Coleção pessoal de VandersonXispiu
"A vida vai testar você não para saber o seu limite, mas para revelar quem você é quando as aparências são arrancadas e só sobra a sua essência."
"Há uma paz imensa em admitir que somos iguais. O peso de "ser melhor" ou o medo de "ser pior" desaparece."
"Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar."
O Peso da Ausência Presente
Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.
Carregamos uma dor insuportável, mas a gente tenta camuflar, sabe! .... Essa dor é o custo de amar o que é eterno enquanto se vive no que é passageiro.
O Teatro de Betesda.
Cinco pórticos erguidos para o olhar,
Mas as águas não se moviam para curar.
Havia um roteiro, um tempo, uma encenação:
Entrava o "enfermo" de aluguel, saía a multidão.
O milagre tinha dono, tinha preço e tinha cor,
Menos a cor da lágrima de quem sentia a dor.
Trinta e oito anos de espera e de descarte,
Enquanto o "favorecido" dominava aquela arte.
Quem pagava passava à frente, o forte vencia o réu,
E o pobre, no seu leito, olhava em vão para o céu.
Um sistema viciado, uma fila que nunca andava,
Onde a moeda do suborno era o que a água agitava.
Mas o Cristo não entra na fila, Ele quebra o esquema.
Ignora o anjo, a água e todo o estratagema.
Ele não pergunta "quem te ajuda a mergulhar?",
Ele pergunta "queres, de fato, te levantar?".
Pois para quem é a Verdade, o teatro é um insulto:
Jesus cura o homem e desmascara o culto.
O alvo foi atingido: o paralítico ficou de pé,
E a farsa do tanque afundou na própria má fé.
"Quando o tamanho da gratidão em servir for o mesmo da gratidão de quem foi servido, ambos acertaram o alvo."
O Encontro no Alvo.
Existe uma beleza silenciosa quando o "obrigado por me ajudar" se encontra com o "obrigado por me permitir ser útil". É um momento raro, onde a hierarquia desaparece. Não existe quem está acima ou quem está abaixo; existem apenas dois seres humanos se reconhecendo.
Muitas vezes, a gente foca apenas no ato de dar, achando que o mérito está só em quem estende a mão. Mas a verdade é que o alvo só é atingido quando a gratidão flui nos dois sentidos. Quem serve com o coração sente que recebeu um presente ao ser útil. E quem é servido, ao ser grato, devolve um propósito para quem o ajudou.
É um ajuste perfeito de contas onde ninguém fica devendo nada, porque ambos saem preenchidos. É a prova de que a nossa maior missão não é fazer coisas para os outros, mas fazer com os outros. Quando essa sincronia acontece, o mundo para por um segundo. Ali, naquele aperto de mão ou naquele olhar de alívio, a vida faz todo o sentido.
O Cego que Enxergava Demais e os "Doutores" que Não Viam Nada.
João 9
A cena já começa com uma pergunta que é pura presepada religiosa: "Mestre, quem pecou para este homem nascer cego? Ele ou os pais dele?". Olha a mentalidade! Eles queriam um culpado, um rótulo, uma fofoca espiritual. E pior... essa pergunta vem dos discípulos que andavam com Jesus. E Jesus, com aquela calma de quem é o dono da verdade, solta:
"Nem ele, nem os pais. Isso é pra que a obra de Deus apareça".
Aí Jesus faz o impensável: cospe no chão, faz uma lama, passa nos olhos do homem e diz: "Vai lá se lavar". O cara volta enxergando tudo! Era pra ser uma festa, certo? Vixi, que nada! Começou o interrogatório.
Os "santos" da época, em vez de celebrarem o milagre, ficaram bravos porque Jesus "trabalhou" no sábado. Eles chamam o ex-cego e perguntam: "Como você está vendo?". O cara, simples e direto, conta a verdade. Mas eles não aceitam! Chamam os pais do homem, tentam intimidar, tentam achar uma mentira... mas não tem como esconder o fato: o cara que mendigava agora estava olhando nos olhos deles.
Aí vem o ápice da ironia. Eles tentam forçar o homem a dizer que Jesus é um pecador. E a resposta do ex-cego é de engolir a manga guela abaixo: "Se ele é pecador, eu não sei. Só sei de uma coisa: eu era cego e agora vejo!".
Jesus sondava o coração daqueles fariseus e viu que o problema não era a vista, era a alma. Eles tinham a Bíblia na mão, a Lei na ponta da língua e o "Deus" em pessoa na frente deles, mas estavam tão ocupados sendo "perfeitos" que não viram o milagre.
No final, Jesus dá o xeque-mate: "Se vocês fossem cegos, não teriam pecado; mas como dizem 'nós vemos', o pecado de vocês permanece". Ou seja: a pior cegueira é a de quem acha que é santo e não precisa de cura.
Eles ficaram ali, com as leis deles debaixo do braço, enquanto o homem que não sabia nada de teologia saiu de lá vendo o mundo e, principalmente, vendo a Deus. O Perfeito estava ali, e eles, mais uma vez, ficaram "mal na fita".
O segredo oculto no julgamento da mulher adúltera contado em João 8:1-11.
Se um único 'falso santo' mentisse para Deus e atirasse a primeira pedra, a tragédia estaria feita. Mas Jesus conhecia a presepada de cada um ali. Ele não precisou envergonhar ninguém publicamente; o silêncio de Deus nos corações deles fez o trabalho sujo.
Como bons judeus, eles sabiam: "diante de Deus, ninguém se esconde." Eles tiveram que engolir cru e quente! A sutil pergunta de Jesus foi o xeque-mate. O Próprio Deus estava ali, o único que poderia atirar a pedra, e foi o Único que decidiu perdoar. "O Perfeito" estava na frente deles, e a cegueira era tamanha que só conseguiram enxergar os próprios pecados."
"O inimigo está lutando pra criar algo tão incrível que no final, quem decidirá se quer entrar no céu seremos nós. Imagine a cena: Jesus, transbordando alegria, dirá: 'Venham, entrem! Eu salvei vocês, eu fui lá e venci por vocês. É só entrar!'. Mas é nesse momento que o inimigo tentará o seu último recurso, dizendo: 'E se eles não quiserem entrar? A decisão é deles: ficar aqui comigo, desfrutando desta vida que construí, ou viver a eternidade contigo'. O plano dele é criar algo tão 'incrível' aqui, que o céu pareça uma escolha difícil."
