Colo
Presciso de alguem que me faça um cafuné.
Que me pegue no colo,
Me de carinho e Atenção,
Presciso de um abraço apertado
De um beijo calado
De alguem que corra atraz de mim na praia,
Que brinque de pega-pega,pula-corda,gosta desse,e outras brincadeiras inocentes
Alguem que va ao parque,na montanha russa,no trêm fantasma,no carrossel e no tunel do amor,
Presciso de um amigo, de um amor
E esse alguem tem que ser uma pessoa que me ame
E me trate como um ser humano que sempre prescisa de um colinho
Presciso que me ame,brinque comigo,me beije,me abrace,me escute...
Neste momento eu só queria alguém que estivesse ao meu lado, me dando colo e que não me dissesse nada, apenas velasse minha tristeza. Alguém que quisesse dividir comigo meus momentos de tristeza e dor ou até mesmo de felicidade incontida. Alguém que eu pudesse dar colo quando precisasse, que confiasse em mim de verdade... Neste momento o que eu mais queria era ter alguém de carne e osso com todos os defeitos e qualidades... um irmão (a), um amigo (a) ou até mesmo um amor...
Me deixa te pegar no colo,vamos andar de mão dadas em cima do prédio mais alto.Depois me veja pulando de lá e guarde somente os momentos.
Infância
Quero te pegar no colo
e dizer que tudo ficará bem,
te balançar feito um neném,
e dar beijinho para você dormir.
Quero sonhar teus sonhos,
te apoiar em tudo
te dar mil motivos, para sorrir.
Quero fazer um penteado,
nos teus cabelos perfeitos,
com presilha de brilhinhos e borboletas,
quero andar do teu lado,
na chuva ou num dia ensolarado,
dançaremos de mãos dadas,
depois de um abraço apertado.
Poema do Livro Minha Primeira Poesia, de Polliana Souza.
E depois de uma longa espera e muito cuidado, minha Rosa do Deserto floriu.
Flores são poemas coloridos.
É poético saber que uma rosa “decidiu” morar no deserto, local que carrega uma simbologia de tempos difíceis, escassez e luta.
No deserto ela cresce livre.
Presa em pequenos vasos ela se adapta e o poema vira haikai.
Amor verdadeiro é aquele que te vê incendiando o mundo e te coloca no colo para não queimar os pés!!!!
A verdadeira Casa de Deus é a mente humana, se deve cuidar dela e filtrar os conteúdos que se colocam nela.
Pai
Como gosto de conversar contigo !
Pois tem me dado a cada segundo
tua luz
teu colo
tua paz
teu amparo
teu consolo
teu ombro amigo .
Como posso adormecer sem olhar
para ti em silêncio
e não agradecer?
Pois as tuas bênçãos
e a tua calma só tem feito
minha alma
florescer .
Ahh.. Pai
Eu sempre amanheci com tuas mãos
sobre mim
Eu sempre depositei minha fé em ti
Eu sempre me permiti a florir
Porque nas tuas certezas e
nas tuas primaveras sempre me
acolhes feito uma criança
em seu imenso luzir !
E nessa noite em Especial
Estou sorrindo aqui minha Paz
para ti
Por isso transbordo minha
tamanha Fé
És tu Pai
Quem me faz nessa vida
tão difícil ...
Ahh...tão difícil
Sempre
seguir !
Sim, sou assim. Reinvento-me, colo os meus estilhaços, costuro os meus retalhos, coloro meus dias cinzentos e até floresço no deserto. Vivo me adaptando, mas não perco a minha essência. Sou obra de arte, artista de mim mesmo.
Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!
Déjà Vu
"Vem doce, meu bem
Vem doce que o tempo é nosso".
Seu colo, nêga, me coube.
Dos seus braços, recebi dengo.
Descansei debaixo de tuas sombras, baobá.
Degustei dos teus frutos.
Oh, bá!
Me enrolei na tua juba, leãozinho.
Fui me esconder na barra de tua saia,
Fiquei preso entre tuas pernas.
Se eu tivesse o dom da vida,
Te daria a eternidade de sempre
no mesmo corpo ressuscitar.
Sou cético ao espiritismo,
Mas parece que já te peguei
em outro lugar.
Melhor, vários lugares! (Que ritmo!)
A poesia pra nós, passa pano.
Seria um déjà vu?
An!? Já visto!
É como noutro plano
ouvir Djavan=Caetano.
Mar é tu,
provoco tua ressaca (pompoarismo)
E te aguardo na beira da praia de manhã.
Nas profundezas da tua carne negra, nêga,
Eu me joguei de corpo e alma.
Lábios de jabuticaba,
Não há caba que resista-os.
Provca meu nervo vago.
É o id freudiano.
Você não pode ter cabimento,
Porque derrama pelos lados.
Na maré masna,
atraquei meu barco em ti, Mar.
Minha vela foi guiada pelo teu vento.
Quem vem lá sou eu
À cancela bateu,
Madrugada rompeu
Marinheiro sou eu!
Vem desaguar em mim porque sei mergulhar,
Sou profundo.
"E esqueço que amar é quase uma dor"
A posteriori, tu:
..."é o som,
é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta".
Maria (Aguenta!)
A vida lhe fez assim:
Doce ou atroz
Mansa ou feroz
Eu, caçador de ti,
Mata Doce (Matar-doce).
Em tu não há curvas,
(mas tem linhas de poesia)
Me escondo na moita.
Cheirosa, Mata Doce, Maria.
Em vossa pessoa tem encanto.
Compõe o cenário, o texto que és:
Minha voz eu-lírica, alegria.
Nós temos um vocabulário próprio,
Um acontecimento veio descrever:
Só cabe a nós conjugar, viver o lexema
Num olhar, no argumentar com os lábios, num abraço, num poema.
Sob a poética de Milton Nascimento:
"Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer".
Se tu me permitir:
Quem dera ser um peixe
Para em teu límpido mar mergulhar
Fazer borbulhas de amor pra te encantar
Passar a noite em claro
Dentro de ti.
"Quando acordei estava só
Sem ter ninguém do meu lado,
Era muito mais melhor
Que eu não tivesse sonhado.
Quem já vai no fim da estrada
Levando a carga pesada
De sofrimento sem fim,
Doente, cansado e fraco
Vem um sonho enchendo o saco
Piorar quem já está ruim".
Sono profundo e tranquilo de uma criança amada sobre um colo que passa muita confiança,
cujo coração serve como um abrigo que é cheio de amor e uma abundância imprescindível de carinho, respeito, consolo e bons sentimentos,
uma prova do zelo do Senhor desde um simples momento que com certeza ficará guardado na mente,
parte de um mútuo contentamento, um laço singular que ficará cada vez mais forte com passar do tempo.
Nos caminhos da vida te ofereço a mão para segurar, um colo ou um aconchego.. Nunca se sabe onde a estrada vai nos levar, porém... É melhor estar inseguro do quê arrependido.
Satisfiz meu devaneio
Em teu colo, eu sentei
Cavalgando entre montanhas
Na profundidade, senti o teu falo
Nos teus olhos estava o mar.
A simplicidade de Deus encanta.
É a vida nos convidando para dar pausas, é Ele nos dando colo, nos chamando para estar e sentir aquela paz que só Ele pode nos dar.
