Coleção pessoal de suzana_travassos_valdez

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" É no silêncio, nessa matéria bruta que esculpimos a nossa própria consciência."


In "Livro "

" Sabia que as nossas duas almas se tinham cruzado, não pelo olhar nem pela fala, mas pela impressão íntima de termos partilhado o mesmo silêncio primordial."


Suzana Travassos Valdez
In "Livro"

" Existem lugares que nos falam baixo, não porque tenham pouco a dizer, mas porque exigem da alma o mesmo tom contido com que se escrevem as verdades que perduram."




In o meu livro por terminar.

" Há viagens que não cabem no bilhete. O bilhete, às vezes, engana-se na estação e deixa-nos entre dois instantes, um que parte, outro que regressa. As memórias também partiam e regressavam como a vida dos Homens."




In, Livro por terminar.

" Via sem querer entender, olhava o Jardim e bastava-me o olhar. Havia uma verdade nas árvores que não precisava de nome, e um sossego em mim que vinha de fora. Se pensasse estragaria o instante. Se sentisse, pertencia-lhe."




Em livro a terminar.

" Um, continuaria a derivar-se só, órfão como a vaga que nasce e rebenta eremítica. O outro, fora um homem sem memórias, passado e futuro, a quem o Vento salvou. Ambos eram pertença do meu coração.


In livro ainda por terminar.

"Quiçá, os perdidos fossem mais humanos do que os homens, de "h" pequeno, que pensam tudo saber e nada querem perder."


No meu livro ainda por terminar.

Continuei a olhar para a mulher da minha vida, a afastar-se em monólogos só seus. Uma lágrima teimosa fugiu-me, consegui engolir a outra.


In "Nuvens Em Acordes de Vida"

Percebia pelos movimentos dos seus lábios que falava para si, sempre o fizera quando o pensamento se impunha na demanda de um enredo, de uma estrutura, de uma personagem ainda imperfeita.


In "Nuvens Em Acordes de Vida"

Tinha-se levantado cedo. Enquanto o próximo livro não estivesse minimamente delineado não escreveria pela noite dentro, depois, sim, era tomada por uma febre avassaladora, uma produção escrita que não se quedava em nada a não ser nas palavras imparáveis.


In "Nuvens Em Acordes de Vida"

- Pois, mas nós humanos, podemos voar ainda mais alto, fechando os olhos e sonhando com belos voos. Quando um homem sonha, ele é o passageiro de todas as suas viagens, é o ser alado de todos os mundos.








In, "Ensurdecedor"

A Natureza tinha sido engenhosamente composta pelo talento único e sublime de um Genial Artista. Era uma peça musical exclusiva, uma pintura divinal, um livro admirável.








In, "Ensurdecedor"

- Agora, sim! Viste a minha alma! É isto que quero que faças com a tua. Olha bem para dentro de ti e não da tua dor e vê-te como homem que és. Encontrarás respostas!










In, "Ensurdecedor"

As pombas que debicavam serenaste-me a água, hesitando entre um gole maior e o risco acarretado da voracidade, levantaram voo ziguezagueando como bêbados nas ruas do ar.








In, "Ensurdecedor"

A Natureza, até aí, queda, parecendo aguardar sequiosa as minhas palavras, revolteou-se ao som do brado.




In, "Ensurdecedor"

As palavras não são apenas para ser lidas, são também para ser vividas, sentidas e reflectidas.

A porta fechou-se atrás de nós com um som abafado, como se engolisse as palavras que aí deixámos em suspenso.

Confissões sem nome são palavras nuas a boiar na imensidão, como poderia alguém que as escrevera, não as assinar, não lhes atribuir um rosto?

No fim, o silêncio é a névoa espessa que apaga o mundo lá fora, deixando-o a sós com o eco de passos que a nossa mente ainda não deu.

Sabia que as nossas duas almas se tinham cruzado, não pelo olhar, nem pela fala, mas pela impressão íntima de termos partilhado o mesmo silêncio primordial.