Coleção pessoal de WaanOliver
Por que o outro me irrita?
Porque são as pessoas que mais gostamos que vão nos irritar, que vão nos magoar, que vão nos decepcionar. Porque nenhum sentimento vem sem o seu oposto.
Nós esperamos que o outro sempre corresponda as nossas expectativas e nem sempre vai ser assim. O outro também tem o seu mundo, tem um ego, e nem sempre o outro aprendeu a focar no afeto.
E muitas vezes eu me pego agindo assim. Eu espero sempre o melhor dos outros, e nem sempre recebo da forma que eu gostaria. Eu também tenho sentimentos e nem sempre são os melhores. Eu também fico chateado, triste, irritado, perco a paciência, justamente porque o outro não age da forma que eu gostaria, porque o outro ainda não é focado no afeto.
E como faz? Não faz né! Paciência! Eu também já fui assim, muitas vezes sou assim ainda. Muitas vezes eu sou crítico, aponto o que me desagrada nos outros. Muitas vezes eu que sou o irritante, que falo algumas verdades que de certa forma magoam o outro. E muitas vezes o outro me irrita porque os defeitos que ele tem também estão em mim. E isso ninguém gosta de admitir.
Da mesma forma que eu estou aprendendo o outro também está, e eu não posso culpar o outro por ainda não chegar no mesmo nível que o meu.
Precisamos aprender a ter um pouco mais de empatia, compreensão pelo outro, não focar apenas no nosso umbigo. Precisamos entender que o outro também é humano e erra assim como nós, que também está aprendendo a focar no afeto, a ser melhor.
E de certa forma, assim como nós aprendemos com o outro, o outro também está aprendendo com nós. Está aprendendo a trabalhar melhor as suas qualidades, defeitos, encarar a sua sombra.
Porque nenhum sentimento vem sozinho, andam sempre em pares. É justamente por gostar que sentimos o oposto também.
Os caminhos podem ser muitos, mas o destino final é apenas um só: a volta para o nosso Eu Divino, o encontro com a nossa essência.
E só podemos ir adiante quando uma parte nossa acaba morrendo. Quando o nosso Eu antigo se desfaz, quando perdemos uma identidade que muitas vezes não é a verdadeira identidade.
E todo mundo chega em um ponto da vida em que é preciso seguir adiante. Não resta outras opções, você não pode mais voltar a ser o que era antes, é impossível voltar atrás. Você só pode ir adiante.
Você só precisa ir adiante
Você não precisa acreditar na minha verdade. Você não deve se contentar com apenas o que eu falo. Você não deve permanecer na superfície. Você não deve se prender a algo que foi colocado pra você. Você deve ir além. Você deve procurar ir mais a fundo, buscar a sua verdade. Você deve buscar em você as respostas.
O que eu faço aqui é apenas mostrar algo novo pra você, mostrar pontos diferentes. Meu intuito é fazer que você comece exatamente a se questionar, a avaliar melhor. O meu intuito é de que você transforme-se em um sentidor, que você perceba melhor o seu mundo, o mundo ao seu redor.
Para você buscar as respostas em você, é preciso que você retorne ao seu caminho, ao seu centro. No seu centro, na sua essência, é onde mora toda a verdade, toda a sabedoria do universo. Mas para fazer esse caminho de volta é preciso que você retire todos os detritos que vem impedindo que esse caminho seja livre. É preciso perder muitas coisas. É preciso perder o ego, as crenças, os valores, os preconceitos, que não fazem parte de você, mas que estão em você.
E esse perder é o que nos causa mais medo. Passamos anos juntando, construindo valores, acreditando que nós somos isso, um amontoado de conceitos que foram colocados sobre nós. Acreditamos que se perdemos isso, estaremos perdendo a nós mesmos. Mas nós não somos isso, somos mais que isso. A nossa identidade está além disso. Precisamos sempre ir além do que nos é colocado, só assim descobriremos a verdade, o nosso eu.
E quando perdemos, deixamos espaço para o novo, para o vazio. E é nesse espaço que nós nos encontramos. É nesse espaço que começa a surgir um novo. Um novo mais autêntico, verdadeiro. Um novo mais sábio. Um novo onde mora a confiança.
Você só precisa ir adiante.
O externo está aí para lembrar o que nós somos, no que acreditamos, no que esquecemos que está em nós.
Tudo pode ser uma forma de meditar, desde que você esteja consciente disso. Porque meditar é aprender a estar presente em tudo o que você faz, é aprender a estar participando da vida, a estar com a vida. É estar em total sintonia com o universo. Meditar é muito mais do que um simples ''Om''.
Sobre Relacionamentos - Aturar ou pular fora?
No início são tudo flores, tem a química, tem a paixão, e a paixão cega, nos deixa iludidos, mas nenhuma ilusão dura para sempre. Antes só víamos qualidades, mas, depois algumas qualidades passam a ser defeitos, e os outros defeitos começam a se sobressair mais do que as qualidades.
O que fazer? Será que devo aturar ou pular fora desse barco furado? A maioria com certeza prefere pular fora, partir para o outra, mas, será que realmente partir para outra é a solução? Não será que estamos apenas remediando um problema que muitas vezes está em nós? Se não nos questionarmos vamos apenas pular de barco e o furo irá continuar lá, até tenhamos aprendido a lição. Precisamos questionar se os defeitos são realmente defeitos. O que está por detrás disso tudo? Será que não vimos isso antes? Será que os defeitos do outro também não estão em mim? O outro será que não está me mostrando apenas um reflexo meu?
Porque amar na alegria é fácil, é bom, mas e nas piores horas? Quem consegue tolerar o outro no seu pior? Será que você consegue estar com você no seu pior? Você consegue se aturar?
E é nessas horas que vemos o quanto nós realmente amamos o outro, o quanto de empatia temos pelo próximo. É nessas horas que vemos o quanto de expectativas criamos em torno do outro, o quanto projetamos no outro qualidades que ele ainda não possui, o quanto nós deixamos nos iludir.
Amar as qualidades do outro é fácil, lidar com os defeitos é que torna o aprendizado maior. É entender que nem sempre o outro terá a mesma opinião. E o maior de todos os aprendizados: aprender a perdoar. Porque todos nós falhamos e, mesmo que o outro não queira, irá nos magoar, iremos errar com o outro.
Nem tudo são flores, temos o nosso ego e o outro também. Tudo tem o seu oposto, existirá sempre os dois lados da moeda. O que realmente faz dar certo é o grau de consciência em que ambos se encontram, o quanto nós nos conhecemos, o quanto aprendemos a trabalhar as nossas projeções, as nossas carências, o quanto aprendemos a acolher a nossa sombra.
E esse aprendizado é só para os fortes, para os que realmente querem fazer dar certo, querem aprender um com o outro. Amar é pra gente grande e para os dispostos. Nenhum relacionamento será perfeito, afinal, são duas pessoas diferentes, sempre existirá algum atrito, alguma diferença, mas, se ambos estiverem dispostos, poderão superar esses obstáculos, aprender um com o outro, crescer, evoluir juntos a sua consciência.
Quando ambos estão dispostos os defeitos podem ser trabalhados, podem ser transformados. Porque o defeito muitas vezes é só uma qualidade que ainda não foi totalmente desenvolvida. Tudo depende do quanto estamos focados no afeto, o quanto estamos focados em ser feliz, o quanto estamos focados em expandir a nossa luz.
Sobre as nossas escolhas
Você é daquele tipo que sempre pensa nas escolhas que faz durante a vida? Acredita que fez boas ou más escolhas?
Nós sempre achamos que fazemos muitas escolhas erradas na nossa vida, nos culpamos muitas vezes por conta dessas escolhas. Mas, será que foram ''más escolhas'' mesmo? Se fosse diferente, teríamos realmente mudado tanto? O nosso presente seria tão perfeito como imaginamos?
Se eu tivesse feito ''escolhas melhores'', com certeza não estaria aqui, não teria passado pelo o que passei, não teria conhecido as pessoas que conheci, e isso seria bom ou ruim? Depende do ponto de vista. Nada na vida tem somente um lado. Podemos tanto focar no lado positivo ou negativo das situações. Será que o erro é um erro mesmo? Não será que pelo fato de ter feito, justamente, essas ''escolhas erradas'', elas nos proporcionaram lições, aprendizados, até melhores, justamente por ter errado?
Não devemos olhar tanto para as nossas escolhas como sendo algo tão ruim na maioria das vezes. Devemos olhar para o erro como um grande aprendizado. Fazemos o melhor que podemos para cada momento, dentro do grau de consciência em que nos encontramos.
De uma forma geral, tudo está certo do jeito que está. Devemos procurar olhar as situações através de um prisma maior, buscando uma melhor compreensão dos fatos, procurando sempre onde está a luz por detrás de tudo isso. Devemos ter um olhar mais amoroso para nós, para o nosso passado e para o nosso presente.
Estamos todos aqui para aprender, crescer, evoluir, expandir a nossa consciência, e no meio do caminho cometeremos alguns erros, falhas, poderemos escolher caminhos que nem sempre nos levarão para onde queríamos, mas tudo isso faz parte da vida. Precisamos ter a experiência para saber discernir o que é melhor para cada um de nós. A grande lição é aprender a não julgar, mas acolher as nossas escolhas.
Ninguém é de verdade o tempo todo
Você é uma pessoa sincera? Você é daquele tipo de pessoa que não esconde segredos? Você se considera um livro aberto? Pode ser que você não seja tão aberto, nem seja tão sincero como imagina.
Você se conhece 100%? Você costuma cobrar para que os outros também sejam sinceros e verdadeiros o tempo todo? Ser de verdade, sincero, não é uma coisa tão fácil. Não é todo mundo que banca. Até porque tem muitas consequências.
E quando não trabalhamos essa questão do autoconhecimento, fica realmente complicado iniciar e manter algum tipo de relacionamento. Vamos estar a todo tempo maquiando, escondendo, usando alguma máscara para camuflar aquilo que mais tememos em nós.
E uma coisa que tenho aprendido muito é: ninguém é de verdade o tempo todo. Podemos até não mentir, mas omitimos a maior parte do tempo. Até pelo meio em que estamos vivendo, a sociedade não permite que sejamos verdadeiros o tempo todo, principalmente com nós mesmos.
E temos uma mania de querer que os outros revelem seus segredos, mas você também revela os seus? Você conta até as coisas que mais te incomodam? Estamos sempre querendo exigir do outro uma coisa que nós mesmos não temos, que não somos capazes.
E enquanto não trabalharmos isso, o autoconhecimento, a maioria dos relacionamentos sempre será comandada pelo medo. Pelo medo do outro descobrir aquilo que nem eu mesmo quero descobrir. Ninguém conhece o outro 100%, até porque nós estamos a todo tempo mudando. Como vou conhecer o outro se nem eu mesmo me conheço?
Percebe como a questão é mais profunda? Não é apenas apontar o dedo para o outro. É acima de tudo fazer um trabalho interior, esse trabalho de se conhecer.
Autoconhecimento é uma coisa que nos poupa de muitas situações desnecessárias na nossa vida. Antes de questionar o outro, julgar, comece a se questionar se você mesmo é capaz de cobrar o que você cobra do outro.
Acertamos muito mais errando. É através do erro que aprendemos a acertar. Ninguém faz tudo certo na primeira vez. E não é porque não acertamos algo que signifique que seja um erro.
Ninguém muda ninguém! Ninguém tem esse poder de fazer algo tão grande pelo outro. O outro só muda por vontade própria, quando sente a necessidade de fazer mesmo uma mudança. O outro só pode mudar quando entender aonde está errando e quando consegue aprender com esse erro. O outro só muda quando tem a consciência do porquê precisa mudar de fato.
Quando surge o desejo de mudar alguém é sinal que a mudança precisa ser feita primeiramente em nós.
