Coleção pessoal de Thauan
Às vezes, as pessoas mudam de estratégia ou de aparência, vestindo uma calma que não possuíam antes, mas o que alguém é de verdade costuma estar escrito no rastro que deixou pelo caminho.
Por mais que o presente pareça inofensivo e as palavras soem doces, o histórico de alguém é como uma bússola que raramente falha; se houve perigo ou traição no passado, a prudência nos manda observar os atos, e não apenas o disfarce.
Proteger-se não é ser rancoroso, é respeitar a lição que a própria vida já te ensinou: quem já demonstrou ser capaz de ferir não perde essa natureza só porque agora está em silêncio.
Forçar profundidade é achar que amontoar clichê de "veneno" e "carícia" substitui uma ideia real. É tipo aquela pessoa que escreve pra ocupar espaço, pra não deixar o silêncio falar, e vai pescando frases prontas no que os outros já disseram por pura preguiça de pensar. No fim das contas, dá pra sentir de longe: não passa de espuma. O texto não segura o próprio peso e só entrega que quem escreveu é meio casca vazia, repetindo eco.
