Coleção pessoal de SAINTCLAIRMELLO
No Ministério da Agricultura, de cada enxadada que se dá, sai um corrupto. Já a mandioca anda escassa.
Ninguém melhor do que um político para saber que tudo aquilo que dizemos dele é a mais pura verdade, que jamais poderá ser provada em qualquer instância da justiça brasileira, razão por que poderemos ser processos por calúnia, injúria e difamação.
Qualquer time de várzea também tem sua torcida, sem que isso signifique que o futebol saia engrandecido, embora, vez ou outra, ocorram tapas e pescoções como em qualquer torcida organizada de grande clube.
Na democracia, que é uma forma de ditadura mais suportável, com frequência a maioria vê que errou, há alguns pleitos anteriores, e corrige seu voto na eleição seguinte, de modo que, daí mais alguns anos, corrige novamente sua escolha, voltando àquilo que pensava estar errado, que se revelará errado logo adiante, e assim por todo o tempo.
Político é aquele cara capaz de, entre várias alternativas éticas, fazer as coisas do modo politicamente mais incorreto e ilegal possível.
Por menor que seja a confusão num quarto de pensão, para a sua proprietária ninguém estará com razão.
Ninguém consegue tirar a honradez de um homem honesto, assim como não consegue dá-la a um desonesto.
Quanto mais ministérios componham o governo, tanto mais áreas de interesse público deixarão de ser atendidas convenientemente pelos serviços oficiais. É a tal da razão inversamente proporcional da matemática atuando no campo político.
Periga que a constituição deste novo governo de salvação da Itália, formado sem nenhum político de carreira, venha comprovar que, desgraçadamente, estamos sustentando uma categoria totalmente inútil ao longo de centena de anos: os políticos.
Se, por um remoto e improvável acaso, houvesse a prática japonesa do haraquiri entre nossos homens públicos pegos na prática de atos condenáveis, haveria no Brasil uma autocarnificina de proporções catastróficas. Ainda bem que somos um povo sem um pingo de vergonha na cara.
O samba é a única manifestação humana que o sambista diz com a boca e diz com o pé, sem que este se confunda com o que diz.
