Coleção pessoal de Rita1602

2421 - 2440 do total de 2518 pensamentos na coleção de Rita1602

Ouve

Ouve o vento!
Como ele canta baixinho
Tentando me avisar
Que pensas em mim
E me chamas para te amar.

Ouve! Ouve o vento!
Ele grita, sacode as copas das árvores
Faz meu corpo arrepiar
Tenta me levar... vê
Ele parece falar...

Ouve o vento!
Ele tenta se acalmar
Olho-o pela fresta da janela
Ouço-lhe o gemido de dor
Encolho-me no canto de minha agonia.

Ouve como ele corre
Procurando-me por todo canto
Para me levar junto com ele pelas ruas escuras
Onde as estrelas piscam intensamente
Para a noite clarear.

Ouve o vento!
Como vem galopando e sacode as ondas do mar
Que lamenta num murmúrio forte
Avisando as embarcações
Que ele chegou para arrasar.

Ouve! Ouve como ele canta
Abraçando-me num golpe certeiro
Carregando para longe... bem longe
Onde só o eco de seu uivo engole
No seio da floresta a se esconder.

Sem Nexo

De onde saiu?
Não sei
Apenas saiu
Jorrou
Fluiu.

É como água de vertente
Nasce
Brota
Escorre.

Deixa o caminho úmido
Perplexo
Atônito.

Assim é ela
A água

Assim sou eu
A brisa.

Incógnita...

Ele falava de encontros
E eu de roubo
De seqüestros
De mistérios

Ele falava da vida curta
E eu o analisava
Tentava decifrar seus anseios
Seus medos
Suas angustias
Lia seus olhos
Buscava nas entrelinhas
Um meio de fazê-lo entender
O mistério da vida

Tentei de todos os meios
Ser sua amiga
Sua Deusa
Sua incógnita
E ele apenas buscava o banal
O carnal
O imoral

Eu queria falar do esotérico
Das minhas atrações pelo mistério
Da lua e das estrelas
Pelo que ainda não existia
E você me via apenas
Como algo normal...

A poesia ultrapassa o infinito.

Aquieta-te

Aquieta-te, coração,
Que a chuva cai lá fora
E a tempestade raivosa ruge com seus trovões
Intempestivos e ameaçadores
Aquieta-te, pois os lamentos da minh’alma
Cantam em júbilo louvores a ti.

Aquieta-te, coração,
Até que a primavera chegue novamente
E os lírios floresçam nos verdes vales sem fim
Irei respirar teu aroma deixando minha alma adormecida...

Aquieta-te e ouve minha longa história
Vê quantos segredos enraizados numa penúria sem fim
Tento arrancá-los, mas, suas raízes são profundas e velhas.
Difícil tarefa com minhas mãos frágeis.

Vê, coração, quantos anos se passaram
O pêndulo do imortal segredo guardado continua lá
Na quietude do abismo onde o sol nasce e
O véu da escuridão aguarda o pôr do sol.


Canta meu coração, eleva tua voz aos céus
Arranca as penúrias da alma
Que as trevas evaporem nas ruínas infinitas
E a aurora desponte no limiar do amanhecer...

Borboleta singela
Voas na minha janela
Um sinal ou uma aventura?
Pequenina e frágil
Vens até mim
Mesmo com sol escaldante
Perdendo-se no horizonte
Com seus ocultos segredos
Voas alegremente
Pelas flores do jardim...

Não almejo sucesso, almejo um mundo melhor.

O Sorriso é a porta para o contato com a plenitude do universo.

Felicidade é ter o poder e o privilégio de ver o sol.

Gosto de ser o que o momento me reserva, sempre uma surpresa.

Liberdade é ser livre de Alma.

Quero ter a liberdade de poder voar aonde meus pés possam atingir: o inatingível.

Mundo novo é aquela semente que plantamos, regamos e cuidamos para que seu nascimento seja próspero.

Só poderá falar de sentimentos aquele que tem dentro de si a beleza pura da alma.

No amor não há medidas calculadas, nem divisões fracionadas, só há união dos cálculos com complementações de números inteiros.

As palavras jogadas ao vento sem conotação são levadas sem destino a um lugar incerto; as palavras pronunciadas com a intensidade do sentimento verdadeiro brotam o amor.

O dizer e o sentir seguem caminhos paralelos, mas, existem divergências. A união do dizer e do sentir se dá para aqueles que têm caráter formado.

No amor só sobrevive aquele quem o conheceu e viveu intensamente.

O mau caráter joga sem ter um alvo certo.

O verdadeiro servo é aquele que faz sem esperar nada em troca. O vosso feito só terá valor perante aos olhos de Deus.