Coleção pessoal de pensador

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Nós nos acostumamos com facilidade à preguiça da mente, sobretudo porque muitas vezes essa preguiça se esconde sob a aparência de atividade: corremos de um lado para outro, fazemos cálculos e damos telefonemas. No entanto, tudo isso ocupa apenas os níveis mais toscos e elementares da mente. E oculta o que existe de essencial em nós.

A única forma de desenvolvimento é um esforço constante através da meditação. É claro que, no início, isso não é fácil. Encontram-se dificuldades inesperadas, às vezes há perda de entusiasmo. Ou talvez o entusiasmo inicial seja excessivo e diminua progressivamente com o passar das semanas ou meses. É preciso elaborar uma abordagem persistente, constante, baseada em um compromisso de longo prazo.

Minha religião é o amor.

Devemos investigar e aceitar o resultados. Se não resistem a estes testes, até as palavras de Buda devem ser rejeitadas.

As ideias são grandes na medida em que são realizáveis.

A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem.

Na desvalorização do passado está implícita uma justificativa da nulidade do presente.

Quem é incapaz de construir hipóteses jamais será cientista.

Uma verdade é fecunda quando se fez um esforço para conquistá-la.

Condenamos em bloco o passado quando não conseguimos diferenciarmo-nos dele.

A natureza do homem é a história.

Na política de massas, dizer a verdade é uma necessidade política.

Todos os homens do mundo na medida em que se unem entre si em sociedade, trabalham, lutam e melhoram a si mesmos.

Meu estado de espírito sintetiza estes dois sentimentos e os supera: sou pessimista com a inteligência, mas otimista com a vontade. Em cada circunstância, penso na hipótese pior, para pôr em movimento todas as reservas de vontade e ser capaz de abater o obstáculo.

Existem dois tipos de políticos: os que lutam pela consolidação da distância entre governantes e governados e os que lutam pela superação dessa distância.

Será possível amar a coletividade sem nunca ter amado profundamente criaturas humanas individuais?

Sei o que é o amor. Tinha, com efeito, entrevisto algo novo. Meu pai, minha mãe, minha irmã, os que eu amava, eram meus. Pressentia pela primeira vez que a gente pode ser atingida no próprio coração por uma irradiação vinda de outro lugar.

Levando minhas repugnâncias até o vômito, meus desejos até a obsessão, um abismo separava as coisas de que gostava das de que não gostava.

A arbitrariedade das ordens e das proibições com as quais me confrontava denunciava-lhes a inconsistência.

Quanto menos eu me reconheço em meu corpo, mais me sinto obrigada a me ocupar com ele.