Coleção pessoal de suedson_flor
"Que o seu amor próprio seja tão sólido que qualquer afeto externo venha para transbordar, e nunca para preencher buracos."
"Desejo que a abundância te encontre não apenas nos números, mas na percepção da beleza que mora nos detalhes que a maioria ignora."
"Que a sua mesa nunca falte pão, mas, acima de tudo, que ela nunca falte histórias ridas e olhos que te enxerguem de verdade."
"Que a vida te devolva em dobro cada grama de bondade que você entregou ao mundo quando o seu próprio mundo estava desmoronando."
"Desejo que, nos dias de tempestade, você descubra que não é o barco tentando sobreviver ao mar, mas a própria força da maré que ninguém pode conter."
"Que as cicatrizes do seu passado não sejam lembretes de dor, mas as marcas de uma armadura que hoje te permite caminhar com leveza e autoridade."
"Que a sua intuição seja como um farol aceso em noite de neblina: não dissipa toda a escuridão, mas mostra exatamente onde dar o próximo passo."
"Desejo que seus pés encontrem o ritmo exato entre a pressa que conquista e a pausa que aprecia, para que nenhum caminho seja apenas cansaço."
"Que o silêncio da sua mente seja o solo fértil onde as respostas que você ainda não sabe formular comecem a germinar."
Não precisamos enxergar o caminho inteiro para dar o próximo passo. Precisamos apenas confiar que, quem sustenta o horizonte, não falha no amanhecer.
Reflexão: Muitas vezes, confundimos fé com um pedido de providências, quando, na verdade, ela é um exercício de rendição.
Assinar um papel em branco é o maior ato de coragem que existe. Significa dizer ao Universo: "Eu não conheço o roteiro, mas confio no Autor". Nós nos preocupamos com a estética do agora — com os erros de ortografia e as rasuras dos nossos tropeços. No entanto, quando olhamos para trás, percebemos que as curvas que julgamos erradas foram as que nos levaram aos melhores destinos. A caligrafia divina não usa linhas retas para nos ensinar a voar; ela usa a profundidade.
A dor tem uma voz muito alta, mas a esperança é mais persistente. Ela não nega o sofrimento, mas retira dele o peso da eternidade. Se a dor fosse o ponto final, a vida seria um livro interrompido. Ver a dificuldade como um intervalo muda o jogo: o intervalo serve para descansar, recalibrar e preparar o palco para o próximo ato. O presente pode estar barulhento, mas o futuro está logo ali, sussurrando que o melhor ainda não foi revelado.
A neblina é uma ilusão de ótica, não uma mudança na realidade. Quando você caminha no frio e no cinza sem enxergar um palmo à frente, a sua mente diz que o mundo sumiu. Mas a crença é a memória do sol. É saber que as montanhas não se moveram e que as flores não perderam a cor; elas apenas estão esperando a luz certa para reaparecerem.
_Suedson Corey
Muitas vezes, chamamos de "impossível" aquilo que, na verdade, é apenas o limite da nossa disposição. O impossível é um esconderijo confortável; ele nos desobriga de agir, porque "se não dá para fazer, não preciso tentar". É a poltrona macia onde o medo se senta para assistir a vida passar. Mas a verdade é que o novo não exige permissão, ele exige a sua renúncia ao que é seguro.
Nessa jornada, o maior erro é esperar pelo aplauso antes do passo. A coragem autêntica é tímida perante os holofotes, mas feroz no silêncio da ação. Ela não é um espetáculo para os outros; é uma engrenagem interna que só funciona sob pressão. Se você espera uma plateia para ser corajoso, você não busca evolução, busca validação. E a validação é uma âncora, enquanto o movimento é o vento.
Por fim, entenda que o seu maior adversário não está no futuro, mas no retrovisor. O ontem é um mestre generoso se você aprende com ele, mas um carcereiro cruel se você o carrega nas costas. Se você não derrotar o peso dos seus erros (ou até dos seus antigos sucessos) hoje, eles se tornarão o "porquê" do seu fracasso amanhã. O amanhã deve ser um campo limpo, não o depósito de entulhos de um passado que você se recusou a vencer.
_Suedson Corey
O novo não é um lugar onde você chega, é uma versão de si mesmo que você aceita construir, tijolo por tijolo, sem olhar para trás e sem esperar aplausos.
