Coleção pessoal de pensador
Estava ficando farta daquele comportamento de dois pesos, duas medidas. Quando as crianças se comportavam, pertenciam ao pai; quando não, eram da mãe.
Deus, quando você irá criar uma mulher que se sinta satisfeita com sua própria pessoa, um ser humano pleno, não o apêndice de alguém?
Quem acha que uma ideia milionária surge assim, com harpas tocando, num insight poderoso depois de uma meditação, é porque assistiu a muito filme da Disney.
Hoje percebo muitos empreendedores aprisionados por hábitos, crenças e preconceitos limitantes que os deixam estagnados simplesmente porque não encontram, em suas mentes, espaço para sonhar.
Até hoje, quando me vejo diante de um problema, uso a frase de meu pai como uma bomba mental para atacá-lo. O “Eu acredito em você” é uma fórmula que me desafiava a ser melhor, e o ponto de partida de todas as minhas realizações.
Se hoje o China in Box traz a família para o balcão de uma loja, é porque, desde criança, eu sabia que a cozinha era capaz de manter a harmonia e de reunir uma família como nenhum outro lugar podia fazer.
Como líder, minha missão nunca fora limitada a ganhar dinheiro, mas sim construir uma grande empresa na qual todos lucrassem de forma saudável.
Com tanta gente incorporando o propósito daqueles que seguem nas redes sociais, fica parecendo que todo mundo quer ser outra pessoa. Ninguém se entende, se aceita, se diferencia da multidão.
Quando você se aceita, toma a pancada, depois levanta e resolve olhar as armas de que dispõe para conseguir se desenvolver.
Todo mundo nasce com uma predisposição para alguma coisa. Só que, se não for trabalhada, não serve para nada.
Quem ficar sentado, aguardando por uma epifania, vai se cansar, se frustrar ainda mais e sentir um vazio crescente, que traz malefícios não apenas à realização financeira, amorosa e profissional, mas também – e principalmente – à saúde mental, espiritual e física.
Temos uma sociedade medrosa, de pouca lucidez, acuada, que teme perder tudo. Em vez de irem atrás das coisas para conquistá-las, as pessoas acomodaram-se. Não decidiram superar essa conveniência. Não entenderam que o sucesso delas vem do treino.
Quanto mais as pessoas vivem à mercê das opiniões alheias e não despertam para desenvolver seu verdadeiro talento, mais se frustram e se sentem infelizes por não viverem intensamente seu chamado.
É doloroso para a maioria das pessoas não estar trabalhando com seu maior talento, aquilo que traz realização genuína, sua vantagem competitiva num mercado feroz.
Dissociação, acho que é assim que chamam, quando você vai a algum outro lugar em sua mente para suportar o insuportável.
Vejo agora que é um dos paradoxos da vida: se amamos tanto uma pessoa que temos medo de perdê-la, ela pode nos levar a viver uma meia-vida, com muito medo de chegar lá e viver de todo coração, porque temos também muito a perder.
Nunca desista dos seus sonhos. Mas certifique-se de que eles não o distraiam muito das coisas boas que existem no seu dia-a-dia, mesmo que essa vida não seja perfeita. Porque sempre há coisas boas.
Eu acho que o maior erro que cometi foi não perceber que existem tantos tipos diferentes de amor. E que há espaço para todos eles. Nenhum exclui os outros.
