Coleção pessoal de pensador

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Dizem que você morre duas vezes. Uma vez, quando você pára de respirar e uma segunda vez, um pouco mais tarde, quando alguém diz seu nome pela última vez.

Mais cedo ou mais tarde, todos nós temos que largar nosso passado.

Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: "Sou mesmo forçado a escrever?” Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples "sou", então construa a sua vida de acordo com esta necessidade. Sua vida, até em sua hora mais indiferente e anódina, deverá tornar-se o sinal e o testemunho de tal pressão. Aproxime-se então da natureza. Depois procure, como se fosse o primeiro homem, dizer o que vê, vive, ama e perde. Não escreva poesias de amor. Evite de início as formas usais e demasiado comuns: são essas as mais difíceis, pois precisa-se de uma força grande e amadurecida para se produzir algo de pessoal num domínio em que sobram tradições boas, algumas brilhantes. Eis por que deve fugir dos motivos gerais para aqueles que a sua própria existência cotidiana lhe oferece; relate suas mágoas e seus desejos, seus pensamentos passageiros, sua fé em qualquer beleza — relate tudo isto com íntima e humilde sinceridade. Utilize, para se exprimir, as coisas do seu ambiente, as imagens dos seus sonhos e os objetos de sua lembrança. Se a própria existência cotidiana lhe parecer pobre, não a acuse. Acuse a si mesmo, diga consigo que não é bastante poeta para extrair as suas riquezas. Para o criador, com efeito, não há pobreza nem lugar mesquinho e indiferente. Mesmo que se encontrasse numa prisão, cujas paredes impedissem todos os ruídos do mundo de chegar aos seus ouvidos, não lhe ficaria sempre sua infância, esta esplêndida e régia riqueza, esse tesouro de recordações?

Continuamos nos perdendo. Talvez a gente não tenha sido feito um pro outro.

Sua amizade trouxe muitas cores para a minha vida. Elas estão lá mesmo nos piores momentos da minha vida, e eu sou a pessoa mais sortuda por ter isso.

De alguma maneira a vida se pôs no caminho. E foi bom, não me arrependo nem um minuto, mas esquecemos nossos sonhos por nossa conta e risco.

A música tende a ser uma expressão dos nossos momentos mais obscuros.

Cansado de se deitar à luz do sol,
Ficando em casa para ver a chuva,
Você é jovem e a vida é longa
Mas existe tempo para matar hoje.
E então um dia você descobre
Que dez anos se passaram
E ninguém lhe disse para onde correr
Você perdeu o sinal de partida

Quem é você e quem sou eu
Para dizermos que sabemos a razão por que
Alguns nascem, alguns homens morrem,
Debaixo de um céu infinito?

Sou ateu e estou resignado com a vida que venho tendo.

O que conta é o equilíbrio entre as palavras e a música.

O amor é engraçado, e pode acontecer de diversas formas. Você pode ajudar a reacender aquele amor de outra pessoa que está fraco, quase apagando. Você pode entregar o seu amor em uma bandeja e não deixar sobrar nada dentro de si. Ou você pode dividir esse amor com alguém e ter dois corações pulsantes em corpos diferentes.

A vida não funciona dessa forma, entende?Você não pode simplesmente partir o coração de alguém e sair andando em direção oposta, como se isso não tivesse te afetado. A outra pessoa merece uma explicação, merece um carinho, merece ouvir da sua boca aquilo que aconteceu. Mesmo que, para você, isso seja difícil. Nunca é fácil admitir em voz alta nossos deslizes. Gostamos de pensar que estamos sempre certos e que, se erramos, é porque tivemos motivos.

Você não pode deixar que o amor por alguém afete sua sanidade mental, muito menos que abale seu amor-próprio. A partir do momento em que você ama mais o outro do que a si mesmo, tem algo muito errado aí.

O passado diz muito sobre quem somos e sobre o que podemos nos tornar. Seria ultrajante dizer que o passado nos molda, mas ele revela mais do que palavras são capazes de expressar.

A verdade pode doer e, sim, dói. Mas não deixa dúvidas. Já as meias palavras nos
induzem a reticências. E esses três pontinhos podem dar a entender muito mais do que há para ser dito realmente.

Quem precisa de um tempo para viver um amor talvez precise de um tempo para entender um pouco mais a vida em si.

Terminar um relacionamento não é fácil, ô, eu sei disso. O pior é quando terminam por você. Quando você não tem sequer uma escolha, uma opção, não tem a palavra final. Você não conseguiu olhar nos olhos do outro pela última vez e não houve uma despedida.

Planejar o fracasso é ainda mais idiota do que simplesmente planejar.

O amor é apenas uma reação química.