Coleção pessoal de regismeireles
"As coisas que se faz, para não se tornar peso e algemas, não podem ser por fuga, por dever e nem sem sentido. Busque razões de fazer. Não se perca no prazer e curtição, isso é diferente de felicidade!"
Nao preciso muito para oprimir, é bastante desdenhar, julgar, acusar e invalidar. Isso, difícil é desejar e empreender o melhor. O melhor da estadia, do ambiente, da companhia
"Amadureci. Hoje entendo que às vezes se discrimina, oprime e invalida com os gestos, com as palavras e atitudes. Acabamos sendo cruéis sem perceber.
"Restos de afetos"
Vi pessoas sendo descartadas como sacos plásticos, depois de chegar em casa;
Como peso morto, desnecessárias; Como cascas de cebola, após o uso do que é útil;
Como guarda-chuvas, depois do inverno;
Como bonecas, depois da infância; Como diários, da adolescência.
Pessoas deveriam ser eternas na vida da gente: aquelas que nos ensinam a ser melhores, principalmente as que nos trazem sofrimento.
Paradoxos do tempo
"Há dia que a gente quer que ele passe logo;
Há outros que a gente deseja que não acabem nunca.
Muitas coisas a gente quer que sejam um sopro, outras que sejam permanentes.
Muitas lembranças que sejam eternas, outras que não sejam apenas relances.
Que alguns tempos voltem sem certos momentos, outros momentos sem os tempos..."
O lugar mais especial no universo é o nosso coração; nele estão as intenções, os pensamentos e os planos para deixar cada canto do mundo um lugar a nossa cara.
NÓS NO MUNDO
Às vezes a gente sente que o mundo é pequeno demais, que cabe no coração. No outro dia, o mundo já é tão vasto que a gente se sente perdido na sua imensidão.
Então, não é o tamanho do mundo a medida das coisas, mas como a gente se posiciona diante dele.
Ruínas da verdade
Chegam os tempos das incertezas.
Quando quase nada encanta,
ao saber da verdade dos truques;
A magia de tudo se esvai.
Os belos discursos, o teor das palavras frenéticas,
perdem a veemência
com o caráter de papel do preletor.
A democracia é relativa aos interesses;
E a vergonha se mede pelo tamanho e pelo lucro da barganha.
As casas e os homens da justiça
parecem recicláveis, misturas de tudo.
O poder nas mãos de roedores,
que nada plantam, nada produzem,
só consomem e deixam restos.
Tempos de incertezas, rumos ao caos.
Caminha-se para a ruína
no tempo de tantas informações.
A ganância consome
primeiro a capacidade de projetar um futuro melhor.
A felicidade é a satisfação do espírito de perceber que tudo está nos seus devidos lugares: pessoas, causas, coisas...
Cada individualidade já é um universo a interpretações e ponderações, daí a cautela leveza do julgamento temerário.
No cabo de guerra de quem está certo e de quem está errado, vê-se a fragilidade humana de vencer a si mesmo. No fim todos se perdem!
