Coleção pessoal de pensador
A última coisa que ele viu antes de as teias de aranha nublarem sua visão foi a beleza azul do céu de Nebraska.
Ela não era fã daquela palavra. Muitas vezes era o refúgio de homens fracos, zangados com mulheres fortes.
Nem todo mundo faz boas escolhas e, às vezes, quando estamos com medo, há pessoas que tentam tirar vantagem desse medo.
Ele só podia entender o mundo e as outras pessoas através do prisma de sua própria consciência, julgando-as nos termos implacáveis que julgava a si mesmo.
Ele servia a humanidade, mas nunca entendeu as pessoas, e embora ansiasse de todo o coração por amor e companheirismo, ano após ano, sua carne suportava menos a humanidade.
Um dos dilemas inatos da biografia é que a vida não se parece muito com um livro. Raramente contém uma tese claramente enunciada, desenvolvida de forma coerente. A vida se espalha, tropeça, avança, recua, tateia à procura do interruptor de luz e, de vez em quando, dá saltos intuitivos cuja importância só é compreendida mais tarde, ou nunca, pelo saltador. A vida me parece uma improvisação.
Você nunca está velho demais, maluco demais, selvagem demais para pegar um livro e ler para uma criança.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
A verdade sempre foi uma mercadoria mais complexa do que aquilo que o mercado pode facilmente embalar e vender.
Este é o problema da História. Você não consegue ver o que não está lá. Você pode olhar para um espaço vazio e ver que algo está faltando ali, mas não tem como saber o que era.
O gênero é uma concha. O que é um homem? O que quer que uma mulher não seja. O que é uma mulher? Tudo o que um homem não é. Toque nessa concha e ela é oca. Repare nas conchas: nada está lá dentro.
Não importa se ela não devia, se ela nunca faria isso. O que importa é que ela poderia fazer, se quisesse. O poder de ferir é uma espécie de riqueza.
