Coleção pessoal de TiagoScheimann

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Meus limites foram redesenhados pela prática, hoje sei até onde posso rasgar sem perder a trama, a ousadia ganhou contorno seguro.

A obstinação foi manual de carpintaria, com ela construí portas e janelas, agora habito espaços que projetei.

A responsabilidade que carrego pesa só o suficiente, não a largo nem a cobro dos outros, é a medida do que prometi cumprir.

Há quedas que não ferem o corpo, mas abrem a alma para o que é eterno.

A dor me ensinou a ouvir o silêncio de Deus.

Nem todo recomeço é bonito, mas todo recomeço é coragem.

A dor me afinou a visão do essencial, descartei o supérfluo e me concentrei no vital, a vida simplificou-se em propósito.

O passado é mapa, não cela, uso-o para não perder a rota, ele me guia sem me aprisionar.

A disciplina fez-se hábito benevolente, não me castiga, me emancipou, sou livre porque pratiquei.

A resistência que exibo é resultado de escolhas, escolhi não ceder ao conforto da desistência, hoje levo a bandeira do feito.

A humildade vem do reconhecimento do terreno, conheço minhas limitações e as encontro com trabalho, a humildade é força com endereço.

Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas

O orgulho que cultivo é de progresso, não exibo troféus, mantenho ferramentas afiadas, meu orgulho é utilitário.

Minhas promessas têm pé e braço, faço o que digo e digo o que penso, a palavra voltou a ter peso comigo.

A persistência é a linguagem que mais domino, falo pouco, faço sempre, os resultados traduzem o meu discurso.

Aprendi a administrar expectativas, diminuí ruído, ampliei ação, o mundo responde ao que se faz.

A coragem que guardo é prática diária, não espero grandes provas, faço as pequenas, elas somam uma vida inteira de bravura.

No enfrentamento me tornei criador de saída, saída é arte de enxergar alternativa, hoje desenho rotas onde os outros veem muralha.

O vento é essência do indomável, não se deixa conter, não pertence a rumo algum, é movimento puro, existência sem destino, liberdade em forma de sopro.

As pessoas vivem em modo de sobrevivência, zumbis funcionais, presas a rotinas que já não questionam. São espectros de si mesmas, movem-se, mas não despertam, respiram, mas não vivem.