Coleção pessoal de Dezabafo

Encontrados 9 pensamentos na coleção de Dezabafo

Sinto seu perfume quando me lembro daquelas noites
Nossos corações medrosos cheios de coragem 
Só sei que vivemos intensamente momentos que se eternizaram  

ro

Um amor improvável me abalou
Já tem alguns anos e não foi embora
Sua ausência é tão presente 
Penso em você toda hora 
Nunca tive você mas me faz tanta falta
Nunca te conheci e nem terei a oportunidade
Acho que te criei pra mim, essa é a verdade
E não quero te deixar ir, mas já está ficando tarde

ro

⁠Eu preciso disso as vezes
Se não, desabo
É uma dor real, sem feridas 
mas permanece aberta e nunca cicatriza
E o jogo de palavras me alivia
Pois me esclareço através de enigmas
E a compreensão do que não se explica
Torna evidente o que não se publica

ro

Segundos imperdoáveis

Julgava o ato imperdoável
acusado por si implorava por perdão...
O peso da perda partia-lhe por dentro,
partia seus sonhos destruídos em questão

de segundos...

Minuto a minuto a vida se constrói,
e em milésimos destruímos a construção...
Minutos são nada mais que vários milésimos
e nos vários erros conseguimos tirar da vida alguma razão...

O muro se despedaça facilmente
graças aos terremotos, tormentas e ventanias...
Indecisões iram gerar segundos
que lhe será lembrado por toda a vida...


O imperdoável as vezes não é...
sempre temos um pouco daquilo que se perdeu
Talvez poderia eu alcançar o inalcançável
O que um dia foi, se acabou mas nunca morreu...

Segundo ele, todos pensavam o mesmo...
enganava-se com a verdade dizendo que estava errado
Todos, cada qual com sua opinião...
mentiam com certeza que diziam a verdade

Sullivan Rodrigues

Haraquiri

Toda noite mesmo caminho, mesmo chão, mesmas estrelas
Ele observa e se percebe tão diferentemente comum
Ele se emociona com experiências ainda não vividas de sua própria vida
E vê a vida como um filme de comédia triste

E durante inúmeros momentos de sua vida ele luta
Me contou que a maior de todas é a que si mesmo enfrenta
Disse que cada vitória é um luto,
E cada sorriso esconde uma dor,

Quando bate no oponente sente a dor do próprio murro
E que quando perde a luta sai vencedor
Quando ele ganha também perde
E na fraqueza da derrota se sente forte
Qual o mérito, quando o campeão sai derrotado
e o final de tudo isso é a morte?
Quando a autodestruição é o meio mais provável da construção
Poderia eu dizer que vencedor não vence dor alguma
Ele somente suporta muita

Com suas próprias cordas por dentro se amarra
Na tentativa de se libertar da prisão sem muros
Acusações ditas pelo silêncio de sua mente
Sempre lhe servem e ele veste a carapuça

Ele vive se enganando pra ter certeza
Mesmo cercado se sente sozinho
Muitas vezes ele não sabe se esta de pé ou no chão
Já nem faz tanta diferença, pra que saber?

Eu disse pra ele:
Talvez seus erros sejam acertos ainda não reconhecidos
Você se sente um coitadinho mas todos passam por isso
De nada adianta ficar se escondendo atrás de sorrisos
Uma alérgico assumido tentando evitar espirros
Eu sei, você tem suas manias, justificativas, seu próprios meios
Saiba que quando ninguém esta te vendo eu te observo no espelho

Sullivan Rodrigues
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Sou do pó do Universo e ao pó retornarei.
Sou feito de barro,
além de sujeira pode-se encontrar pedras preciosas
Sou lapidado pelo tempo,
a perda é o que aperfeiçoa.

Hoje estou no colar de poderosos reis
amanhã retornarei à minha origem suja.
Esse é o poder do ponteiro ou da areia que cai na ampulheta.

O tempo é implacável e até as estrelas um dia retornaram ao pó.
Sou tão valioso quanto um diamante,
tão radiante quanto uma estrela
e o pó é tão complexo quanto o ser humano.

Sullivan Rodrigues
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Tags: ampulheta tempo

Ele era só um menino franzino, com a cara cheia de espinhas e aparelho nos dentes, muleque infantil, famoso bobão;
Ela por outro lado mesmo sem querer atraía olhares desejosos por onde passava, inteligente, curiosa, observadora, viu algo de valor nele e ele que não é tão bobo quanto os outros pensam aproveitou a oportunidade;.

Sullivan Rodrigues

Lembro daqueles olhos lindos e era doido pra que eles se encontrassem com os meus. Então, quando olhou nos meus olhos fiquei com vergonha e um desejo muito maior de tê-los olhando pra mim pelo resto da minha vida.

Sullivan Rodrigues

Ela é tipo café numa manhã fria,
Manhã fria num sábado de folga
Folga depois de uma semana de trabalho
Trabalho que perderia anos do meu tempo

Sullivan Rodrigues