Coleção pessoal de pensador
O amor não é incondicional coisa nenhuma, tem suas fragilidades de matéria orgânica. Estraga, esgarça, rasga, inflama, acaba. E como acaba. É feito gente, depende do que vive.
A gente passa a vida pelejando com o dilema de existir ou desistir, com o que é bom e o que é ruim, o certo e o errado, a morte e a vida. Essas coisas não se separam. O lugar que dói é o mesmo que sente arrepios.
Tudo passa, você vai ver, tudo passa. Ela tinha razão. A vida dá um jeito de manter a gente vivo mesmo quando a gente morre de dor.
É preciso uma coincidência qualquer para que o amor se instale. Existe um certo milagre nos encontros. Não é tolo dizer que o amor é sagrado.
E o amor? O que é senão um monte de gostar? Gostar de falar, gostar de tocar, gostar de cheirar, gostar de ouvir, gostar de olhar. Gostar de se abandonar no outro. O amor não passa de um gostar de muitos verbos ao mesmo tempo.
Seu primeiro instinto foi entrar no carro, pegar a rodovia em direção ao leste e simplesmente continuar dirigindo. Sim, era uma boa ideia. Ela iria dirigir até chegar ao deserto e ficar por lá.
Em termos mais básicos, o que precisamos fazer é começar a agir, arriscar, falhar, parar de resmungar e pedir desculpas...
Com que frequência na vida evitamos fazer algo porque pensamos que iremos falhar? O fracasso é realmente pior do que não fazer nada? E quantas vezes poderíamos realmente ter triunfado se tivéssemos apenas decidido tentar?
Minha filha me despreza e eu nem sei o motivo. Peço todos os dias em oração para que a gente volte a ser amigas como antes, para que a tristeza pare de habitar meu coração.
Meu filho, eu me sacrifiquei tanto para te oferecer tudo do bom e do melhor, mas você só sabe me desprezar. Queria muito saber onde foi que eu errei.
