Coleção pessoal de nathyb

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Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre cinzeiros cheios e garrafas vazias.

Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. (...) Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. (...) Sinto uma dor enorme de não ser dois e não poder assim um ter partido, outro ter ficado com todas aquelas pessoas.

O pior arrependimento é aquele que sabemos que vamos nos arrepender

Uma boa forma de abandonar um pecado - específico - é convencer-se que a despedida foi ontem.

Porque se você pisca, quando torna a abrir os olhos o lindo pode ficar feio. Ou vice-versa.

Se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa.

A verdade é que te quero tanto, mas tenho medo de ser recíproco.

Eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar.

Atitudes são como um bumerangue. Temos que medir a força com que o jogamos; Pois ao voltar ele pode cortar nossos dedos fora.

Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro.

Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.

"Deixo fugir o que mais quero, para saber se volta"

Na solidão de si mesmo ninguém pode fugir da voz de sua consciência que, quanto maior é o silêncio fala mais alto.

O pior de fugir de si mesmo é que cedo ou tarde, você se encontra. E quando se encontra, percebe que aquilo que você deveria estar correndo atrás acabou de ser encontrado. Por outro alguém.
E, isso sim, é triste.

Escolher a solidão para fugir de um problema, é sempre uma prova de fraqueza.

Cheguei numa fase da minha vida que vejo que a única coisa que fiz até agora foi fugir, fugir de mim mesmo, do meu nada, e agora não tenho mais para onde ir, nem sei o que vou fazer, fui péssimo em tudo.

Algumas pessoas foram consideradas corajosas porque tinham medo de fugir.

Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo
quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando
melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro
antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de
lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é
covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque
sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência,
pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu
lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua
desajeitada e irrefletida permanência.

Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!

E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar.