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Bruna Meireles de Andrade

Bruna Meireles de Andrade

Olá. Meu nome é Bruna Meireles de Andrade, tenho 31 anos e sou completamente apaixonada por literatura. Escrevo desde meus 10 anos de idade. A escrita é a expressão de minha alma. Criei essa página para postar um pouco daquilo que produzo. Espero que gost

Preciso te contar um segredo


Preciso te contar um segredo. Mas que fique só entre nós, tá? Não quero ouvir meu nome passeando nas conversas tortas que o povo adora ter. É tanto papo furado pra mentes tão pequenas, né? Mas, enfim, vamos ao que interessa: sabia que o seu cheiro não sai da minha blusa? Pois é! Desde o nosso primeiro abraço, o seu perfume ficou na minha roupa e na minha mente. Esse aroma eu aposto que reconheço em qualquer lugar do mundo. Não consigo descrevê-lo bem, mas tem um cheiro de pedaço de felicidade misturado com pitadas de adrenalina, e aquela porçãozinha de desejo pra dar um toque especial. É um cheiro de alguma coisa que eu não sei o que é. Talvez essa coisa seja algo totalmente novo pra mim. Droga! O que foi que você fez pra me encantar tão rápido assim? Cara, você é realmente muito bom com feitiços, preciso admitir. Não existe outra explicação! Ou quem sabe até exista, talvez seja porque......... sei lá.......... não, de verdade, não existe. Agora, com o caso já apurado e a sua sentença decretada (me deixar morar no seu coração por tempo indeterminado com aluguel de beijos) quero satisfações: quem foi que te deu permissão pra me enfeitiçar, hein? Ah é, esqueci, você não precisa de permissão e detesta quando alguém tenta mandar em você. Viu? Aos poucos eu tô te conhecendo! Já sei que você adora videogame, roupa preta com a cara do Bob Marley, filmes de ação e um copo de cerveja bem gelada. E sabe de uma coisa? Tô adorando essa aventura de ir te desvendando devagarinho. Mas não conta pra ninguém, é o nosso segredo, tá?

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Mudar de ideia




Bebemos a última taça de vinho. Tarde da noite, os convidados já estão indo embora, mas eu teimo em ficar um pouco mais. Quero sutilmente olhar nos seus olhos e tentar responder a algumas perguntas que me dominam a mente. - Já é tarde e ele precisa dormir- diz minha consciência. Eu me despeço de você, e meus pés caminham até a porta, ouvindo uma razão que eu insisto em ignorar. Não quero ir embora. As memórias roubam o espaço do turbilhão de pensamentos que me fazem companhia nesta noite... o seu riso exagerado das piadas sem graça dos seus amigos, a alegria em receber cada um deles na sua casa, o olhar curioso que você sempre me dirige, e por fim, a lembrança mais especial que tenho de hoje: você me tomou em seus braços e dançamos ao som imaginário de uma orquestra. Acabei descobrindo que você é um ótimo dançarino. Eu queria ter dançado a noite toda, só pra sentir a sua mão entrelaçada à minha, nossos corpos tão próximos, a batida mágica do seu coração. E após a dança, tiramos fotos que estamparam a felicidade que você me causa. Nunca me senti assim antes. Com ninguém. Afinal, somos amigos ou mais que isso? Por favor, me responda a pergunta que em silêncio te faço. Estou indo embora, mas se seu coração deseja o meu assim como minha boca ardentemente pede pela sua, eu vou mudar de ideia.

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Vem, chega mais perto


Vem, chega mais perto.
Tira o casaco, tá calor. Pode colocar na maçaneta da porta.
Senta, fica à vontade, não repara a bagunça.
Aceita uma água? Um refresco?
Quer um cafezinho? Acabei de passar.
Vem, chega mais perto.
Eu não mordo. Eu beijo, abraço e faço cafuné.
Faço pilates e dança do ventre.
Também faço frango e lasanha de carne.
Faço a unha e massagem no pé.
Faço charme e faço amor.
Vem, chega mais perto.
Que prazer te conhecer!
Você é diferente e tão igual ao mesmo tempo.
É doce, é astuto. Tem segredos e verdades.
Você é um mistério fascinante.
Fala tudo e ao mesmo tempo não diz nada.
Já começo a sentir medo de você.
Medo de ser só um passo fora.
Alguém que entra, toma uma água e logo diz que tem que ir.
Fica mais um pouco, vai?
Vem, chega mais perto.
Olha só minhas mãos trêmulas
Pode tocá-las, elas esperam por isso
Pode até dar um beijo se quiser
Olha só o meu sorriso, ele é dado por você
Pode sorrir de volta que eu vou adorar
Pode dar um beijinho também
Pode se apaixonar, eu deixo.
Vem, chega mais perto.

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Meus pecados

Eu nunca imaginei que uma noite tão perfeita
pudesse começar com uma taça de vinho.
Bebemos ao som de nossas músicas favoritas,
sentados frente a frente
num sofá que mal cabia nós dois,
embalados pelo olhar um do outro
e sem nos darmos conta de que não tínhamos brindado.
Que pecado perder a chance de brindar a nossa vida.
Que pecado não ter usado aquele vestido vermelho que você gosta tanto. Que pecado você ter me ganhado tão depressa.
Mas foram estes pecados que contradisseram os limites da criação e me trouxeram ao paraíso desta madrugada que acaba de começar.
Enquanto você dorme ao meu lado, eu me recuso a fechar os olhos.
O silêncio da noite me permite ouvir sua respiração,
ora lenta, ora apressada,
e me lembra de que essa mudança de ritmo nos acompanha em tudo:
nos beijos, nas brigas, nas tardes de caminhada,
e até nas músicas que a gente gosta de dançar
mesmo sendo péssimos em matéria de expressão corporal.
Reparo que você quase não se movimenta pela cama
e que não fez questão de virar pro outro lado;
logo me ocorre que você talvez saiba que eu estou te observando
e queira contribuir com minha doce redenção,
mas minhas suspeitas caem por terra quando você murmura algo
que eu não consigo entender e puxa o cobertor pra mais perto de si.
Fosse eu essa manta velha e me atreveria e roubar um beijo seu.
Mas essa manta nunca vai te ter como eu te tenho.
Ela nunca vai ver você sorrir enquanto dorme como eu estou vendo agora. Me pergunto se é comigo que está sonhando.
Talvez, no seu sonho, é você quem me observa dormir.
Mas eu continuo acordada.
Não posso perder nenhum momento do seu sono.
Queria viver essa noite pro resto da minha vida, deitada ao seu lado e sentindo seu coração bater.
Que pena que o tempo não ouve o meu clamor, já está amanhecendo e a sensação que eu tenho é de que esta madrugada durou apenas 10 minutos. Eu ficaria aqui pelo resto dos meus dias, juro.
Sei que jurar é um erro, mas são os pequenos pecados que vez ou outra me proporcionam esses 10 minutos com você.

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Imprevisível


No silêncio da redoma deste quarto
Contemplo os jornais sobre a parede
As caixas espalhadas pelo chão
Valeu a pena mergulhar nesse feitiço?


A resposta da pergunta é quase um parto
Eu bebo pra aplacar a minha sede
Camuflando as ilusões do coração
Valeu a pena desejar um compromisso?


Você é a solidão que eu descarto
A lágrima que cai do olho verde
O beijo desprovido de paixão
Valeu a pena aceitar o seu sumiço?


O passado chegou como um infarto
Rompendo as fortalezas dessa rede
Fazendo-me soltar a tua mão
Valeu a pena me perder por causa disso?

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Rabiscos

Num pedaço de papel em branco
Vou combinando palavras e compondo versos
Monto ideias e desmonto pensamentos
Analogia curiosa, não é mesmo?
Escrevo e não digo nada
Componho e expresso tudo
Contradições de uma mente sana
Ardente pela insanidade
Sedenta por um quê a mais de temperamento
Variando entre a tranquilidade do dia-a-dia e o fervor do final de semana
Sou eu, teoria
Sou eu, prática
Sou eu, silêncio
E desse silêncio me alimento
E desse alimento tenho voz
E dessa voz grito
E desse grito eu silencio novamente
E desse ciclo infinito eu tenho sempre
O roteiro dos meus versos
Sentido? Que sentido?
Me atrai o desconexo
E está tudo bem, obrigada.

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No silêncio do meu quarto

É no silêncio do meu quarto que me transformo em palavras.
Às vezes, meu caro amigo, meu desejo não passa de aspirações literárias, poéticas talvez, românticas sempre.
Sou um romantismo em botão.
Tenho alma de poeta clássico e coração de donzela sonhadora.
Conheço os doces e amargos do sentimentalismo nato, e já fui provedora de todos eles.
E também, vez ou outra, quando me abasta a solidão cabível ao pungente e lascivo transcorrer do tempo, eu me ponho a combinar palavras,
formar versos, montar textos que quiçá traduzam o que sinto.
Tenho no papel um confidente perfeito, com quem compartilho angústias e alegrias sem medo de ser subjugada.
Ele apenas retém os meus sentidos, e isso já me basta.
Quero fazer conhecer a quem, um dia, porventura, venha ser leitor de meus escritos, que sou a mais sensível e suave das mulheres, me desmancho pelo toque, me recomponho pelo olhar, sou artista e plateia ao mesmo tempo; amante e amada.
Recebi do Criador a aflitiva missão de apenas amar, e dela não me queixo, nem me seria digno apontar um quê de reclamação.
É doce morrer de amor.

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Poema sem nome (e sem fim)


Mais um dia chega e o mundo continua sua rotação comum.
As cores estão lá, do mesmo jeito, em seus devidos lugares.
Sou eu que estou em preto e branco.
Esgotada das coisas lá de fora, amedrontada pelas coisas daqui de dentro.
Tudo é uma questão de sabedoria e de deixar comigo os sentimentos que me afligem.
É isso, vamos viver no mundo da resignação.
Ou melhor, vamos falar as coisas erradas para as pessoas erradas. Pronto.
Essa é a solução do problema.
Ou talvez devêssemos ser mudos.
Mas será mesmo que as palavras ditas machucam mais que as que ficaram por dizer?
É um caso a ser pensado.
Entretanto, deixemos de lado as reflexões mundanas e foquemos no meu ego, objeto principal desde (des)pretencioso texto que nem nome tem. Não quero, caro leitor, lhe aborrecer com minhas considerações metódicas e até mesmo imparciais, frutos de hora e meia de reflexões e perguntas sem respostas.
É apenas que as palavras me conferem um certo entendimento da vida, que clama por ser melhor analisada.
Também não quero reescrever minha história, já que ela tem sido desempenhada com tanto sucesso (digo isso sem medo de errar). Só preciso apontar o lápis.
Um dia eu continuo esse texto.

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Armadilha


Um choro silencioso na cozinha
Você a dois passos de mim
Mas a distância emocional que nos separa é tal qual o espaço entre os dois trópicos da Terra.
Você, trópico de Câncer, clima seco, terra firme, grandes desertos. Olhar de quem sabe que domina sem precisar se esforçar muito pra isso.
Eu, Capricórnio, chuvas, sol e calor, florestas e savanas. Entrega de alguém que não tem luz própria. Fotossíntese sempre foi o meu forte. Você é meu sol, estrela inconstante, distração brilhante que me faz voltar pra casa.
Eu voltei, mas era uma armadilha.
Nessa casa, nessa cozinha
Estou com você e estou sozinha
Te vejo apagar o cigarro, pressionando-o contra o cinzeiro. O mesmo fez comigo. Só restam as cinzas.
O pior é que sempre conheci suas artimanhas. Sabia que era um golpe e me permiti cair. E mais ainda: não me arrependo, porque parece que me vale o sofrimento quando te ouço mentir que me ama.
Você continua me olhando em silêncio, gelando-me a face com os olhos, enquanto eu, covarde, prefiro não encontrar os teus. Medo doentio que me impede de reagir a você.
Seus lábios, como que lendo meus pensamentos e ainda soltando a fumaça do cigarro que acabara de morrer, balbuciam que seu amor é verdadeiro como quem diz o preço de um produto do supermercado. Mentira. Você mente, eu acredito.
Então, diminuindo a distância entre os trópicos, eu cruzo a linha do Equador e te abraço, envolvendo meus braços quentes em seus ombros congelantes. Eclipse total. Você me escurece, mesmo assim, eu permaneço. E ainda não terminei de cair em sua armadilha.

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Os pássaros de Brasília


Certo dia, eu caminhava pela mata virgem que existe cerca da minha casa. Pássaros tamborilavam em ritmo de uma canção desconhecida de roça. Um deles, aparentemente o líder, separou-se do grupo e voou até uma árvore distante, pousando no mais baixo dos galhos. Ele parecia não gostar da canção que seu bando entoava; talvez ela fosse simples demais para seus ouvidos modernistas, ou exacerbadamente complexa a seus olhos de Brasil contemporâneo. Sentada em um banco florido de madeira desgastada pelo tempo, eu não conseguia retirar do meu campo de visão aquele interessante ser, que devagar começava a assobiar uma nova canção. Foi então que enxerguei nele um espírito renatista, russo-brasileiro, transbordando os enlouquecidos pensamentos sobre uma certa geração coca-cola. O trovador solitário se juntou a outros pássaros loucos como ele, formando uma Legião que pairava em cada alma revolucionária deste país da Brasília que não muda.

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Mudar de ideia


Bebemos a última taça de vinho. Tarde da noite, os convidados já estão indo embora, mas eu teimo em ficar um pouco mais. Quero sutilmente olhar nos seus olhos e tentar responder a algumas perguntas que me dominam a mente. - Já é tarde e ele precisa dormir- diz minha consicência. Eu me despeço de você, e meus pés caminham até a porta, ouvindo uma razão que eu insisto em ignorar. Não quero ir embora. As memórias roubam o espaço do turbilhão de pensamentos que me fazem companhia nesta noite... o seu riso exagerado das piadas sem graça dos seus amigos, a alegria em receber cada um deles na sua casa, o olhar curioso que você sempre me dirige, e por fim, a lembrança mais especial que tenho de hoje: eu te tomei em meus braços e dançamos ao som imaginário de uma orquestra. Acabei descobrindo que você é um ótimo dançarino. Eu queria ter dançado a noite toda, só pra sentir a sua mão entrelaçada à minha, nossos corpos tão próximos, a batida mágica do seu coração. E após a dança, tiramos fotos que estamparam a felicidade que você me causa. Nunca me senti assim antes. Com ninguém. Afinal, somos amigos ou mais que isso? Por favor, me responda a pergunta que em silêncio te faço. Estou indo embora, mas se seu coração deseja o meu assim como minha boca ardentemente pede pela sua, eu vou mudar de ideia.

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Palavra por palavra


Palavra por palavra,
Vou deslizando meus olhos sobre os seus
Improvisando uma poesia sem rima
E te trazendo pra mais perto de mim
Palavra por palavra,
Começo a criar o nosso momento
Suas mãos em meus ombros
E as minhas tateando no ar, procurando por um ponto de apoio que não seja você
Não quero te tocar agora, dispersaria meus sentidos e eu preciso me lembrar de que
Palavra por palavra,
Fui ganhando você
E agora que te tenho diante de mim,
Com mãos trêmulas e coração palpitante,
É você que me ganha
Palavra por palavra,
Seu corpo se aproxima do meu
E a cada verso vamos vencendo as barreiras do entendimento
Palavra por palavra,
E estamos entregues a um beijo
O nosso primeiro
O beijo que prefigura os milhares que estão por vir
Palavra por palavra,
Eu sinto seu cheiro,
Mistura de qualquer coisa com coisa qualquer,
Um inexplicável perfume afrodisíaco que aos poucos começa a me roubar de mim
Palavra por palavra,
Vou amando você

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Ainda não fez nenhuma conquista.