Coleção pessoal de STUKAANGYALI
O calendário muda.
O sistema permanece.
E o tempo, esse juiz cansado,
aponta para nós como uma lâmina calma
Os reis já não usam coroas.
Vestem números, decretos e discursos mornos.
Sentam-se em tronos invisíveis,
onde o ouro não brilha — sangra.
Há um cansaço
que não pesa nos músculos,
mas nos intervalos.
No que foi adiado tantas vezes
que aprendeu a esperar em silêncio.
Há uma serenidade própria
em quem já se atravessou por dentro.
Uma calma que não é passividade,
mas economia de energia.
Gritar cansa.
Ser, não.
Porque a vida não se transforma por piedade.
Transforma-se quando a alma, enfim, decide
que não aceita mais rastejar
onde nasceu para caminhar ereta.
Permitir-se ser si mesmo
é atravessar a fronteira onde o medo termina
e começa — pela primeira vez —
a possibilidade de existir.
Ser você — inteiro, imperfeito, verdadeiro —
costuma gerar descontentamento.
Não porque haja algo de errado em você,
mas porque sua presença desmonta as ficções
que muitos preferem manter de pé.
A autoconsciência é a lanterna que não invade.
Apenas sugere luz.
E quando essa luz encontra o que escondemos,
as sombras mudam de lugar,
como quem enfim recorda sua função
no tecido da alma.
No fértil terreno mental brotam pensamentos incessantes, invasivos. Alguns são como ervas daninhas. Não necessitam de água ou adubo para crescer e tomar conta do espaço mental rapidamente. É fundamental que se desenvolva o hábito de notar a qualidade de seus pensamentos.
o tempo, em seu continuum, vai passando....
As lembranças ficarão armazenadas
Como filmes nas prateleiras de nossas memórias.
Guarde sempre uma frase sorridente e amigável
e verás que ao longo de seu dia,
mesmo para semblantes sombrios,
conseguirá estimular a luminosidade na alma
e um sorriso verdadeiro.
