Coleção pessoal de Seteman
Passei a odiar a minha vida, ó sol indiferente.
Nada faz sentido; nem esta frase.
É como amar uma sombra ao entardecer: quanto mais corro, mais ela foge.
É beijar o vento que carrega o perfume de alguém que já partiu há mil anos-luz.
É gritar “eu existo?” dentro de um auditório vazio, onde até o eco se recusa a responder.
E o pior: eu sei que, amanhã, o sol vai nascer do mesmo jeito; impiedoso, dourado, cínico.
É fútil buscar felicidade e propósito duradouros apenas em prazeres, riquezas e conquistas terrenas. Salomão já dizia isso há milênios e as redes sociais, os cursos de finanças e a autoajuda masculina só escancaram essa verdade.
Esses caras vivem imersos nas melancolias das escalas menores, mas ousam criticar quem dança nas alegrias das escalas maiores
Assim como o oxigênio, Deus está presente mesmo que não o vejamos, mas podemos sentir Sua presença.
Eu vou silenciar aqueles que falaram sobre mim,
impressionar aqueles que acreditaram em mim,
vou treinar, treinar até suar até a última gota de sangue.
Este ano, decidi me isolar; não haverá festa de aniversário, nem convites para sair, pois dói lembrar de pessoas que sequer lembram da minha existência.
Veio uma ideia à minha mente, que tem muito a ver com o filme "Sim, Senhor" de Jim Carrey. Quantas oportunidades perdemos apenas por dizer não, sendo elas boas ou ruins? Seriam apenas memórias que poderíamos compartilhar com as pessoas. "Fui ao cinema; que filme ruim" ou "melhor filme que assisti". A melhor comida que já comi ou a pior comida que já comi.
Se você está procurando histórias para contar, pense em dizer sim para as coisas e admire o que elas têm a oferecer. As histórias desta vida e deste corpo só são vividas uma vez.
A empatia é como um raio de luz que ilumina as trevas e nos permite ver a beleza em todos os seres.
