Coleção pessoal de pensador
Pra mudar meu mundo
Só o Teu amor
Transformar meus dias
Só o Teu amor
Curar minhas dores
Só o Teu amor
Quando estou triste
E me pego a pensar nas coisas da vida
Ele vem consolar
Me traz a esperança
De um dia melhor
E sigo o caminho sem desanimar
De que adianta colocarmos nossa felicidade em um bem material? A verdadeira felicidade não pode ser amassada, roubada por ladrões ou queimada pelo fogo. Só é autêntica a felicidade que não é feita de bens materiais.
Ter paciência também implica reconhecer que somos frágeis, e que por mais que queiramos, não conseguiremos chegar àquilo que queremos ser pois a natureza humana decaída é o limite dos filhos de Deus.
Quando nos tornamos mais compreensivos com nossas próprias fragilidades, passamos a ser mais tolerantes com os erros dos outros.
Perdoar não é só sentimento, não é apenas uma questão emocional, mas questão de decisão, de vontade. Perdoar é libertação, mas não é magico, é vontade e muita decisão. O perdão é gradativo.
A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago.
Tem pessoas que, aos sábados, vão dançar. Eu não danço. Acho bobagem ficar rodando pra aqui, pra ali. Eu já rodo tanto para arranjar dinheiro para comer.
Eu classifico São Paulo assim: O Palácio é a sala de visita. A Prefeitura é a sala de jantar e a cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos.
As crianças ricas brincam nos jardins com seus brinquedos prediletos. E as crianças pobres acompanham as mães a pedirem esmolas pelas ruas. Que desigualdades tragicas e que brincadeira do destino.
Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade.
Quando eu vou na cidade tenho a impressão de que estou no paraíso. Acho sublime ver aquelas mulheres e crianças tão bem vestidas. Tão diferentes da favela. As casas com seus vasos de flores e cores variadas. Aquelas paisagens há de encantar os visitantes de São Paulo, que ignoram que a cidade mais afamada da América do Sul está enferma. Com as suas úlceras. As favelas.
Em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.
Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro
para pagar uma editora.
