Coleção pessoal de rogerio_amaro_cardoso

561 - 580 do total de 1265 pensamentos na coleção de rogerio_amaro_cardoso

Trova
Coração que bate-bate...
Antes deixes de bater!
Só num relógio é que as horas
Vão passando sem sofrer.

Cada pessoa pensa como pode...

Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer.

Às vezes a gente pensa que está dizendo bobagens e está fazendo poesia.

Do Estilo

O estilo é uma dificuldade de expressão.

Sonho

Um poema que ao lê-lo, nem sentirias que ele já estivesse escrito, mas que fosse brotando, no mesmo instante, de teu próprio coração.

O Poema

O poema
essa estranha máscara
mais verdadeira do que a própria face...

O poema

Mas por que datar um poema? Os poetas que põem datas nos seus poemas me lembram essas galinhas que carimbam os ovos...

A Coisa
A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa... e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.

Vento

Pastor das nuvens.

Ao Pé da Letra
Enforcar-se é levar muito a sério o nó na garganta.

Melancolia: Maneira romântica de ficar triste.

Linha Reta

Linha sem imaginação.

Linha Curva

O caminho mais agradável entre dois pontos.

Verso Avulso
O luar é a luz do sol que está dormindo...

Escadas de caracol
Sempre
São misteriosas: conturbam...
Quando as desce, a gente
Se desparafusa...
Quando a gente as sobe
Se parafusa
(...)

O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede: conheço um que já devorou três gerações da minha família.

Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
– para que possas profundamente respirar.

Quem faz um poema salva um afogado.

Dupla delícia

O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.

Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida, assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como essas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...