Coleção pessoal de principe_kielyam
Não é o que fazemos exatamente igual, é o que trazemos a feição justamente diferente; separa esses momentos em balança para transformar em valor e senso.
São dois desafios do respeito: Superar o que você desrespeitou é uma desculpa, pois o vertente entenderá, não conectará profundamente a atitude passiva (empatia); ameaçar o que nós desrespeitamos é falta de sabedoria moral (conflito), pois o comportamento não aceita a compaixão e consciência (remorso), podemos oferecer os dons de cuidado e cumprimento com alguém.
Poder é diferente de dever; dever é cumprir as promessas e assumir as responsabilidades legítimas, poder é tomar decisão certa do que medir as necessidades.
O Silêncio Entre Dois
A pior solidão não é estar sozinho.
É dormir ao lado de alguém que já foi amor e perceber que, entre os dois, agora existe apenas silêncio.
O silêncio em um relacionamento não é ausência de som; é um muro de concreto erguido tijolo por tijolo. Quando um dos dois escolhe se calar, não está apenas guardando palavras, está retirando o oxigênio da relação.
O silêncio não chega de repente. Ele se instala aos poucos, como uma neblina que invade a casa sem que ninguém perceba exatamente quando tudo deixou de ser claro.
No começo são pequenas pausas, respostas curtas, olhares que se desviam. Depois vêm os dias em que as palavras parecem pesadas demais para serem ditas. E então o silêncio passa a ocupar todos os espaços.
O corpo fala, um ditado antigo, repetido tantas vezes, mas que revela a verdade que as palavras tentam esconder. Basta olhar para a cama no fim do dia. Antes havia dois corpos agarrados, entrelaçados, dividindo calor e sonhos como se o mundo lá fora não existisse.
Agora cada um ocupa o seu lado, como se um oceano invisível tivesse surgido entre os dois.
O toque que antes era espontâneo agora parece evitado. Um vira para um lado, o outro para o outro. E naquele pequeno gesto silencioso existe uma distância maior do que qualquer discussão.
Nesse cenário, o silêncio se torna ensurdecedor porque ecoa todas as inseguranças de quem ficou do outro lado do muro. Cada porta fechada com mais força, cada olhar que evita encontro, cada resposta monossilábica parece carregar uma mensagem que ninguém teve coragem de dizer em voz alta.
É nesse momento que nasce aquela sensação difícil de explicar. Primeiro uma leve impressão de que algo mudou. Depois uma suspeita persistente que se instala no peito. E por fim a dor da quase certeza de que talvez exista outra pessoa ocupando um espaço que antes era seu.
E como dói essa possibilidade.
Não é apenas o medo da traição. É a sensação de estar sendo lentamente apagado da própria história, como se aquilo que foi construído a dois estivesse sendo substituído sem aviso, sem explicação, sem despedida.
Para quem recebe esse silêncio, o que resta é um cansaço profundo. Existe uma vontade desesperada de reagir, de sacudir o outro, de exigir uma explicação ou até mesmo um ponto final. Mas o silêncio prolongado drena a energia. Ele esgota até a capacidade de brigar.
Então você se vê preso em uma paralisia estranha: acompanhado, mas profundamente só. Dividindo o mesmo teto, a mesma cama, a mesma rotina, e ainda assim sentindo-se como o ser mais solitário do mundo.
É o luto de uma pessoa viva.
Eu já passei por isso. E não morri.
“Ninguém morre por amor”, eles dizem.
Talvez seja verdade.
Mas alguns amores não nos matam, apenas nos deixam vivos demais para esquecer.
Veja a diferença da ética para moral:
Ética é tomar as decisões e medidas a partir das ações prudentes e regradas.
Moral é ouvir e atender os modos e conselhos do que combina com o convívio social.
Dar um palpite serve para os burros, responder as questões e atender às exigências serve para os inteligentes.
Mulheres odeiam estar erradas porque o mundo disse que elas eram as erradas por muito tempo, mas os velhos odeiam estar errados porque o mundo disse que eles eram os certos por tanto tempo quanto. Meio irônico, não?
As pessoas não são as suas atitudes, os seus sentimentos, o seu corpo, a sua mente. As pessoas estão vindo.
A consciência é incômoda
Muitas vezes eu tenho pensamentos que procuro afastar. Ideias que não condizem com a forma elevada que eu criei para me definir e enxergar. A alguns já absorvi, mas no seu lugar vêm outros, modalidades inesperadas dos mesmos problemas e contradições que me acompanham pela vida. Na verdade, anseio por eles, mas a minha mente teima em manter a configuração atual e não se envolver em aventuras.
Não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; apesar das combinações, respeite-o e convença-o.
Não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; basta respeitá-lo e ter paciência, sustento e controle.
Feito é melhor que perfeito, mas não basta ser confundido com mal-feito, o importante é admitir bem-feito.
