Coleção pessoal de nulo
Ninguém em seu juízo perfeito, exceto talvez um masoquista irrecuperável, iria voluntáriamente consentir em ser tratado como de fato o governo trata seus cidadãos.
Não posso te ensinar violência pois não creio nisto, somente posso ensinar-te a curvar-se ante quem quer que seja.
Se uma pessoa é forçada por meio de violência ou ameaça de violência a realizar uma determinada ação, então não mais está havendo uma escolha moral de sua parte,
É obvio que o historiador não deve se deixar influenciar por preconceitos ou dogmas partidários. Aqueles que consideram eventos históricos como instrumentos para apoio das teses defendidas por seu partido, não são historiadores mas propagandistas e apologistas.
Não pretendem adquirir conhecimento, mas, apenas justificar seus partidos. Estão lutando pelos dogmas de uma doutrina metafisica, releigiosa,nacional, política ou social.
Usam o nome de história como fachada com intuíto de iludir o crédulo.
Quando o saque torna-se um modo de vida para um grupo de homens, eles criam para si próprios, no decorrer do tempo, um sistema jurídico que o autoriza e um código moral que o glorifica.
O Estado não nos defende; ao contrário, o Estado nos agride confisca nossa propriedade e a utiliza para defender a sí próprio.
Príncipes, governantes e generais nunca são espontaneamente liberais. Tornam-se liberais quando forçados pelos cidadãos.
Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.
Eu tinha dito que iria propor tirar a palavra utopia do dicionário. Mas, enfim, não vou a tanto. Deixe ela lá estar, porque está quieta. O que eu queria dizer, é que há uma outra questão que tem de ser urgentemente revista. Tudo se discute neste mundo, menos uma única coisa: a democracia. Ela está aí, como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas que está aí como referência. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia seqüestrada, condicionada, amputada.
O poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não se gosta e a pôr outro de que talvez venha a se gostar. Nada mais. Mas as grandes decisões são tomadas em uma outra grande esfera e todos sabemos qual é. As grandes organizações financeiras internacionais, os FMIs, a Organização Mundial do Comércio, os bancos mundiais. Nenhum desses organismos é democrático. E, portanto, como falar em democracia se aqueles que efetivamente governam o mundo não são eleitos democraticamente pelo povo? Quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações? Onde está então a democracia?
O que cada um de nós deve fazer em primeiro lugar, pois não temos outro remédio, é respeitar as nossas próprias convicções, não calar, seja onde for, seja como for, conscientes de que isso não muda nada, mas que ao fazê-lo, pelo menos temos a certeza de que não estamos a mudar.
Costuma-se dizer que as paredes têm ouvidos, imagine-se o tamanho que terão as orelhas das estrelas.
