
Manual para perder o juízo
Primeiro, não apresse o desejo.
Ele gosta de ser cortejado, ainda
que finja o contrário
. Depois, escute o que não é dito: o suspiro que
muda de ritmo, o corpo que se aproxima, a mão que permanece.
Não confunda ousadia com descuido.
O verdadeiro libertino sabe
que a liberdade do outro é o que torna possível a sua própria.
Há mais prazer em conduzir uma chama que responde do que em
incendiar uma casa vazia.
Por fim, não peça desculpas por sentir.
Peça desculpas apenas se
ferir. O resto é vida ,e a vida, quando se despe, não costuma falar baixo.
Alzira Aquino Mendes.
Teus sussurros
brasa líquida,
vertigem de vinho
adocicando minha audição.
desce por mim
e acende, sob a pele,
uma procissão de estrelas.
Ah, não me fales de amor!
O amor, quando é puro,
ainda conserva distância.
Quero o desejo em sua forma impura:
a boca que insiste,
o corpo que reclama,
a respiração que se rompe
contra a minha.
Vem.
Que teus braços sejam laços,
que teu peito seja cárcere,
que a noite nos encontre
sem véus, sem nomes,
sem a pobre vigilância da razão.
Quero perder-me em ti
como um perfume se perde no ar,
como a lua se dissolve
no cálice negro da madrugada.
E quando o prazer
nos fizer tremer juntos,
não haverá pecado bastante
para nos condenar
porque a própria culpa,
ajoelhada aos nossos pés,
há de desejar
o que nós desejamos.
Alzira Aquino Mendes
Quero-te perto,
onde a palavra falha
e a pele aprende
a dizer meu nome
sem voz.
Que teus olhos me percorram
como quem invade um templo
e não pede perdão;
que tua respiração
se misture à minha
até não sabermos
quem começou o desejo.
Eu te darei a vertigem
dos frutos proibidos,
a febre escondida
sob a seda,
o arrepio que floresce
quando a distância
já não suporta existir.
Alzira Aquino Mendes
Teu olhar me despe antes da mão,
e a pele aprende a esperar.
Há um incêndio manso entre nós,
ardendo devagar, pedindo mais ar.
Meu corpo te chama em silêncio,
arqueja na beira do sim,
cada passo teu me invade,
como fome que sabe de mim.
Não me toques — ainda.
Deixa o desejo crescer,
porque quando enfim me alcançares,
não haverá retorno,
só o prazer de me perder em você.
Manual para perder o juízo
Primeiro, não apresse o desejo.
Ele gosta de ser cortejado, ainda
que finja o contrário
. Depois, escute o que não é dito: o suspiro que
muda de ritmo, o corpo que se aproxima, a mão que permanece.
Não confunda ousadia com descuido.
O verdadeiro libertino sabe
que a liberdade do outro é o que torna possível a sua própria.
Há mais prazer em conduzir uma chama que responde do que em
incendiar uma casa vazia.
Por fim, não peça desculpas por sentir.
Peça desculpas apenas se
ferir. O resto é vida ,e a vida, quando se despe, não costuma falar baixo.
Alzira Aquino Mendes.
Teus sussurros
brasa líquida,
vertigem de vinho
adocicando minha audição.
desce por mim
e acende, sob a pele,
uma procissão de estrelas.
Ah, não me fales de amor!
O amor, quando é puro,
ainda conserva distância.
Quero o desejo em sua forma impura:
a boca que insiste,
o corpo que reclama,
a respiração que se rompe
contra a minha.
Vem.
Que teus braços sejam laços,
que teu peito seja cárcere,
que a noite nos encontre
sem véus, sem nomes,
sem a pobre vigilância da razão.
Quero perder-me em ti
como um perfume se perde no ar,
como a lua se dissolve
no cálice negro da madrugada.
E quando o prazer
nos fizer tremer juntos,
não haverá pecado bastante
para nos condenar
porque a própria culpa,
ajoelhada aos nossos pés,
há de desejar
o que nós desejamos.
Alzira Aquino Mendes
Teus sussurros
brasa líquida,
vertigem de vinho
adocicando minha audição.
desce por mim
e acende, sob a pele,
uma procissão de estrelas.
Ah, não me fales de amor!
O amor, quando é puro,
ainda conserva distância.
Quero o desejo em sua forma impura:
a boca que insiste,
o corpo que reclama,
a respiração que se rompe
contra a minha.
Vem.
Que teus braços sejam laços,
que teu peito seja cárcere,
que a noite nos encontre
sem véus, sem nomes,
sem a pobre vigilância da razão.
Quero perder-me em ti
como um perfume se perde no ar,
como a lua se dissolve
no cálice negro da madrugada.
E quando o prazer
nos fizer tremer juntos,
não haverá pecado bastante
para nos condenar
porque a própria culpa,
ajoelhada aos nossos pés,
há de desejar
o que nós desejamos.
Alzira Aquino Mendes
Quero-te perto,
onde a palavra falha
e a pele aprende
a dizer meu nome
sem voz.
Que teus olhos me percorram
como quem invade um templo
e não pede perdão;
que tua respiração
se misture à minha
até não sabermos
quem começou o desejo.
Eu te darei a vertigem
dos frutos proibidos,
a febre escondida
sob a seda,
o arrepio que floresce
quando a distância
já não suporta existir.
Alzira Aquino Mendes
Te celebro com o corpo em chamas e a alma repleta de amor
Como quem reza em silêncio diante da uma semideusa .
Teu corpo é templo, teu olhar meu mistério
teu amor, a eternidade que me atravessa.
Hoje, mais do que o tempo,
celebro o destinoter cruzando teu caminho e me tornano abrigo em teus braços
Que tua vida seja leve, ardente e plena
e que eu siga sendo sua em poesias, fotos e canções.
Para minha Amada.
03/11/2025
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Cada toque é um feitiço que me desarma,
Um rio de fogo que na veia se inflama.
O sussurro na nuca, um frêmito leve.
Teu corpo é o mapa que eu anseio explorar,
Com a ponta dos dedos, sem pressa, a traçar
A linha secreta que a pele revela,
Onde a paixão arde e o desejo se sela.
Teu corpo nu,
um papel em branco.
Minha boca,
a caneta para escrever o mais belo poema de amor.
Teu corpo encosta
e o meu já responde.
O calor sobe rápido,
a pele pede,
a boca procura,
o desejo domina —
firme, urgente,
impossível de conter.
Viro, reviro,
Revido.
Torço, te abraço.
Atiro, me afasto.
Grito.
Afago,
Deito, me aninho.
Te agarro,
Nos beijamos,
Nos amamos.
Num impulso, te expulso.
Me segura, penetra-me,
Te engulo.
Te enlouqueço.
Gozamos.
Alzira Aquino Mendes
Algumas conexões são inevitáveis. Outros desejos simplesmente não podem mais ser contidos.
Inevitavelmente
me pego enamorada
pelo som da sua voz
um sussurro que apaixona
minha escuta.
Me pego
cantarolando,
falando
e recitando
meus pensamentos pra você.
Porque tudo
que eu quero
é dizer constantemente
o quanto
eu te amo.
Por isso lhe envio tantas mensagens
e por isso lhe tenho
tão perto de mim.
Teu corpo no meu
acende o que não posso esconder.
O toque vira pressa,
a respiração falha,
e o desejo — quente, pulsando —
nos puxa para o mesmo ritmo
Há um calor que cresce,
suave no começo,
depois urgente,
como se o desejo tivesse aprendido
a chamar meu nome.
Os sonhos são radiografias de camadas invisíveis. Como um exame de imagem realizado para investigar um sintoma,
Os sonhos são como um retrato interno do que se passa entre as camadas do tempo.
Viro, reviro,
Revido.
Torço, te abraço.
Atiro, me afasto.
Grito.
Afago,
Deito, me aninho.
Te agarro,
Nos beijamos,
Nos amamos.
Num impulso, te expulso.
Me segura, penetra-me,
Te engulo.
Te enlouqueço.
Gozamos.
Alzira Aquino Mendes
Entre dedos e suspiros,
me encontro inteira,
como quem abre lentamente
as cortinas de um segredo antigo.
A pele desperta em ondas,
cada toque acende um desejo,
um fogo íntimo que dança,
ardendo sem testemunhas.
Descubro templo e oferenda,
minha respiração descompassa,
o ventre vibra em silêncio,
num canto só meu,
um hino ao prazer sem culpa.
Ali, no silencio dos meus pensamentos,
me sinto por inteira,
me amo no ritmo da própria sede,
aprendendo que o êxtase
mora dentro de mim,
e que o corpo é universo,
e que sou dona de mim.
Ele dorme dentro dos meus sonhos .
As vezes ele me acorda durante a noite e brinca com minh'alma.