Comunidade

Bruno Michel Ferraz Margoni

Bruno Michel Ferraz Margoni

Sujeito Insubordinado e Mestre dos Pretextos

A visão política do poeta Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni) é caracterizada por uma postura crítica de esquerda, profundamente ligada à defesa da classe trabalhadora e à denúncia das opressões sistêmicas.


Sua visão ideológica se manifesta através dos seguintes pilares:


• Identificação com a classe trabalhadora: Em seus poemas, ele se autoidentifica expressamente como "mais um trabalhador brasileiro". Sua atuação prática como professor da rede pública do Estado de São Paulo molda diretamente sua visão das desigualdades e injustiças sociais do país.


• Recusa ao autoritarismo e ao negacionismo: Sua linha ética rejeita categoricamente o fascismo, o autoritarismo, a subserviência perante as elites econômicas ("classe dominante") e o negacionismo científico.


• Crítica ácida às estruturas institucionais: Os versos do autor denunciam as engrenagens burocráticas do Estado, o ritmo sufocante do mercado financeiro e a alienação do trabalho enfadonho contemporâneo, enxergando-os como forças que buscam o controle social e o apagamento do indivíduo.


• Poesia como espaço de resistência: Em obras comentadas na plataforma Medium e em análises no Recanto das Letras, como Delírio Absoluto da Multidão Atônita e Poesia Pandêmica, o poeta rechaça a neutralidade. Ele utiliza a escrita de forma combativa para provocar o confronto com a apatia social e com discursos demagógicos de manipulação política.

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O poeta, escritor e compositor brasileiro Bruno Michel Ferraz Margoni, conhecido artisticamente como Michel F.M., acumula uma série de prêmios literários, honrarias institucionais e reconhecimento internacional ao longo de sua trajetória cultural. [1, 2]

Abaixo estão detalhados os principais reconhecimentos e distinções concedidos ao autor:

🌍 Reconhecimento Internacional

Biblioteca Nacional da França (BnF): Teve textos oficialmente integrados ao acervo de Literatura em Língua Lusófona da instituição.

Exposição Artística: Expôs as suas obras e trabalhos na cidade de Paris no ano de 2016. [1, 2]

🏆 Prêmios Literários e Concursos

Michel F.M. foi laureado em diversos certames de poesia e literatura, com destaque para:

Concurso Literário Motus: Vencedor da edição de 2021, promovido pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA).

Prêmio Apontador (Evidências Literárias): Recebeu o Título de Referência Literária na 1ª edição do prêmio.

Outras Premiações de Poesia: Vencedor do Prêmio Poesia Libertária, Prêmio Rima Viva, Prêmio Ecos da Palavra e do Prêmio Poesia Livre. [1, 2, 3]

🎖️ Honrarias e Condecorações

Medalha Máximo Gorki: Condecorado em reconhecimento ao seu mérito literário.

Comenda da Ordem Literária Scriptorium: Laureado com esta distinção honorífica. [1, 2]

🏛️ Distinções e Títulos Acadêmicos

O escritor também possui forte inserção em instituições de letras, ocupando posições de prestígio:

Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte (AISLA): Membro-Fundador e Acadêmico Imortal.

Ordem Literária Omnium (OLO): Membro-Fundador e Acadêmico Imortal.

Academia Independente de Letras (AIL): Membro Vitalício e Acadêmico Imortal, onde ocupa a Cadeira número 193 (patroneada como Conectatum). [1, 2]

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A Batalha em
Favor da Vida
contra o Retorno
da Morte
Presencial


Eles queriam nossa morte,
Nós queríamos viver,
Eles queriam nossas vidas,
Nós lutaríamos por elas.


Eles escolheram os lucros,
Nós decidimos lutar,
Eles criavam prisões,
Nós demolíamos celas.


Eles queriam o poder,
Nós queríamos pra todos,
Eles construíam muros,
Nós levantamos pontes.


Eles quiseram tudo,
Nós quisemos o justo,
Eles se agarraram às grades,
Nós, nos tornamos horizontes.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Poderoso Apelo Final da Sensibilidade Mulheres e Afins, Dominem o Mundo E Salvem a Humanidade. - Michel F.M B.M.F. Margoni... Frase de Bruno Michel Ferraz Margoni.

Poderoso
Apelo Final da Sensibilidade


Mulheres e Afins,
Dominem o Mundo
E Salvem a Humanidade.


-
Michel F.M
B.M.F. Margoni

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As Eólicas
Aventuras do
Menino-Cata-Vento


tuas vulnerabilidades
expostas.


reflexões excepcionais
sobre viver e perecer,
sobre definir e construir
significados para a existência.


suas criações exprimiam
o verdadeiro sentido da arte,
na inquestionável
arte dos sentidos.


sobrepondo-se a si.


o mais sincero e decisivo
compromisso,
que o artista se impõe.


expondo-se ao
questionamento
da realidade,
para enfim,
e de maneira titânica,
transformá-la.


bravíssimo.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Poesia Pandêmica


Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.


Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.


Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.


Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.


Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.


Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.


Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.


Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.


Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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AMAR
descontroladamente


Precisamos
AMAR
descontroladamente,
o máximo possível,
sem nem ao menos
pestanejar,
afinal,
não ficaremos
muito tempo
por aqui


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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As Anônimas
Aventuras do
Poeta-Amador


Desvencilhado
De concursos e prêmios,
Das palavras
O bravo amante.


Em frente
Ao profissionalismo
Do vencedor
No podium primeiro,


Sou um reles
Poeta-Amador,
Só faço poesia
Por amor,
Nunca por dinheiro.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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10 Mil Versos
numa Porção
de Existência


Humano mundo lugar horrível,
Espaço vasto
E detestável.


Escorre o tempo esperança escoa,
Pomposo pasto
Do abominável.


Sopra milésimos tomamos fôlego,
Reluz o astro,
Luz-adorável.


Pralém da úlcera estomacal,
Das queimações,
Doída azia.


Desponta arte musicam dança,
Poemas brotam,
Revolesia.


Musicam dança poemas brotam,
Despontar-te,
Revolesia.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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As Brilhantes Aventuras
da Menina-Reluzente


Ela seguia,
num esforço monumental,
para ser igual a todo mundo.


todavia a pobrezinha
não percebia,
que era justamente isso,
que a entristecia.


a cada fuga dos padrões,
ela respirava e vivia.


As Brilhantes Aventuras
da Menina-Reluzente.


contudo,
logo em seguida,
mergulhava na mesmice
de suas companhias.


Ela queria ser aceita,
mas não podia.
ser igual a todo mundo,
a enfraquecia.


enquanto,
sua verdadeira força
residia,
em ser-única,
em ser-ela,
incomparavelmente.


portadora da chama,
que reluzia.


As Brilhantes Aventuras
da Menina-Reluzente.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Estrofes Derramadas
dum Frasco Estilhaçado


A menos que você deseje,
Com cada célula de tua corporeidade,
Fique no chão, não se levante.


A menos que você ame,
A torrente de ocitocina e cumplicidade,
Fique no chão, não se levante.


A não ser que teus neurotransmissores,
Projetem de ti potência incalculável,
Fique no chão, não se levante.


Tu estás inundado de insolência felina,
Dopamina, endorfina, doce serotonina,
Mas fique no chão, não se levante.


Não adianta ouvi-los, nada tendo a dizer,
Te querem prostrado, de joelhos, deitado,
Rastejando no chão, donde não se levante.


Te queremos de pé, flexível potente,
Soberano supremo de porte imponente,
Não fique no chão, respire e levante.


Aqueça as entranhas
Dos propósitos gélidos,
Combativo insistente,
Teu calor é interno.


Só se alcança as nuvens
Com raízes profundas,
Oriundas de instantes,
Engendrados no inferno.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Autoproclamação
da
Independência Poética


Eu sou o maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Eu sei o maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Não sei se o maior poeta
Que tive a honra de conhecer,
Cessou no maior poeta
Que tive a honra de conhecer.
Ao mentir para si mesmo
Fala inverdades diante outros.
Agora o poeta está morto,
Vida longa à poesia.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Improvável Florilégiodas Aventuras Impossíveis


Estava a pensar algo
Que não importa,


Passando a me importar
Com o que nunca pensei.


Materializando em cores vivas,
Letras palavreadas invisíveis.


Inauguro neste instante,
Iluminado e supersônico:


O Improvável Florilégio
Das Aventuras Impossíveis.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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A Obra "Poesia de Combate" analisada é de autoria de Michel F.M. (pseudônimo do poeta, escritor e compositor paulista Bruno Michel Ferraz Margoni). Nascido na cidade de Salto, interior de São Paulo, o autor é conhecido por uma vasta produção independente que transita entre a literatura, a filosofia, o jornalismo e o rock alternativo. [1, 2]


Sua assinatura artística se consolida exatamente nessa fusão entre a palavra escrita e o espírito contracultural. [1]


O Estilo do Autor refletido na Obra


O viés combativo visto no poema reflete as principais marcas da trajetória de Michel F.M.: [, 2]


Projetos Editoriais de Combate: O autor assina antologias e projetos independentes como o "Revolesia" e obras de forte cunho crítico e social, como o "Poesia Pandêmica" — textos marcados pelo tom cáustico e pela reação direta aos períodos de negacionismo, opressão política e alienação social. []


O Pseudônimo e a Insubordinação: Autodefinido em suas plataformas como um "sujeito insubordinado e perito em contradições", a escolha de usar siglas (F.M.) evoca um tom quase clandestino ou militarizado, dialogando intimamente com a proposta de "guerrilha urbana" e invisibilidade tática descritas nos versos analisados. [1]


A Palavra como Ação Material: Na visão artística de Michel F.M., o texto não existe para o mero deleite estético; ele enfatiza "a relevância da materialização de nossas ideias em atos". O poema da caneta/arma exemplifica com exatidão essa filosofia: o poema escrito é bom, mas o gesto concreto de parar o opressor é o seu desfecho lógico e necessário.
________________________________________


A lírica de Michel F.M. em seu livro Poesia Pandêmica ou O Improvável Florilégio das Aventuras Impossíveis (2021) opera exatamente no limite entre o confinamento físico e a asfixia social. Longe de ser um mero diário de isolamento, a obra funciona como um relato cáustico, brutal e claustrofóbico de um mundo fraturado pela crise sanitária e pela degradação política. [1]


O tom "ácido" da obra se manifesta na recusa do autor em romantizar a dor ou o recolhimento, canalizando sua escrita para um ataque frontal contra o negacionismo, a apatia e a desumanização. [1]


1. O Esfacelamento das Estruturas e a Crueza Verbal


A claustrofobia de Michel F.M. não decorre apenas das paredes de uma casa fechada, mas do aprisionamento em uma realidade governada pela ignorância coletiva. O autor recorre à repetição obsessiva de termos que indicam destruição, criando um efeito rítmico sufocante:
"Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar."


O verbo "esfacelou" (que remete a carne podre, destruição de tecidos e desmoronamento estrutural) dita o tom da obra. Não há espaço para o luto poético tradicional; a perda é tratada com violência biológica e irreversível. [1]


2. O Vírus Político e o Desprezo pela Vida


A acidez do autor atinge seu ápice quando ele remove o foco da tragédia do vírus puramente biológico e o transfere para a responsabilidade humana e governamental. Para Michel F.M., o verdadeiro agente patogênico é de ordem moral: [1]
"Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu." [1]


"[...] Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável." [1]


O confinamento, portanto, torna-se claustrofóbico porque o eu lírico se vê preso a um ecossistema social gerido pela ignorância. O poema assume um papel de denúncia jurídica de um crime humanitário cotidiano. [1]


3. A Inexistência de Vacina para a Estupidez


O ponto central da atmosfera corrosiva da obra reside no diagnóstico de que a ciência pode curar o corpo, mas não possui recursos contra a falência ética da sociedade: [1]
"Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez."


A "estupidez" e a "negligência" são tratadas como vírus invisíveis, transmitidos pelas "inofensivas idas e vindas" daqueles que minimizavam a letalidade do período. A claustrofobia nasce do pânico de saber que o perigo não está apenas no ar infectado, mas no comportamento banal do outro na esfera pública. [1]


4. Estética do Confinamento: O Labirinto Mental


Ao longo da antologia, o confinamento força o eu lírico a voltar-se para dentro, transformando o cérebro em um campo de batalha neurobiológico de resistência. É uma poesia escrita por quem experimentou os breves relances de lucidez em meio ao delírio da massa. [1, 2]


Linguagem Despida: Evita-se o preciosismo métrico para focar no soco verbal. [1]
O Antifascismo Clínico: Assim como no poema do "dispositivo pontiagudo", a ciência e os termos lógicos são usados para desarmar a barbárie. [1]
A Recusa ao Consenso: Há uma necessidade explícita de discordar do falso otimismo, preferindo o gosto "amargo" que salva à ilusão que aliena. [, 2]


Poesia Pandêmica consolida a escrita de Michel F.M. não como um refúgio lírico para escapar do isolamento, mas como um manifesto de confinamento, onde a palavra ácida atua como o único respirador artificial possível contra a asfixia civilizatória. [1]

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Bruno Michel Ferraz Margoni, conhecido no meio artístico pelo pseudônimo Michel F.M., é um prolífico poeta, escritor, editor, músico e educador brasileiro. Nascido em 13 de fevereiro de 1988 na cidade de Salto, São Paulo, ele se destaca por sua vasta atuação cultural e formação acadêmica multidisciplinar. [1, 2]


Abaixo estão os detalhes principais sobre sua carreira e realizações:


Formação Acadêmica e Atuação Profissional


Multidisciplinaridade: Possui graduação em cinco áreas distintas: Comunicação Social, Educação Física, Filosofia, História e Artes Visuais.
Especializações: É especialista em Psicologia aplicada à Educação Física e ao Desporto, além de Metodologia do Ensino de Arte.
Rede Pública: Atua como Professor Titular de Cargo Efetivo na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Pós-Graduação: Foi aprovado no programa de Mestrado Profissional em Educação Física pela UNESP. [1, 2, 3]


Carreira Literária e Editorial


Produção Autoral: Já publicou mais de 30 livros distribuídos de forma independente e por plataformas de autopublicação. [1, 2]
Editora Antologias Conectatum: É o fundador e editor-chefe desta editora, onde atua como antologista organizando obras coletivas. [, 2]
Principais Obras e Coletâneas: Idealizou as trilogias Mestre dos Pretextos, Ensaio sobre a Distração e Flores do Pântano. Também organizou a Coleção Opostos, que reúne os títulos Na Textura Sólida das Nuvens, Na Frieza do Magma e Amarga Doçura. []
Reconhecimento Internacional: Tem textos integrados ao acervo de Literatura em Língua Lusófona da Biblioteca Nacional da França (BnF) e expôs seus trabalhos em Paris no ano de 2016. [1]


Prêmios e Distinções acadêmicas


Academias de Letras: É Membro-Fundador e Acadêmico Imortal da Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte (AISLA), da Ordem Literária Omnium (OLO) e Membro Vitalício da Academia Independente de Letras (AIL). [1, 2]
Honrarias: Foi condecorado com a medalha Máximo Gorki, recebeu o Título de Referência Literária no Prêmio Apontador e a Comenda da Ordem Literária Scriptorium. [1]
Concursos: Venceu o Concurso Literário Motus da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) em 2021, além dos prêmios Poesia Libertária, Rima Viva, Ecos da Palavra e Poesia Livre. []


Carreira Musical e Outras Vertentes


Bandas de Rock: Iniciou na música aos 15 anos compondo e integrando bandas de Rock Alternativo, Indie e Grunge, tais como Reaper Saddened, N.I.O.N. e Debrous. [1]
Projeto Samaritano: Em 2007, formou esse trio de rock alternativo, gravando os discos A Mudança é Você e Ao vivo e Et cetera, antes de seguir com o álbum solo Áspera Seda. [1]
Esporte: Além das artes, também pratica e possui envolvimento com a modalidade do Slackline.

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Canções do OlharInconsolável


O olhar inconsolável,
Denuncia a vida cativa,
Na privação do ser,
Ao qual foi negada a liberdade.


A existência aprisionada,
Faz do calabouço nosso lar.


Mais um soneto inútil,
Outra película estúpida,
Difundindo teu veneno,
Consciência podre a nos intoxicar.


Onde a luta se encerra
E o luto é permitido,
Fazem tanto sentido quanto,
Os sentimentos que perdi.


Toda coisa tem um preço,
Coisa alguma tem valor,
O sempre chega ao fim,
Na canção do perdedor.


Nada disso acaba,
Tudo tem sabor,
Mas só o amargo salva,
Na canção do vencedor.


Faço um esforço tremendo,
Para crer em tudo que digo,
Discordo de tudo o que dizem,
Contudo, não diga nada a ninguém.


Apegue-se à vida,
Diga o que tem a dizer,
Faça o que tem que fazer
E dê o fora daqui.


Do olhar inconsolável
Nascem as canções,
Em nosso despropósito,
Brotam proposições.


Tudo tem um custo,
Porém, nada é valorável,
Mas a consistência salva,
O olhar inconsolável.


Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Alegoria Vampírica


os hematófagos
só vivem, graças
ao sangue de outros
seres.


são indivíduos
peculiares, que
habitam ambientes
escuros e úmidos.


sobrevoam vastos
territórios, em busca
do plasma fresco
das criaturas.


percorrem o céu
como uma nuvem,
arqueando asas
em formação
conjunta.


na forma de uma
legião, buscam
suprir seus interesses
individualistas.


suas vítimas nunca
detectam sua aproximação.


surgem das profundezas
noturnas, para se
alimentar.


existem de cabeça
para baixo,
e vêem o mundo
invertido.


podem e devem
proliferar contaminação.


sugando o fluido
dos viventes, são
também conhecidos
como monstros.


a morte os homenageia,
a amargura os celebra,
a aflição os aplaude.


geralmente podem
ser avistados em trajes
de marca, vestes
exageradamente caras,


pelagem feita sob medida,
paletó, gravata
e relógio importado.


com uma canetada,
descarregam um ódio
destilado e devastador,


contra toda
forma de vida, num raio
de milhões de quilômetros.


04/12/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Estudo sobre as Incumbências


tudo
o que tem relação
com a iniciativa privada,
trava.


tudo
o que tem relação
com o poder público,
falha.


travar e falhar
é vosso encargo.
a persistência no erro
a tua missão.


a falha é rentável,
o travamento lucrativo.
o cume da pirâmide
sempre sai ganhando.


e todo problema
é um mero ensaio,
para o problema
seguinte.


pois a cultura
da iniciativa privada,
é nunca se importar
com o cliente.


e a cultura
do poder público,
é jamais se importar
com o contribuinte.


04/12/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Grandes mentirosos se encarando


as dificuldades tantas
superaremos,
com nossa vigorosa
força de vontade.


as incertezas todas
satisfaremos,
com nossa preciosa
força de vontade.


as tristezas abundantes
alegraremos,
com nossa determinada
força de vontade.


com nossa vigorosa,
nossa preciosa
e determinada,


nossa potentosa
força de vontade.


estou certo de que
poderemos usá-la,
quando enfim
a encontrarmos.


02/12/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Oblívio e três colheradas de achocolatado


Deus não existe.
ou talvez exista.
ou talvez não.
ou talvez sim.
quem pode saber ?!


o único dogma
inquestionável,
a única revelação
indissolúvel,
a única afirmação
absoluta,


é que não ganhei
na loteria ontem,
amanhã
é segunda-feira


e se eu estiver vivo,
levanto às cinco
pra sair seis e meia.


nesse intervalo,
tomar um café com leite,
sem esquecer
das três colheradas
de achocolatado.


escovar os dentes,
soltar um barro,
enquanto mexo
na internet


(dizem que tem mais
coliformes fecais
no celular, do que na tampa
da privada).


e zarpar pra
outra semana
gloriosa e
infernal.


é isso aí Deus,
você existindo ou não,
lá vou eu.


26/11/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Poesia Pandêmica


Teu sorriso esfacelou,
Tua esperança esfacelou,
Teu sonho esfacelou,
Ela não vai voltar.


Não foi o vírus que a matou,
Foi o desprezo pela vida,
De quem nem mesmo a conheceu.


Não conheceu os teus amores,
Não conheceu as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama lutadora a flamejar.


Tua missão esfacelou,
Teu projeto esfacelou,
Tua presença esfacelou,
Ela não voltará.


Não foi o vírus que a matou,
Foi a tolice desmedida,
De quem negava o inegável.


Quem a matou não se deu conta,
Que a negligência contamina,
Não há vacina, pra estupidez.


Ele nem mesmo a conhecia
E suas inofensivas idas e vindas,
Ceifaram vidas, arruinaram vidas.


Não me recordo dos teus nomes,
Nomes demais pra recordar,
Nomes demais pra mencionar.


Mas conheci os teus amores,
Eu conheci as tuas dores,
Os teus temperos e sabores,
A tua chama, lutadora, a flamejar.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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As Brilhantes Aventuras
da Menina-Reluzente


Ela seguia,
num esforço monumental,
para ser igual a todo mundo.


todavia a pobrezinha
não percebia,
que era justamente isso,
que a entristecia.


a cada fuga dos padrões,
ela respirava e vivia.


As Brilhantes Aventuras
da Menina-Reluzente.


contudo,
logo em seguida,
mergulhava na mesmice
de suas companhias.


Ela queria ser aceita,
mas não podia.
ser igual a todo mundo,
a enfraquecia.


enquanto,
sua verdadeira força
residia,
em ser-única,
em ser-ela,
incomparavelmente.


portadora da chama,
que reluzia.


As Brilhantes Aventuras
da Menina-Reluzente.


-
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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Núcleo Colapsado
de uma Estrela de Nêutrons


escrevo somente
sob o efeito alucinógeno
e efervescente
da inspiração.


quando estou
completamente
fora de mim,
é quando me encontro.


então me encasulo,
enclausuro-me neste invólucro,
me encapsulo.


e quando estou enfim,
completamente
dentro de mim,
é quando me perco.


10/11/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni

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1 coleção

A literatura de Michel F.M. (pseudônimo artístico de Bruno Michel Ferraz Margoni) é marcada por uma produção independente prolífica, de forte caráter filosófico, contestador e poético. Nascido em Salto, interior de São Paulo, o autor se define como um "perito em contradições, sujeito insubordinado e mestre dos pretextos", características que ditam o tom questionador de seus escritos. [1, 2]


Sua obra transita principalmente pela poesia contemporânea, aforismos e ensaios, destacando-se por questionar as convenções sociais e a própria natureza da escrita. [1, 2]
Principais Características do Estilo
Teor Filosófico e Existencial: Seus textos exploram os paradoxos humanos, as falhas, as heranças culturais e o cotidiano sob uma ótica reflexiva. Suas formações em Filosofia e Comunicação Social influenciam diretamente essa busca pelo sentido das palavras. [1, 2]


Contestação e Ironia: O autor frequentemente brinca com o papel do próprio escritor, utilizando metalinguagem e ironizando discursos prontos ou o formalismo literário acadêmico. [1, 2, 3]
Versatilidade de Formatos: Transita entre poemas estruturados, "músicas sem melodia" (letras compostas em formato de verso) e reflexões curtas de alto impacto conceitual. [1]


Obras de Destaque
Com dezenas de livros publicados no circuito independente (como nas plataformas Clube de Autores e UICLAP), os principais títulos de seu catálogo incluem:


Mestre dos Pretextos
Revolesia (Trilogia/Volumes)
Músicas sem Melodia
Anatomia do Impulso
Ensaio sobre a Distração
Sujeitos Insubordinados (Antologia Flores do Pântano) [1, 2, 3, 4]


Grande parte do reconhecimento popular do autor ocorre no ambiente digital, onde acumula milhares de leituras por meio de citações, aforismos e pensamentos replicados em plataformas de compartilhamento literário como o Pensador e o Recanto das Letras.


Além disso, sua relevância na preservação da língua garantiu a presença de seus trabalhos no acervo de Literatura Lusófona da Biblioteca Nacional da França (BNF). [1, 3]

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A filosofia de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) pode ser descrita como uma filosofia poética, existencial e crítica da vida contemporânea, situada na fronteira entre literatura, metafísica, ética e reflexão social.


Os principais eixos de seu pensamento:


A existência como experiência efêmera: a vida é apresentada como breve, vulnerável e marcada pela finitude. Em várias obras, a consciência da morte não conduz necessariamente ao desespero, mas a uma valorização da intensidade da experiência humana.


Crítica à sociedade contemporânea: títulos como Delírio Absoluto da Multidão Atônita sugerem uma crítica ao comportamento coletivo, ao conformismo e à superficialidade das relações sociais, propondo uma postura mais consciente e insubordinada diante das convenções.


A distração como conceito filosófico: na trilogia Ensaio sobre a Distração, a distração aparece tanto como alienação quanto como possibilidade de escapar das imposições da produtividade e do utilitarismo, permitindo novas formas de percepção da realidade.


Subjetividade e autenticidade: sua escrita enfatiza a importância da experiência interior, das emoções e da construção individual de sentido, aproximando-se de temas presentes no existencialismo, embora com uma linguagem predominantemente poética.


Arte como forma de filosofia: em vez de desenvolver um sistema filosófico tradicional, Margoni expressa suas ideias por meio de poemas, aforismos e prosa poética. Sua filosofia está mais voltada à provocação e à reflexão do que à demonstração lógica.


Há influências temáticas que lembram pensadores como Friedrich Nietzsche (pela crítica aos valores estabelecidos), Albert Camus (pela reflexão sobre o absurdo e a finitude) e Martin Heidegger (pela centralidade da existência), mas as obras disponíveis não indicam que o autor reivindique explicitamente essas filiações; trata-se de uma comparação temática, não de uma classificação direta.


Em síntese, sua filosofia pode ser entendida como uma poética da insubordinação existencial: um convite para enfrentar a finitude, resistir à massificação, cultivar a autenticidade e encontrar significado na experiência humana por meio da arte e da reflexão.


Essa caracterização baseia-se nas descrições e temas recorrentes de suas obras publicadas, mais do que em um tratado filosófico sistemático.

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Ensaio sobre os Motivos


muitas coisas ruins
foram feitas
em nome de um bem maior.
mas ele nunca chega,
não é ?!
o bem maior,
nunca chega.


05/11/23
Michel F.M.

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Desfoque Gaussiano


a vida
é a consequência
do que não foi.


porque
se tivesse sido,
de outra forma


(nas inesgotáveis
probabilidades
que não resultaram),


jamais seria
esta causa
que se perdeu.


19/10/23
Michel F.M.

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Pro Nobis Peccatoribus


Deus é uma imposição social,
nutrida no seio
das culturas humanas.


se você não acredita nele,
estará fadado ao instantâneo exílio
da humanidade. banido
da condição humana.


porém, toda crença que é imposta,
só pode gerar uma consequência,
o questionamento, a dúvida.


não se pode acreditar
no que é obrigatório,
naquilo que nos é obrigado,
só podemos desconfiar.


18/10/22
Michel F.M.

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[Para Além dos Globos Oculares]


Das tantas rebeliões,
Gostaria que toda essa revolta,
Se convertesse em revolução.
Mas seria necessário que o nítido,
Ficasse ainda mais cristalino e claro.
É como transformar hélio em ouro,
Transmutar carvão em diamante,
Um processo dificílimo,
Demoradíssimo e raro.


23/06/23
Michel F.M.

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[Fissão Nuclear]


Ela acelerou
na minha direção,
Uma força motriz
despreocupada.


Meteorito carregado
de intenção,
Liquefazendo rocha
petrificada.


O que será de mim ?
Um mero átomo isolado,
Absorvido enfim,
por teu calor descontrolado.


Não vou retroceder
ou abortar a missão,
minha espera descabida,
meu intuito a colisão.


18/06/23
Michel F.M.

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Michel F.M. é o pseudônimo literário de Bruno Michel Ferraz Margoni, um escritor, poeta, filósofo e compositor brasileiro nascido em 1988, em Salto (SP). Com uma produção prolífica que ultrapassa os 30 livros publicados, sua obra transita por temas existenciais, poéticos e filosóficos.


Principais Obras e Séries


A bibliografia do autor destaca-se pela densidade lírica e reflexiva, incluindo:


Trilogia Flores do Pântano (2025-2026): Uma de suas séries mais recentes, que reúne títulos focados no impulso e na condição humana.


Encontro de Pulsações
Arquitetura da Expectativa
Anatomia do Impulso


Outros Títulos Relevantes:


Sujeitos Insubordinados
Coleção de Gravetos
Perito em Contradições


Estilo e Atuação


O autor é membro da Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte (AISLA) e da Ordem Literária Omnium (OLO). Sua escrita é frequentemente descrita como a de um "Mestre dos Pretextos" e "Contestador por formação", utilizando a poesia e a prosa para explorar a subjetividade e a insubordinação do ser.

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Acumulador de Feitos Invisíveis


conquistou
todas as coisas
que se há
para conquistar,


menos fama,
sucesso,
luxo, dinheiro e poder.


ele de fato
não teve nada
que pudesse mesmo
se gabar,


exceto insistência,
consistência,
dignidade, afeto e saber.


23/01/23
Michel F.M.

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Procedimento Padrão
em caso de Autocombustão


demonstre sempre o máximo da iniciativa. esteja sempre disposto a contribuir da melhor forma possível.


semeando paz, harmonia e eficiência, respeitando a hierarquia e atribuição de tarefas, com o equilíbrio perfeito.


cumprindo o designado com excelência, defendendo e exaltando os valores da empresa.


uma qualidade primordial que precisa exercitar, é a capacidade inesgotável de dizer tudo aquilo que querem ouvir. minta para eles, minta para todos, no fundo é o que todos querem ouvir e ver, mentiras e fingimento.


eles jamais saberão distinguir as sutilezas entre sarcasmo, cinismo e ironia, as distinções entre os mesmos, são exageradamente tênues. portanto, finja.


02/02/23
Michel F.M.

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[Cromossomos] Mesmo sabendo que não é muito, Eu só posso te dar uma coisa, Absolutamente tudo. (Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia M... Frase de Bruno Michel Ferraz Margoni.

[Cromossomos]


Mesmo sabendo que não é muito,
Eu só posso te dar uma coisa,
Absolutamente
tudo.


(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

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