Coleção pessoal de bobkowalski
Talvez a maior heresia não seja o ateísmo, mas a religião. Nesse caso, deus e os ateus estão do mesmo lado.
Se deus é a única consciência real, o paraíso é exclusivo: só ele entra. Na porta, a placa: "Propriedade privada: proibido simulacros!"
Mesmo que existisse uma divindade, não segue logicamente que ela precise criar um paraíso; essa ideia é apenas um desejo humano egoísta de autopreservação.
Não me chamo Jesus. Não sou um criminoso violento: nunca serei condenado por invadir um templo, quebrar tudo e agredir pessoas.
A crença numa divindade pode ser filosoficamente válida; já as religiões não. Deus é um conceito separado da fé organizada, e o religioso típico é um analfabeto científico mergulhado em contradições lógicas.
Se um animal não representa perigo imediato e você não está morrendo de fome, matá-lo é absolutamente errado, uma clara demonstração de psicopatia.
O ateísmo é a antirreligião organizada; se você defende a religião, então isso prova que não é um ateu de verdade, pois não faz nenhum sentido um suposto ateu defendendo "deus".
Talvez exista um criador, mas se ele não realiza milagres nem interage com a criação, então ele simplesmente não é deus.
O conceito de “criador” torna-se vazio se não for um deus pessoal que se manifesta por milagres. Se a ciência materialista explicar integralmente o funcionamento do universo, sua existência poderá ser declarada praticamente irrelevante; assim, mesmo que haja um criador, um deus pessoal pode simplesmente não existir!
Dizem que tamanho não é documento, mas experimente ter um argumento maior que deus e veja como é difícil achar alguém que aguente a conversa sem pedir arrego.
O ateísmo, em relação a todas as religiões, não requer um milímetro de fé: trata-se de uma posição baseada em fatos e evidências científicas, portanto dotada de sólida justificação epistemológica.
Humanos na sua imensa soberba e prepotência criam um deus para lhe servir e um diabo para justificar seus erros.
Conservadorismo não é firmeza, é atrofia. Fidelidade a dogmas obsoletos não passa de covardia intelectual diante da impermanência da vida. Homens de verdade não são estátuas de pedra que resistem ao tempo; são aqueles que possuem a plasticidade necessária para evoluir. Manter-se "constante" num universo em constante evolução é, logicamente, uma forma de suicídio em vida.
"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!
Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.
O que destrói o cristianismo é o fato de o personagem "deus" praticar tudo aquilo que hoje reconhecemos como psicopatia; por isso, o deus cristão não merece existir nem ser adorado, merece apenas ser esquecido eternamente.
