Coleção pessoal de warleiantunes

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Pra que escrever tanto?
Qual é o encanto?
Vai te levar a algum lugar?
Afinal, onde quer chegar?
"Não compensa, esquece isso.
Tenha um compromisso!
A vida é real, não é fantasia..."
Ok!
É justamente por isso que escrevo poesia.

Diversas vezes, sem mais nem menos,
Desisti de tentar,
Parei no tempo.
O arrependimento chegou.
Devia ter dado um passo,
Mas o medo do desconhecido
Fez-me ficar na zona de conforto.
Perdi dias valiosos da vida.
O atraso não se recupera,
Pois já ficou no passado.

Perco a concentração,
Faço uma oração.
Sigo uma direção,
Sem chamar atenção.
Ouço sempre o coração,
Ando com os pés no chão,
Pois a vida é eterna canção.

O preço alto, o mercado caro
Na rua, a incerteza, um disparo.
Guerra mental, mundo animal,
É letal a dor no tribunal.
Julgam sem mesmo conhecer:
Direita ou esquerda, o que fazer,
Se é sempre o povo quem vai perder?

Entre encontros e desencontros,
Entre o ir e o vir,
Entre o amanhecer e o entardecer,
Existe teu sorriso
Uma constelação que ilumina o meu universo.
Entre todas as possibilidades,
Verei teu rosto resplandecer.
Dentro de mim, a alegria em toda a sua existência,
Por contemplar você.

Faço esforço para acreditar
Em dias melhores,
Esperando uma ligação
Que jamais irá tocar.
Porque ao meu redor,
Tudo já acabou…
E, mesmo assim,
Aprendo a seguir.

A vida dolorosa,
No poema triste.
E sigo minha intuição,
Entrando por portas
Onde não sou bem-vindo.
Dizem que, aqui,
O amor deixou de existir
Tudo é abstrato,
Pura ilusão.

O tempo escapa,
E eu me perco inteiro
Na incansável busca por algo
Chamado felicidade.
Tento escrevê-la
Na poesia,
O que talvez
Seja só invenção
Um eco da mente,
Um delírio da existência.

Busco palavras
No vento
E até no silêncio.
Na solidão,
Encontro o verso que encaixa
Na vida.

No fundo do mar,
Um grito abafado,
Sem respiração.
O fim chega.
Cada parte de nós
Um dia será saudade,
Lembrança e fuga.
Somos retalhos
De uma felicidade inexistente.

O corpo e a máquina,
Todos envelhecem.
A força se perde,
Não restam folhas.
Nada é eterno
Somos passagem,
Ida sem volta.

No meu tempo,
Agora,
Levanto da vida
Para descrever o que não sei,
O que sinto.
Na mente confusa,
Fico parado,
Esperando o tempo passar.

Sem exigências,
Apenas aceito meu destino
E pulo nessa dança,
Sentindo o vento me levar
Ao sol do meio-dia.

Espero a poesia chegar,
No tempo dela,
Sem pressa.
Horas, dias e meses
Sentado no sofá,
Na expectativa do momento certo
Para escrever
O sentimento da alma,
Que transpassa o corpo
E vai além da mente.

Sombras do passado
Apagam o brilho do presente,
Dilaceram o futuro.
Marcas de uma dor cruel,
Traumas que clamam por superação
Na mente inquieta
Que implora por socorro.

Olho a hora:
é agora.
O dia começa,
mente, não me impeça.
Corpo, me ajuda
Saia da cama, desgruda.
Olho o agora:
É hora.
O primeiro passo.

Meu coração,
Aceleração
Quando te vejo.
Aumenta o desejo,
Sinto o amor,
Me entrego ao teu inteiro dispor.
Abraço o sentimento,
Dançamos com o vento,
De mãos dadas,
Almas enamoradas.

A meditação inconstante
da alma,
que busca
no cotidiano do viver,
encontra o que deseja
num simples abraço.

Na mente, não há nada.
O corpo sente,
O coração vibra.
Em cada verso,
Um gole de amor,
Saciando a sede
Da alma vazia.

Na poesia, existe um propósito.
Escrevo incansavelmente:
Um refúgio que encontrei,
O ar que respiro
Nos dias turvos e densos.
As palavras tocam a alma
E derramam amor.