA APRENDER A LIÇÃO.
HOJE VIVEM DE RAÇÃO E PEDEM O ANTIGO.
SENTEM FALTA DO SEU FEIJÃO E DE TER PELO MENOS UMA REFEIÇÃO...
A IGNORÂNCIA, ÀS VEZES, É UMA SOLUÇÃO.
MESMO COM INFORMAÇÃO, PRETENDEM SEMPRE VIVER NUMA ILUSÃO.
Paula Maureth Adriano Soares
Depois da derradeira facada
Esperava que fosse apunhalada, mas não contava que tal Judas fosse mais mortal do que aquilo que eu receava.
Choraram por mim, porém morta eu estava. Rezaram pelo meu espírito, mas não havia céu para onde eu ir. Fiquei presa na Terra, a aguardar a derradeira facada.
Vi meu corpo, vi as lágrimas e culpa não senti. Se a tal dita cuja não tivesse cometido tal assassinato, eu mesma me esfaqueava.
Paula Maureth Adriano Soares
Por vezes, a vida tropeça em lugares que já não te pertencem. Nada de ter cautela; às vezes, é necessário ter pressa.
É necessário precipitar-se antes que a morte apareça.
Paula Maureth
Se conseguiste chegar à beira do princípio, mais vale atirares-te do que teres desperdiçado tempo ao caminho.
- Tempos de Guerra (um livro a espera de ser escrito)
Paula Maureth Adriano Soares
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Depois da derradeira facada
Esperava que fosse apunhalada, mas não contava que tal Judas fosse mais mortal do que aquilo que eu receava.
Choraram por mim, porém morta eu estava. Rezaram pelo meu espírito, mas não havia céu para onde eu ir. Fiquei presa na Terra, a aguardar a derradeira facada.
Vi meu corpo, vi as lágrimas e culpa não senti. Se a tal dita cuja não tivesse cometido tal assassinato, eu mesma me esfaqueava.
Paula Maureth Adriano Soares
Se eu tivesse escolhido a China
Se eu tivesse aceitado tua proposta, meio que indecentemente e quase cruel, hoje eu claramente não me reconheceria.
Dizias amar-me, mas, na primeira chance, quiseste moldar-me.
Pegaste uma coleira e me elegeste cadela-chefe, a que não trabalha, a que vive de esmolas e de amor às migalhas.
Dói lembrar que, por ti, eu atravessaria um oceano, redescobriria a África e faria da China meu destino de férias favorito.
Por ti, abraçaria Deus, abandonaria meus sonhos, seria uma incubadora ambulante.
Sairia do meu habitat e viveria só para ti e por ti.
Tudo porque, em minha cabeça, o mundo se tornava demasiado pequeno para o nosso amor.
O ar não seria o mesmo sem meu amado, e a vida seria amarga e deprimente.
Se eu tivesse optado por tal destino, não seriam só os meus pulsos que carregariam cicatrizes.
Meu corpo seria uma tela dilacerada por tal decisão, um mapa de todas as vezes que disse sim quando devia ter gritado não.
Paula Maureth Adriano Soares
O Disfarce
Já se passou alguns meses que venho desempenhando esse papel cansativo daquela que mais ama, que mais se dedica, que mais sofre, que dá o corpo a batalha e luta sem medo por um amor imperfeito.
Ontem na cama de outro ouvi um eu te amo furtivo, ri das fusas do sujeito, afirmei que ele era uma diversão, o orgasmo que eu anseio à todos os intervalos, ele era a vingança, as lágrimas não derramadas, a força que eu precisava.
O disfarce tem que estar perfeito, vivo a vida sendo a namorada louca, iludida, estupida, mal amada e muito mal fodida, mas tenho sempre guardado em sítios aos cantos, "outros" que me acalmam, outros que me amam...
Pensei em quebrar o ciclo, talvez fechar as pernas para meu amado e continuar com meus amantes...
mas qual seria a piada se o dito cujo que me deu uma alianças sobre promessas falsas não descobrir os galhos que o acompanham nessa sua triste jornada.
Escritora: Paula Maureth Adriano Soares
Se conseguiste chegar à beira do princípio, mais vale atirares-te do que teres desperdiçado tempo ao caminho.
- Tempos de Guerra (um livro a espera de ser escrito)
Paula Maureth Adriano Soares
O GRITO DE UMA ANGOLANA!
ELEGERAM UM LADRÃO,
ESTRANHARAM, COM O ARROZ E COM O FEIJÃO, ACHARAM QUE NÃO TINHAM DIREITO A UMA VIDA DIGNA, ENTÃO, CONTENTARAM-SE COM UMA MAIS OU MENOS.
FIZERAM DAS TRIPAS CORAÇÃO, NÃO LUTARAM POR MEDO, E OS POUCOS QUE TENTARAM GUERREAR MORRERAM.
PARA OS CALAR, BAIXARAM O PREÇO DA BIRRA, POIS BÊBADO NÃO TENDE A TER NADA DE JEITO A FALAR.
O PAÍS ESTÁ IMUNDO, MAS O POVO INSISTE EM VIVER DE APARÊNCIAS.
TÊM SEMPRE UM GRIFFE NOVO, MAS RECLAMAM DA DECADÊNCIA!
O LADRÃO MORREU E DERAM VOZ AO ALDRABÃO.
BURRO VELHO NÃO COSTUMA APRENDER A LIÇÃO.
HOJE VIVEM DE RAÇÃO E PEDEM O ANTIGO.
SENTEM FALTA DO SEU FEIJÃO E DE TER PELO MENOS UMA REFEIÇÃO...
A IGNORÂNCIA, ÀS VEZES, É UMA SOLUÇÃO.
MESMO COM INFORMAÇÃO, PRETENDEM SEMPRE VIVER NUMA ILUSÃO.
Paula Maureth Adriano Soares
Por vezes, a vida tropeça em lugares que já não te pertencem. Nada de ter cautela; às vezes, é necessário ter pressa.
É necessário precipitar-se antes que a morte apareça.
Paula Maureth