Coleção pessoal de pensador
Eu já sabia do teu jogo
Não ia cair de novo
Mas esse teu jeito que me prende
Conheço tantas histórias
Com o seu nome
Mesmo assim o coração
Fala mais alto que a mente
E eu já cansei
De perder meu tempo
E sei que tentei
Mas cê não tinha sentimentos
E tá tudo bem
Esquece e apaga tudo isso
Tu sabe que eu não queria compromisso
Com ninguém
Agora eu peço à Deus que me diga
O que é que eu faço
Depois de tanta hora perdida
Ou pra fugir pra outro lugar
E mesmo assim minha mente volta
Pra onde ela não devia estar
Nem liguei e eu acreditava
Que você teria a maturidade pra falar a verdade
Quando eu perguntava onde você tava
E a verdade uma hora aparece
Percebi mais tarde mas eu já sei
Que quando você cai, também cresce
E do resto do mundo eu não quis saber
Porque meu mundo era você
Eu te amei e te entreguei meu coração
Eu te dei minha vida, fiquei do seu lado
E caí no seu mundo de ilusão
Mas mesmo assim não deixei de ser o vilão
E toda vez que via um erro meu
É no seu colo que me consolava
A maior herança que você me deu
Não é diamante, nem ouro, nem prata
É sua história e tudo que escreveu
É a verdade da sua risada
Mesmo afastados pelo dom que Deus nos deu
Ô, pai, vai na frente que eu tô na mesma estrada
Me conhece mais do que eu mesmo
Num olhar decifra meus segredos
Num abraço acaba com os meus medos
Não tem mais medo, pai
Sei que já virou clichê
Mas eu te amo demais
Sou louco por você, tente entender
Que se eu respiro é por te amar
Você me faz tão bem
Me faz ir além
Você me faz crescer, me faz sonhar
Tem algo de errado na felicidade de vocês dois
Tá querendo chamar atenção
Isso não é uma competição
Mas se fosse, me desculpe, mas ele seria
Medalha de prata
Um amorzin sem graça
Ele tenta, mas alguma coisa falta
Amar não tava nos meus planos
Não tava procurando, mas eu encontrei
Agora tô aqui falando
Foi o erro mais lindo que eu acertei
E quando o cara chama ela na emoção
Ela é treinada na arte da enganação
Fala que é santa, que não bebe, que nunca mentiu
Vai com calma, colega, que não é primeiro de abril
Mais louca que essa mina não existe
E mais pirada que ela eu não conheço
Só dá trabalho pras amigas sem limite
Não toma jeito nem se virar do avesso
Os monstros não nascem assim, nunca. Eles são feitos, pedaço por pedaço e membro por membro, criações artificiais de loucos que, como o equivocado Dr. Frankenstein, sempre acham que sabem mais.
Você pode tirar muitas coisas de uma pessoa: dinheiro, emprego, estímulo intelectual, qualquer coisa. Pode tirar até suas palavras, mas isso não vai mudar sua essência.
Minha culpa começou há décadas, na primeira vez que não votei, nas vezes incontáveis em que disse a Jackie que estava ocupada demais para ir a uma de suas passeatas, fazer cartazes ou ligar para meus congressistas.
Às vezes eu refletia sobre isso, sobre como crianças podem se transformar em monstros, como aprendem que matar é certo e a opressão é justa, como em uma única geração o mundo pode mudar tanto até ficar irreconhecível.
Se não dissesse muita coisa, se as pessoas não me notassem, então talvez escapasse do olho onisciente de Deus.
Talvez este fosse o custo do ingresso no reino dos céus: remova de si todas as idiossincrasias, as opiniões fortes, os credos – não ponha nenhum deus falso à frente Dele –, torne-se uma concha facilmente moldável, um receptáculo para Deus.
