Coleção pessoal de Parabellum

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Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias.

A maior parte dos homens utiliza a melhor parte da vida para tornar a outra infeliz.

Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Os homens desejam ser escravos em qualquer parte e colher aí a força para dominar noutro sítio.

A vida, quando é miserável, custa a suportar; se é feliz, é horrível perdê-la. Uma coisa equivale à outra.

A modéstia é para o mérito o que as sombras são para um quadro. Dão-lhe forma e relevo.

É a profunda ignorância que inspira o tom dogmático.

O homem honrado nunca jura; contenta-se com dizer: isto é ou isto não é. O seu caráter jura por ele.

As crianças não têm passado, nem futuro, e coisa que nunca nos acontece, gozam o presente.

Cada virtude apenas requer um homem; apenas a amizade requer dois.

As coisas maiores só devem ser ditas com simplicidade; a ênfase estraga-as. As menores precisam de ser ditas com solenidade; elas só se sustentam pelo modo de expressão, pela atitude e pelo tom.

Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.

Até mesmo os homens honestos precisam de patifes à sua volta. Existem coisas que não se podem pedir às pessoas honestas para fazerem.

Todo o nosso mal provém de não podermos estar sozinhos: daí o jogo, o luxo, a dissipação, o vinho, as mulheres, a ignorância, a desconfiança, o esquecimento de nós mesmos e de Deus.

Quando os médicos diferem, o paciente morre.

Só há um princípio motor: a faculdade de desejar.

O mestre disse: Quem chega aos quarenta anos sem ser estimado, não o será nunca mais.

Se despirmos o ocultismo dos seus ritos e paramentos, o que resta no fundo é o Yôga.

Todos querem ser locomotiva, mas depois ficam reclamando por ter de puxar os vagões.

A liberdade é o nosso bem mais precioso.
No caso de ter que confrontá-la com a disciplina, se esta violentar aquela, opte pela liberdade.