Coleção pessoal de pensador
Engraçado como às vezes precisamos abrir mão de tudo o que temos para descobrir o que é verdadeiramente essencial. Assim como a beleza de uma paisagem que só é compreendida quando vista de longe.
Não tenha fé no futuro, mas no amor que a trouxe até aqui. Nenhuma força no mundo é capaz de destruir aqueles que se amam verdadeiramente.
A verdade é que não existe pessoa certa ou errada, mas sim a necessidade de descobrir quem é certo para cada um de nós.
A felicidade está escondida em um sorriso, em um raio de sol, e até em uma única gota de chuva. Basta escolhermos vê-la.
Tudo o que desejo é encontrar uma forma de os dois mundos coexistirem. Quem disse que preciso escolher apenas um lugar para amar?
Acabamos aceitando nossas fraquezas, nossos erros, brindamos nossas virtudes e acertos e, ainda assim, permanecemos calmos e vamos em frente.
A vida não precisa de ninguém. É muita pretensão nossa achar que alguma coisa vai mudar se não estivermos aqui.
Então tudo escureceu. Sem túnel de luz, sem anjos à volta, sem sombras malignas. Somente o silêncio. Tudo virou nada. Percebeu nitidamente que deixava de existir.
Hoje nós vivemos num mundo estranho, onde nem nossa sombra põe medo… Os humanos têm demônios maiores para se preocupar.
Era assim que os momentos inesquecíveis começavam a cavar ranhuras em nossas memórias para se agarrar às entranhas de nossos cérebros, petrificando os neurônios e gravando neles, como hieróglifos, as mais marcantes e vívidas recordações.
A noite não era mais escura. Seus olhos tudo viam. Enxergava mais longe, ouvia sons distantes. O olfato. Talvez fosse esse o sentido mais modificado. Lembrava-se da primeira vez que o cheiro de sangue o encheu de gana.
Cebolinha: Snif! Mônica! O Cascão disse que viu você caindo num bulaco! Snif!
Mônica: É verdade! Mas não precisa ficar triste! Não me aconteceu nada!
Cebolinha: Não é por causa disso que eu estou tliste! Eu também quelia ter visto!
Magali: Eu tenho que fazer um pedido? Deixa ver…
Cebolinha (para Mônica): Só falta ela pedir pla ninguém vir à festa do ano que vem, só pla ela comer o bolo sozinha!
Magali: Não funciona! Eu pedi isso no ano passado e vocês estão aqui de novo!
Eu não sabia que aquele era um bonito dia de sol! Até conhecer minha primeira noite escura e fria! E outros dias e noites de tempestades, de nevascas e de inundações! E fiquei gostando cada vez mais dos belos dias de sol.
(Horácio)
Cebolinha: – Eu aqui, com um ploblemão, e você não tá nem aí?
Cascão: Sabe o que tem de bom nesse problema?
Cebolinha: O quê?
Cascão: Não é meu.
Desdéns
Realçam no marfim da ventarola
As tuas unhas de coral felinas
Garras com que, a sorrir, tu me assassinas,
Bela e feroz... O sândalo se evola;
O ar cheiroso em redor se desenrola;
Pulsam os seios, arfam as narinas...
Sobre o espaldar de seda o torso inclinas
Numa indolência mórbida, espanhola...
Como eu sou infeliz! Como é sangrenta
Essa mão impiedosa que me arranca
A vida aos poucos, nesta morte lenta!
Essa mão de fidalga, fina e branca;
Essa mão, que me atrai e me afugenta,
Que eu afago, que eu beijo, e que me espanca!
O Misantropo
A boca, às vezes, o louvor escapa
E o pranto aos olhos; mas louvor e pranto
Mentem: tapa o louvor a inveja, enquanto
O pranto a vesga hipocrisia tapa.
Do louvor, com que espanto, sob a capa
Vejo tanta dobrez, ludíbrio tanto!
E o pranto em olhos vejo, com que espanto,
Que escarnecem dos mais, rindo à socapa!
Porque, desde que esse ódio atroz me veio,
Só traições vejo em cada olhar venusto?
Perfídias só em cada humano seio?
Acaso as almas poderei sem custo
Ver, perspícuo e melhor, só quando odeio?
E é preciso odiar para ser justo?!
