Coleção pessoal de bobkowalski
Deus não precisa de dinheiro, mas o diabo precisa, pois ele adora luxo. Se o coisa-ruim existe, ele está vestindo terno importado no altar, rindo da sua cara enquanto você financia o inferno na terra achando que está comprando um lote no céu.
Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.
Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.
Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.
O cristianismo é uma enorme piada, teoricamente quando o personagem Jesus morreu ele pagou por todos os pecados humanos, mas seguindo essa lógica quando Jesus ressucitou os pecados retornaram! Então ele morreu para que?
A morte de Jesus foi um reembolso que ele pegou de volta três dias depois. Se os pecados voltaram com ele, a crucificação foi só uma sesta de fim de semana. Ele teria feito um favor à humanidade se tivesse permanecido na tumba.
Jesus ressuscitando prova que ele não sabe terminar o que começou. Se o objetivo era levar os pecados embora, ele deveria ter ficado enterrado. Voltar foi apenas admitir que sua morte não serviu para absolutamente nada.
Ninguém precisa vender a alma ao diabo.
Basta doá-la voluntariamente: pregue o ódio, pratique racismo, machismo, elitismo, homofobia e, como bônus, explore a fé dos outros para ficar rico. O inferno agradece o trabalho voluntário!
Deus não é luz, nem pai, nem abrigo. Deus é uma velha obesa, sentada sobre o acúmulo de séculos, devoradora de almas. Sua fome não conhece saciedade, e seu paladar é seletivo: despreza os vazios, ignora os medíocres, cospe os indiferentes. O que lhe dá prazer são justamente as almas mais espiritualizadas — aquelas que se purificaram, que se elevaram, que acreditaram. Quanto mais consciência, mais sabor. Quanto mais transcendência, mais apetite. A espiritualidade não salva: engorda o monstro.
