Coleção pessoal de pensador
É um truque entre os desonestos oferecer sacrifícios desnecessários ou impossíveis para evitar fazer os necessários.
Memórias são o auge da poesia apenas quando são lembranças de felicidade. Quando roçam em feridas sobre as quais cicatrizes se formaram, elas se tornam uma aflição dolorosa.
– De que você não gosta especificamente?
– De tudo, essa eterna correria para lá e para cá, essa ostentação de paixõezinhas inúteis, sobretudo a avareza, a vontade de passar à frente do outro, as fofocas, e conversa fiada, os insultos pelas costas, o jeito de olhar os outros dos pés à cabeça; ouvindo o que as pessoas falam, a cabeça da gente começa a rodar, fica embotada. Quando a gente olha, elas parecem tão inteligentes, com tanta dignidade no rosto, mas é só escutar e: “Deram isso para aquele, aquele outro recebeu uma concessão do governo...”. “Puxa vida, por quê?”. “Fulano perdeu tudo no clube; fulano vai ganhar trezentos mil!” Que tédio, que tédio, que tédio!… Onde está o homem de verdade? Onde está o seu valor? Onde ele se escondeu, como ele foi substituído por toda a sorte de ninharias?
Embora digam que o amor é um sentimento caprichoso, inexplicável, contagioso como uma doença, todavia o amor também, como tudo, tem suas leis e suas causas. E se até agora essas leis foram pouco investigadas é porque um homem, infectado pelo amor, não está em condições de observar com um olhar científico como a sensação se insinua no espírito, como ela parece entorpecer os sentimentos da mesma forma que o sono.
Quando não sabemos para que vivemos, vivemos de qualquer jeito, um dia depois do outro; ficamos contentes porque o dia terminou, porque a noite terminou, e até no sono sou engolido pela maçante questão de saber para que vivi aquele dia e para que vou viver o dia seguinte.
Nossa maior prioridade como pais cristãos é, aos poucos, transferir a dependência de nossos filhos para longe de nós, até que ela repouse exclusivamente em Deus.
A estrada do compromisso de fé é pavimentada com a renúncia pessoal e com o negar-se a si mesmo. Deixamos de ser o centro da vida; Deus é a nova referência.
O grande problema que faz com que rejeitemos o presente da identidade é que nós nos definimos de acordo com o que fazemos, não com o que somos.
Todas as pessoas ao seu redor também estão lutando para crescer, romper e ser melhores a cada dia, mas eis o mais importante: absolutamente nada pode abalar quem somos. Nossa identidade é imutável!
Quando aprendemos a ouvir a voz do nosso Criador, todas as outras vozes ao nosso redor tornam-se apenas coadjuvantes. Não deixe que o barulho de outras vozes atrapalhe você de ouvir a voz do Pai.
No processo entre tentar agradar a todas as pessoas que conhecemos e atender às nossas próprias necessidades, nós nos perdemos de nós mesmas e da vontade de Deus. Investimos todas as energias que temos e, no final do dia, após falharmos (porque é humanamente impossível atender a essas expectativas irreais), nós nos sentimos culpadas, frustradas e infelizes.
O processo de autoconhecimento é longo e duro. Mas é nessa jornada completamente transformadora que você deve se lançar se deseja ter uma vida de plenitude.
Temos que compreender que somos maravilhosas porque Deus nos fez assim! O Criador do mundo simplesmente não consegue fazer nada “mais ou menos”. (...) Ele não descansou até criar uma obra absolutamente memorável, admirável e encantadora.
Quando estamos nessa condição de olharmos para nós mesmas apenas como imperfeitas, só conseguimos olhar para o que está errado em nós, e não olhamos para o que está certo em Jesus, ele que é perfeito.
O legalismo ofende a justiça de Deus porque julga os irmãos segundo um código moral humano e não em termos de uma comunhão com Cristo.
Muitos homens religiosos gastam duas vezes mais esforço para chegar ao inferno do que seria necessário para alcançar o Céu.
