Coleção pessoal de TiagoAmaral
Enquanto tão longe chego, a mim mesmo agradeço. Quando de me, longe do mundo me vejo. Agora na liberdade me encontro, muito além do que almejava. Livre e solto pela natureza, como eu ouvia, vindo de um chamado natural vindo dela. Para de encontro com ela, me reencontrar.
Não quis moderação, mas quis escutar cada batida do meu coração. Me perder, um puma encontrando novamente, o seu verdadeiro lá.
A prazer e liberdade nas matas densas, ao homem amo pouco, porém muito amo a natureza. Viver em plena liberdade de encontro comigo mesmo. Viajando sem parar, escalando montanhas, caminhando pelas estradas e também do lado do mar.
Deixamos os homens medíocres para as mulheres medíocres. A sim como deixamos as mulheres medíocres para os homens medíocres.
A única coisa realmente boa do Natal é a comemoração do nascimento de Cristo, que ater poderia não ser comemorado todos os dias. Mas os seus ensinamentos deviam ser praticados e levados todos, todos os dias. Dos pais pôs filhos, das escolas para os alunos, a todos do mais novo ao mais velho. Em vez disso só vejo pessoas querendo destruir a família e os valores nobres e familiar. E abaixar cada vez mais o ser humano ao nível de um animal. Ou pior, de uma besta infernal.
O homem é um ser a ser superado por ele mesmo. Tanto fisicamente quanto mentalmente e espiritualmente. E o limite ficar entre a vida e a morte se a escuridão não o presentear com a luz.
Estou aqui como ser-humano, livre, completamente livre de tudo aquilo que prende ou limita o homem. Então posso me expressar da melhor forma que minha consciência me permitir. E o único limite é a minha compreensão sobre tudo ao meu redor.
Ou seja, quer ser artista, viver da pura arte, o melhor caminho ou lugar é o aeroporto. Se você no caso for um brasileiro. Se não for, também a melhor saída se você estive no Brasil, continua sendo o aeroporto.
As vezes tudo que eu queria era esta em algum lugar no, Arizona, com um estoque de vinho, cafeína e ração para minhas duas gatas. E um gerador de energia, geladeira e meu computador para escrever. E nada, nada mais além disso.
Coincidência e Circunstância
– Fritei um ovo, ou melhor fiz um ovo mexido do jeito que você gosta. Agora coma e para de fazer pergunta sobre seu pai – disse a mãe.
E o dia do lado de fora visto já vidraça da janela da cozinha, com cheiro de café da manhã, estava meio acinzentado. Parecendo que acabou de chover ou a chuva estava para vim. E era um clima tão tenso quanto o clima cá dentro da casa.
– O imbecil do seu pai não foi um herói de guerra. Foi um idiota que nos abandonou e simplesmente foi embora. Não era isso que você queria saber? – disse a mãe.
Será que para uma criança não era uma carga pesada demais? Mesmo a criança querendo saber a verdade sobre seu pai? Mesmo a verdade sendo tão importante? Pesada ou não é melhor dizer a verdade do quer escondê-la por debaixo dos panos.
E do outro lado da rua daquela cidadezinha americana tão pacata. Havia outra casa bem na frente, frente a frente com a outra. Como se estivesse uma olhando para a outra. E nessa outra casa se passava mais ou menos a mesma história.
– Coma o seu café da manha que eu fiz com tanto carinho. E tente esquecer da sua mãe. Eu sinto muito – disse um pai a sua querida filha.
Ambos os pais moravam praticamente um de frente por outro a quase 20 anos e nunca se falaram. Muito menos se viram olhos nos olhos, pareciam então que moravam em galáxias, planetas, mundos totalmente diferentes um do outro. Pôs nunca se viram e quando digo nunca é nunca mesmo.
Suas vidas tão parecidas. Mas, tão distante uma da outra devido a tantas coincidências e circunstâncias.
E parecia que o inverno não e a embora tão sedo, por ter simplesmente acabado de chegar também tão sedo, bem naquela manhã tão fria.
Quem diria que quando o inverno fosse embora ou simplesmente passassem. Algo tão inesperado quanto impossível, aconteceria na vida daquela mãe e pai solteiros. Que teve seus destinos traçados e mudados por erros cometidos durantes suas vidas.
– Sua mãe simplesmente não prestava. É isso minha filha, ela apenas te deu a vida e depois foi embora – disse naquela mesma manhã o pai a filha.
Então o tempo frio do inverno tinha felizmente se passado e numa manhã o verão nascia, junto com o sol tão quente, quanto contente e caloroso.
E ao mesmo tempo que cada um deles seguia para o lado oposto. Ao levarem seus filhos para escola. Naquele primeiro dia de verão mostrou como depois de tantos anos, vivendo um de frente por outro, numa cidadezinha tão fria e pacata. O sol uniu pela primeira vez os seus olhos daquele casal de pais solteiros.
E tanto, Clara, quanto, Lucio, tiveram a mesma ideia, que foi a de acampar em um parque florestal perto das montanhas. E por pura coincidência o filho de Clara se chamava, Lucio, chamado carinhosamente pela mãe como: “Lucinho” E a sim como a filha de Lucio também por um tal e pura coincidência, se chamava Clara, chamada carinhosamente de: “Clarinha” pelo pai.
E quando abriram a porta de casa praticamente ao mesmo tempo os olhos de Lucio e Clara se encontraram. E ambos sentiram uma alegria inexplicável e Lucio correu ater a vizinha Clara, que era mais nova do que ele e disse:
– É a primeira vez que eu ti vejo aqui, eu me chamo Lucio, é um prazer te conhecer – disse ele tão encantado com a moça.
– Eu me chamo Lucia é um prazer para mim também. Moro aqui a tanto tempo. Quase 20 anos.
– E eu bem mais – lembrou Lucio – Então ele perguntou – Para onde vocês estão indo?
– Estamos indo acampar no parque florestal entre as montanhas.
– Eu também com minha filha – disse Lucio seguindo de – Podemos ir todos no meu ou no seu carro.
– Serio? – disse Clara seguindo de mais algumas palavras também, como – Maravilha, então está bom. A sim podemos nos conhecer melhor.
– Perfeito! – disse Lucio sorridente.
Desde daquele verão ambos viveram juntos para sempre, seja por coincidência e circunstância, o amor simplesmente acontece, quando tende de acontecer.
