Coleção pessoal de eraldocosta13
Quem sou?
Não me vejo em espelhos desconheço meu próprio rosto.
Nem mesmo meu olhar eu consigo imaginar.
O tempo me perdeu no universo, sou resto de sombra ao nada.
Sou nada de um pouco de existência que um dia foi.
Desconheço-me diante de tudo.
Devo não ter face, devo não ter forma.
Sou um punhado do que sobrou daquilo que fui um dia.
Mas não sei ao certo o que realmente fui nunca me reconheci nunca me olhei em nenhum espelho.
Acredito ser como uma sombra que sempre surge por trás de alguma coisa, mas que coisa?
Um espantalho em plena noite? Quem sabe um ser detestável.
Um ser omisso, sem voz. Que se esqueceu de viver.
Uma sombra ambulante que se esqueceu de onde está indo.
Qual o destino? Qual a imagem que existe frente ao espelho?
Realmente não me importa mais saber.
Amor que passou sem os ventos do tempo levar, agora cansado eu ainda amo, como se o amanhã fosse o ontem, como se a vida estacionasse e a terra não movesse em seu percurso.
Dos amores que tive foste à única que ainda amo, pena que das lembranças Só restam-me saudades dos momentos felizes que eu pensava existir.
Ainda sinto teu cheiro, como se te colocasse mais uma vez em meus braços, com você eu sonhei tanto amor, tantas venturas, ainda sinto febre como na última vez, do beijo derradeiro.
Dia triste! Que desmaiado véu, a tarde se foi triste quanto tua filha, que tem sua sepultura junto a minha.
Que noite é está? Que sou doido em loucos anos, noite em que sacudo minha espada em qualquer coração, e depois me escondo em mascara negra, suja de baba imunda.
Quer isso que acontece comigo?
Porque amar logo tu? Tu que amas comigo.
Tu que não me queres, tu que detesta o amor sem explicação.
Sim, logo tu que agora quero amar.
Insisto em me calar, te amar só no silencio.
Também não saberia explicar, explicar essa vontade de te amar.
Amar logo quem? A menina que já sabe amar.
O esquecimento da minha existência será um premio para meus inimigos, aqueles que me perseguiam constantemente.
