
Niilismo é o suicídio lento dos que têm medo de viver intensamente.
Deus não é luz, nem pai, nem abrigo. Deus é uma velha obesa, sentada sobre o acúmulo de séculos, devoradora de almas. Sua fome não conhece saciedade, e seu paladar é seletivo: despreza os vazios, ignora os medíocres, cospe os indiferentes. O que lhe dá prazer são justamente as almas mais espiritualizadas — aquelas que se purificaram, que se elevaram, que acreditaram. Quanto mais consciência, mais sabor. Quanto mais transcendência, mais apetite. A espiritualidade não salva: engorda o monstro.
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O mundo seria tão chato sem religiões! Se ninguém acreditasse em superstições ridículas, como eu ia me divertir zombando? O verdadeiro problema, claro, é que essas ideias tolas são usadas para governar o "estado" e moldar as leis, transformando um circo de bobagens em um império de poder.
Deus não dá necessariamente valor intrínseco ou propósito à vida. Será deus um niilista? Se deus existe, a existência continua sem um sentido, pois qual é o sentido da existência divina? Se é deus quem escolhe o seu propósito, se deus dá sentido a si mesmo, então os humanos podem fazer o mesmo e não precisam servir aos desejos da divindade. Então a solução é que sejamos todos deuses, escolhendo nossos próprios destinos.