Coleção pessoal de pensador
Enquanto o meu rosto estiver na primeira página, não me importo com o que falam de mim na página dezessete.
O passado é um ótimo lugar e não quero apagá-lo nem lamentá-lo, mas também não quero ser seu prisioneiro.
Meus heróis sempre foram os trabalhadores e os inabaláveis. Aqueles que acendem uma vela em vez de amaldiçoarem a escuridão.
Madrepérola
Como Frida, não me calo
Faço arte da ferida, cuspo no patriarcado
Faço parte da família, como Venus e Serena
Temos pena, como Azaelia a minha língua dá problema
Tombo como Conka, reino como Badu
Bailo com a Blaya, ave Maya Angelou!
Madrepérola
Eu mando como Chimamanda, no comando como Che
Sambo como Jojô samba, se caio, caio de pé
Imortal como Chavela, sensual como Sade
Vertical como Mandela
Sereia louca que vai deixar tentar deixar o mar
Com a coragem de quem sai do seu habitat
Sereia louca que vai gritar, chorar
Bramir, esbracejar tentar até conseguir
Sereia louca que vai sentir a falta do mar
Sentir a falta do ar que há neste lugar
Sempre que digam que é louca
É melhor muda que rouca
Eu quero uma casa no campo como Elis Regina,
Plantar os discos, os livros,
E quem sabe uma menina,
Por mim até podem ser mais,
Um amor como os meus pais,
Os dias como os demais,
Sem serem todos iguais.
O medo paga a farmácia,
Aceita a vigilância,
O medo paga à máfia pela segurança,
O medo teme de tudo por isso paga o seguro,
Por isso constrói o muro e mantém a distância!
Eles têm medo de que não tenhamos medo.
Quando o Homem falou sua primeira palavra, ele se tornou o fio que treme eternamente entre o mal e o bem, o Céu e o Inferno.
Eu simplesmente não sei quem eu sou. Eu não sei por quê eu existo. E não tenho muita certeza de ter tempo para descobrir.
Ele quer realizar alguma coisa na vida, aprender idiomas, ver o mundo, ler mil livros, ele quer descobrir se existe algum núcleo, mas às vezes é difícil pensar e ler quando alguém está cansado e dolorido após uma difícil viagem de pesca, molhado e frio depois de doze horas trabalhando nos prados, quando seus pensamentos podem ser tão pesados que ele mal consegue levantá-los, então é um longo caminho até o centro.
As horas são numerosas e o relógio raramente mede o tempo que passa dentro de nós, a vida real e, por causa disso, muitos dias podem caber em algumas horas e vice-versa, e o número de anos pode ser uma medida imprecisa da vida de um homem. Quem morre aos quarenta anos talvez tenha realmente vivido muito mais do que quem morre aos noventa
As verdades eternas são invisíveis e você não as encontrará em coisas materiais ou fenômenos naturais, ou mesmo nas emoções humanas.
Quando crescemos, encontramos maneiras de esconder nossas ansiedades, nossa solidão, nosso medo e tristeza. Mas as crianças não escondem nada, colocam tudo em suas lágrimas, que correm livremente para o mundo inteiro ver.
