Coleção pessoal de pensador
Na volta pra casa, depois da balada
A Lua vem dizer
Que você tá com saudade
Mesmo toda a cidade
Falando que não tá
Eu não quero acreditar
Porque no fundo eu também tô
A Lua me disse que você tá bem
As estrelas no céu não têm a mesma cor
Se é verdade ou mentira eu não sei também
Só tô contando o que a Lua me falou
Gata, eu nunca prestei, mas eu larguei
E tentei andar na linha do seu beijo
Gata, eu me apaixonei, desrevoei
Teu vacilo que me fez pisar no freio
Ei, quebra o gelo do seu coração
Você já sabe, tô na sua mão
E agora não tem como mais fugir
Não tem outro lugar a não ser aqui
Afinal é preciso começar a amar, para não adoecer, e é inevitável adoecer, quando, devido à frustração, não se pode amar.
Viver passou a ser uma questão de evitar a dor a qualquer custo. Numa espécie de encarceramento voluntário, você vai sendo acossado dia após dia pelo medo do desconforto.
Às vezes você fazia um pensamento e morava nele. Afastava-se. Construía uma casa assim. Longínqua. Dentro de si. Era esse o seu modo de lidar com as coisas.
Até o fim você acreditou que os livros poderiam fazer algo pelas pessoas. No entanto, você entrou e saiu da vida, e ela continuou áspera.
