Coleção pessoal de pensador
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O avarento perfeito economiza a ideia de dinheiro evitando falar nele.
O artista plástico violenta a realidade para melhor ou para pior; é um terrorista bem ou malsucedido.
A história das artes não registra os nomes de dois artistas geniais: o primeiro pintor e o primeiro escultor.
O artista não sabe que o mundo existe fora da arte; por isso atreve-se a criar.
A obra de arte é o resultado feliz de uma angústia contínua.
A arte vivifica a humanidade e aniquila o artista.
Há uma hora propícia ao arrependimento: a da morte, quando já não é possível nos arrependermos dele.
Até a cor do arrependimento desbota com o tempo.
O arquivo supre a falta de memória, lembrando o que desejávamos esquecer.
Os cavaleiros do Apocalipse, apenas quatro, não dão conta do serviço.
O anônimo tem possibilidades infinitas de ação – se os famosos o permitirem.
É mais fácil conceber um anjo sob aspecto de pessoa que se pareça com ele do que como anjo propriamente dito.
Censuramos no animal os nossos defeitos: brutalidade e ingratidão.
Não se inventou ainda a anedota triste, para ocasiões fúnebres.
A alfabetização é a primeira coluna da estrutura social; o analfabetismo pode ser a segunda.
Não amamos ainda bastante se não chegamos a esquecer até as qualidades do objeto amado.
Cartas de amor: imitação nem sempre feliz da linguagem real do amor.
Não é difícil ser amado por duas pessoas; difícil é amar as duas.
Os temperamentos ávidos de guerrear sofrem com a paz e distraem-se no amor.
O amor dinamita a ponte e manda o amante passar.