Coleção pessoal de Alegoria

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Meu pai me ofereceu duas ferramentas e um destino em silêncio: a caneta, para quem carrega o peso do pensar; a enxada, para quem sente o peso da terra no corpo.

Talvez o maior sentido da vida seja transformar sofrimento em consciência

A vida perde o sentido quando você vive para agradar o mundo e se abandona por dentro

A vida faz sentido quando você deixa de perguntar “por quê?” e começa a viver “para quê”

A doçura do mel nasce do esforço que ninguém vê

A abelha trabalha em silêncio, mas seu legado floresce em cores

A abelha ensina que propósito não é barulho, é constância

Mesmo pequena, a abelha sustenta mundos inteiros sem jamais pedir reconhecimento

A abelha não compete com a flor; ela coopera, e juntas criam sentido

Amar é um ato de fé: você se entrega sem garantia de retorno

Quem perde a própria essência para caber no mundo, acaba vivendo uma vida que não reconhece

A vida não fere por crueldade, fere para revelar quem você é quando nada sobra

A vida não se mede pelo tempo que passa, mas pelos instantes que permanecem

Às vezes, a vida silencia para que você finalmente escute a si mesmo

A vida amadurece quem tem coragem de sentir, não quem foge da dor.

Viver é aceitar que nem toda resposta vem clara, mas toda experiência deixa um vestígio.

A vida não avisa quando muda; ela simplesmente vira a página e espera que você aprenda a ler de novo.

Não há resposta fixa no horizonte,
Nem voz suprema a nos dizer por quê;
A vida nasce breve, quase fonte
Que corre antes que a sede possa crer.


Entre o que fomos ontem e o que afronta
O hoje incerto que insiste em renascer,
Moldamos o sentido que desponta
No gesto simples de ainda escolher.


Não é eterno quem nunca se arrisca,
Nem pleno quem só busca conclusão;
O vivo é chama frágil que se arrisca.


Se há rumo, é feito à mão, não por visão:
A vida vale mais quando se arrisca
A ser pergunta antes de solução.

Não busques no acaso o teu sentido,
Nem esperes do tempo o que é teu:
O homem que caminha entorpecido
Jamais alcança o que o céu prometeu.
​Se o mundo te empurrar ao precipício,
Faz do vácuo o impulso pra voar;
A vida exige o suor do sacrifício
De quem tem o destino a dominar.
​No amor, não sejas metade ou prisioneiro,
Seja o fogo que aquece e não consome,
O porto firme, o abraço verdadeiro.
​Pois no fim, quando a carne se consome,
Fica o rastro do espírito guerreiro
E a honra de quem deu brilho ao próprio nome.

O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. O ódio ainda reconhece a existência do outro; a indiferença é o verdadeiro cemitério dos afetos.