Coleção pessoal de sayro_designer
“O Segredo de viver”
“Ninguém tem a vida toda resolvida.
Nem aos vinte, nem aos trinta, nem aos sessenta…
A gente muda de sonho, muda de cidade, muda de trabalho… e até de jeito de pensar.
Tem quem encontre o amor depois dos cinquenta,
quem troque de carreira aos quarenta,
quem volte a estudar aos setenta.
A vida… não é uma linha reta.
É cheia de voltas, curvas e surpresas.
E talvez… o segredo seja esse:
entender que nunca vai existir um momento em que tudo esteja pronto.
Existe apenas o viver… aprendendo…
e recomeçando… sempre.”
Uma história clichê de recuperação
21 de fevereiro de 2025. Sol, mar, orla e eu com a genial ideia de sair de roller. O celular em 5% parecia até um símbolo: menos tela, mais vida. Depois de 5 km, encontrei uma rampinha. Pequena. Inocente.Já estava cansada, não dei a devida atenção. Como já sabemos… o plano não deu certo.
Caí.
Tive ajuda de várias pessoas da praia. Chamaram a ambulância, o bombeiro veio, imobilizou o braço, que sentia solto — sim, braço e antebraço não estavam mais juntos — e eu precisava segurar com a outra mão. Mas ainda não tinha noção da gravidade. Até pensei: “ah, umas 4 semanas sem beach tennis”.
Ingênua.
De ambulância, fui para o hospital mais próximo. Dor? Sim, mas suportável. Até chegar no raio-x.
Sabe aquelas crianças birrentas que choram no meio do shopping e os pais ficam com vergonha do escândalo? Essa era eu na sala do raio-x. Acontece que, na hora de fazer um movimento para o exame, a dor subiu para um nível que eu não sabia que existia. Era insuportável, mesmo com 2 injeções para a dor. Das 4 chapas, consegui tirar só 1. Precisava saber se tinha quebrado em outro lugar, mas não aguentei continuar. Fiz só uma chapa e seja o que Deus quiser.
Quando viram o exame, chamaram a médica correndo. Ela tentou explicar, mas eu não conseguia processar nada. Resultado: pediram outra ambulância para me levar a um hospital que pudesse operar.
Na ambulância, usei o que restava de bateria para avisar algumas pessoas.
No segundo hospital: sentada na cadeira de rodas, dor, braço solto, ainda com areia da praia, roller no colo, cara de choro… e uma fila absurda. Gente esperando mais de 3 horas no corredor. Tomei a tal morfina, que foi uma decepção já que a dor nem sequer diminuiu.
Depois de um tempo, entrei na sala do ortopedista (única coisa boa de estar péssima é que passa na frente na fila). O médico do plantão já estava há horas seguidas em uma cirurgia de acidente de moto. Estava visivelmente exausto. Ele olhou meu exame, e com um ar surpreso e chocado disse:
“Você não quebrou o cotovelo. Você explodiu todas as articulações do cotovelo, como conseguiu fazer uma coisa dessa?”
Os olhos cansados dele pareciam conversar com a enfermeira, como quem não tinha mais energia para encarar uma nova cirurgia. Respirou fundo de novo e me disse:
“A sua fratura não é simples. É completamente compreensível sentir tanta dor. Vou aproximar os ossos para diminuir um pouco, mas depois será necessária uma cirurgia de correção. O que é importante você saber é que vou fazer o meu melhor — mas o melhor de qualquer médico não vai trazer de volta como era antes. É uma cirurgia de alta complexidade, e não consigo garantir o quanto você vai conseguir reabilitar. Com certeza terá sequelas.”
Eu chorava e ria de desespero (eu começo a rir quando fico nervosa).
Papéis assinados e fui para a cirurgia.
Acordei já no quarto, sozinha, com o braço engessado. Sem areia, muito sono e uma sensação estranha de alívio.
E esse foi só o começo. A parte da recuperação é outra novela que ainda está sendo escrita.
Eu peguei e me converti nessa essência:
O respeito é a base, e o amor é a sua expansão. Amor sem respeito é só desejo, apego ou ilusão. O respeito é a liga — como o cimento que sustenta a construção. Sem ele, o “amor” desmorona em ciúmes, manipulação ou egoísmo.
“Não se deixe ferir pelo peso das vozes negativas.
O silêncio, a serenidade e a leveza podem ser sua resposta —
e, nesse gesto, você se torna maior do que aquilo que tenta te diminuir.”
(Os`Cálmi)
Pra você, que talvez ainda não veja o que carrega”
por Sariel Oliveira
Você me disse uma vez, com aquela certeza no olhar:
“Quero ser rica. Por isso falo, todos os dias, que vou ser.”
Na hora, eu só quis te lembrar do que você talvez ainda não enxergue:
você já é rica.
Mas não do jeito que as pessoas mostram por aí.
Não com dinheiro, nem com coisas que se guardam.
Você é rica pelo amor que pulsa dentro da sua casa,
pelo brilho nos olhos dos seus filhos, que carregam pedaços seus,
pelo abraço silencioso de uma mãe que, mesmo cansada, nunca deixa de se preocupar.
Eu, que caminho sozinho por esse mundo,
vejo essa riqueza e sinto uma saudade que palavras não alcançam.
A verdadeira riqueza não se mede,
não se fotografa, nem se exibe.
Ela se sente no coração, se segura na alma,
e às vezes só se entende quando falta.
Eu desejo, de verdade, que você conquiste tudo o que sonha.
Mas, acima de tudo, desejo que um dia você veja, com clareza,
que aquilo que você já tem — o amor, o cuidado, a vida compartilhada —
vale mais do que qualquer fortuna que o mundo possa oferecer.
E quando esse dia chegar,
que você tenha a generosidade de espalhar essa riqueza,
de dividir o que não tem preço,
com quem realmente merece.
Porque ser rico não é sobre ter muito,
é sobre saber dar sentido a tudo que se tem.
E você, minha amiga, já é a pessoa mais rica que conheço.
“O que me resume”
por Sariel Oliveira
Guardo tudo.
Não por orgulho,
mas por costume.
Aprendi a ser abrigo do que não mostro,
voz do que não digo,
refúgio do que ninguém percebe.
Às vezes sumo.
Não por maldade,
mas por necessidade.
Silêncio me cura mais do que conselhos,
e a solidão, embora fria,
me entende melhor do que gente demais.
Gosto de ficar só.
Não porque não amo,
mas porque me encontro no vazio.
É no meu próprio mundo
que faço morada,
mesmo quando tudo lá dentro
parece desabar.
E pedir ajuda?
Não sei.
Talvez por medo de ser peso,
talvez por não saber como se faz.
Mas sigo — inteiro por fora,
remendado por dentro,
só eu e o silêncio que me resume.
Entrega, Confia e Agradece
As coisas mudam, a vida surpreende,
Perdemos amores, amigos, gente,
Partes de nós que nunca imaginamos,
Mas a alma insiste, e nos reencontramos.
Novos rostos chegam, abraços chegam também,
Amores surgem, como o sol após a manhã,
No espelho vejo, uma versão mais forte,
Mais sábia, que venceu cada corte.
Por mais difíceis que sejam os dias,
Há luz, há força, há novas alegrias,
Só precisamos entregar, confiar, agradecer,
Pois o que vem depois é para nos fazer renascer.
“Descobrir quem a pessoa é de verdade não dói tanto quanto perceber que ela nunca foi quem você imaginou.”
Oração pela Paz que Desarma Almas
por Sariel Oliveira
Deus,
se és amor, então olha para nós agora.
Vê o que temos feito com o dom da vida.
Transformamos pontes em trincheiras,
irmãos em inimigos,
céus em campos de guerra.
Mas eu te peço…
Não desças com trovões.
Desce em silêncio, no íntimo.
Sopra nos corações dos que decidem,
e desperta neles a dor de quem será atingido.
Toca os olhos dos generais com a imagem de uma criança assustada.
Faz os líderes enxergarem além da glória, além do medo, além do ego.
Não tomes o livre-arbítrio…
Mas planta compaixão onde há orgulho.
Planta empatia onde há ódio.
Ergue vozes que preguem a paz como força,
que lutem não com armas, mas com palavras,
com arte, com verdade, com humildade.
Fala, Senhor, não do alto dos céus…
Mas no meio do peito,
onde mora o que ainda é puro.
Fala no sonho do soldado que hesita.
No coração da mãe que ora pelo filho.
Na boca do poeta que escreve quando todos gritam.
Desarma o mundo de dentro pra fora.
E se algum milagre tiver que acontecer,
que seja o milagre da consciência acordando.
Do perdão florescendo.
Da paz vencendo —
sem precisar matar pra isso.
Amém.
As guerras do mundo nascem das guerras da alma.
Enquanto o homem fugir de si mesmo, continuará ferindo os outros.
A paz verdadeira não é um tratado entre nações,
mas um encontro corajoso entre o eu e Deus.
— inspirado em Søren Kierkegaard
“Engole esse choro, porque eu não vou fazer tuas vontades.”
Essa era a frase que meu pai dizia quando eu fazia birra. Na hora, doía. Me deixava triste, achava que ele estava sendo duro demais.
Mas hoje eu entendo… eu precisava ouvir aquilo.
Se não fosse por essa firmeza dele — e da minha mãe — eu talvez tivesse me tornado um homem fraco, mimado, esperando que tudo caísse do céu.
Mas não.
Eles me ensinaram a correr atrás, a não depender de ninguém, a levantar a cabeça e buscar o que eu quero com esforço e coragem.
Hoje sou grato.
Me tornei um cara emocionalmente forte, independente e ciente de que nada na vida vem de graça.
Obrigado, pai. Obrigado, mãe. Vocês me forjaram na realidade. 🙏🏼
Nem sempre os caminhos serão claros.
Mas a confiança é o que nos mantém firmes.
Quando entregamos o controle e seguimos com fé,
a vida encontra um jeito de florescer,
mesmo nas estações mais secas.
Hoje, respire fundo.
Confie no processo.
E lembre-se:
cada passo, por menor que pareça,
te aproxima do propósito.
✍️ Sariel Oliveira
Morada em Ti
por Sariel Oliveira
Vai chegar alguém
que vai amar até teus domingos silenciosos.
Não só os de sol,
mas os de chuva e preguiça,
de café sem pressa,
filme antigo e silêncio que abraça.
Alguém que vai estar contigo
nas miudezas do dia:
no mercado, na calçada,
na fila do pão,
nas conversas sem fim
que o tempo esquece de contar.
Vai sonhar o futuro ao teu lado,
mas vai construir no agora.
E o mais bonito
vai querer tudo isso
só porque é você.
Sem correria,
sem receios,
sem metades.
Porque quando é amor de verdade,
até o dia mais comum
vira o melhor lugar do mundo.
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
Mãe, tu foste minha vida”
por Sariel Oliveira
Quando tu partiste, mãe,
Eu me vi sem rumo.
Como se o mundo tivesse parado
E só a dor continuasse a existir.
A promessa que fiz pro pai —
De te cuidar até o fim —
Eu cumpri.
Mas o fim chegou cedo demais.
E eu me perguntei:
“Deus, por que tu fizeste isso comigo?”
Por que levar logo ela?
Logo a mulher que era minha razão,
Minha força,
Minha raiz?
Perder pai é uma dor…
Mas perder mãe,
É perder o colo do mundo.
Tu eras determinada, forte, amorosa.
Cuidaste dos teus
E dos que nem eram teus
Como se todos tivessem nascido do teu próprio corpo.
Tu amavas com uma intensidade que poucos têm.
E mesmo com os erros, com os pecados,
— e quem não os tem? —
Tu foste luz.
Luz de mãe.
Luz de mulher.
Quando tu foste embora,
Eu fiquei vazio.
Pensei em desistir…
Tentei.
Mas não consegui,
Porque uma parte tua vive em mim.
Mesmo que tudo o que eu mais queria
Era só mais um abraço,
Sentir teu cheiro,
E dizer:
“Mãe, eu te amo tanto.
Eu tenho tanto orgulho de ti.”
Carta para você, que eu amei sem entender
Oi, você!
Eu pensei bastante antes de escrever isso.
Talvez você nunca leia, ou talvez leia e não entenda tudo o que estou tentando dizer. Mas ainda assim, eu precisava colocar pra fora.
Eu me apaixonei por você.
Mesmo com nossas diferenças gritantes, mesmo percebendo atitudes suas que me machucam, mesmo sabendo que sua essência é distante da minha — eu senti. E foi verdadeiro.
Mas o que a gente sente nem sempre é o que a gente merece.
Você tem um jeito que fere, mesmo quando não parece. Usa as pessoas como peças, joga com sentimentos como se fossem coisas descartáveis.
E eu… eu sou feito de verdade. Gosto de profundezas, de conexões reais. Me entrego de um jeito que talvez você nem saiba receber.
Eu tentei entender por que esse sentimento nasceu. Talvez foi a curiosidade, a vontade de ver algo bonito em você. Talvez foi carência, ou a esperança de que, convivendo, você mudaria.
Mas a verdade é que ninguém muda por outro e nem deve.
Eu não escrevo isso pra te culpar. Escrevo pra me libertar.
Porque por mais que eu tenha sentido algo forte por você, também aprendi que amar não é aceitar o que nos diminui.
E eu me diminuí, tentando caber no seu mundo.
Hoje, com dor, mas com maturidade, eu escolho parar.
Escolho respeitar o que eu sinto, mas não me prender a isso.
Desejo que você se encontre.
Que você aprenda a amar de verdade, quando estiver pronta.
Mas, por agora, eu me despeço desse sentimento que não faz mais sentido, mesmo que ele tenha sido real.
Com sinceridade,
Sariel