Coleção pessoal de MIssias

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⁠Soneto Vida


O grande mistério da vida
Com toda a docilidade
Uma conduta mais atrevida
Nos oferece a crueldade;

A criança alegria e liberdade,
Juventude um encanto e doçura,
Nos brinda com amargura
A sua tão fragilidade,

Ensina - nos a ser forte,
Entendemos que não é sorte,
A felicidade com trabalho merecido;

Dores aprendemos a suportar.
A velhice o amargo esperar,
Num canto talvez esquecido.

Set/01/10
Missias

Se⁠mentes levadas pelos pássaros, não caem a sombra de suas árvores mas distantes de onde esperavam ser semeadas, que germinam e crescem.

Sala de reflexão

Uma vela reinando como uma luz,
Mesa, caneta,
papel tinta e pena,
Uns escritos que rouba a cena,
Retira-te! se curiosidade te conduz ! ;

Entraremos no teu coração!
Clama-te pelo ingresso,
Seus defeitos serão descoberto
Se fores capaz de dissimulação,

Conte os teus segredos l
Se tua alma sentiu medo,
Desista e vá embora!

Senão, serás purificado
Sem abismo com luz e acrisolado,
Renascerás a partir de agora.

⁠Nenhum sonho se concretizará se não tiver esforços e Deus não permitir.


Ó linda que brota da terra
Que sai das ranhuras,
Com muita bravura,
Do pé desta Serra,
Bem precioso, sustenta-te primeiro!
Não perca sua formosura,
E tampouco o teu cheiro,, Mantenha o seu cristalino,
Até chegar ao seu destino,
Junte-se uma a uma e serás um montão,
Caminha-te mais um pouco e formarás um turbilhão,
Encontrarás muita beleza
Mas também muita tristeza;

Ó Sanca D'água protejei-a,
Segura-a com teus pés!
Mantenha-se firme, junte se a
Guanandi, Embaúva,
Mulungu, Pinha do Brejo,
Despeça -te da tua amiga,
Que viajará muito até outra saida,
Seu caminho será longo, verás pedras e penhascos,
Tempestades, e até dejetos,
Não desista da sua missão
Por todo o seu trajeto.
E quando lá chegar
Não esqueça que mandei um abraço pro mar!

Missias.

Rainha dos Lagos


Entre montanhas e rochas grandes,
Das pedras no fundo do rio,
O Grande Arquiteto esculpiu
Os Canyons mais lindo que os Andes;

Um feitiço escondido,
Suas águas cristalinas,
Chamado de mar de Minas
Um paraíso perdido;

Da comida e da cachaça,
Do badalo do sino da praça,
Do queijo das terças-feiras,

Capitólio urbe discreta,
Encanta sem ser poeta,
Suas lindas cachoeiras.

Missias

⁠Se assim fosse fácil

⁠A primeira martelada na pedra bruta tão sofrida
Tão importante quanto a última que a transforma em polida. Disciplina, e determinação
Iniciamos e concluimos a nossa transformação.
Substituamos o ódio e o rancor
Transformando tudo em amor
Amar o que nos rodeia
De corpo e alma
Livre foi a semeadura
Solidarizar com dor alheia.
Respeito e educação
Na luta sempre perdura
Resiliência nessa transformação

Na primeira martelada
A pedra bruta fosse ajustada,
Não e existiria perseverança
Padecida estaria a esperança.

No primeiro golpe tudo fosse resolvido
Assim eramos convencido
Não teríamos mais a dor;

Se persiste disciplina e paciência
A tolerância vence a resiliência
A furia perde para o amor.

⁠Assim sou

Com beleza e encanto
Liberdade lindo canto
Cada um tem o seu ninho
Assim se fez o passarinho

Fez a noite fez o dia
Com poder de dominância
Deveras ignorância
O homem com sabedoria

A sabedoria roubou-lhe a identidade
Perdeu sua liberdade,
Não pode mais voar

Justiça dos animais
O homem que sabe mais
Caca-se onde morar.


Amanhecer
E assim amanheceu:
Depois de uma noite fria;
O manto fino da neblina,
Que descia da colina
E do orvalho que caia,
Formando uma alegoria,
Sobre moreias encantadoras,
Se fez assim aliciadora;
Seu corpo verde capim,
Seu brilho parece não ter fim,
O branco de longe aparecer,
Esperando o sol nascer,
Anunciando a primavera,
Alimentando enfim minha quimera.

Estradas por onde andei
Pisando por entre espinhos,
Lembranças que lá deixei,
Guardo com muito carinho:
A rosa que não plantei,
A pedra que não lapidei,
O desperdicio do encanto;
O dia que a encontrar
Tal pedra a esculpir,
Tudo pode recomeçar,
A rosa plantarei,
Avivarei acalanto,
Deixar de enxugar pranto,
De lágrimas deixado tantos,
Uma vez mais a sorrir.

Ademir Missias

Estou dormindo pouco,
É que estou sonhando mais.
Quando acordar e ver tudo isso passar,
Quero te abraçar,
Quero ver nova semente brotar
E lágrimas não mais derramar.
Senhor seja nosso guardião!

A poesia acalma,
renova a alma,
planta a semente
refresca a mente,
Atrai a canção
Alimenta o coração
revigora o sabor e
renova amor.
Das manhãs de orvalho,
na estrada longa,
no atalho,
nos dias de chuva
em lua cheia...
E nas tempestades...


O Lago ficou triste

A fúria da Natureza
Rebelou-se deixando tristeza
Quem sabia?
Sebastião não sabia!
O João não sabia !
Capitólio está de luto
Foi-se esperanças
Foi-se planos
Foi-se vidas, ninguém previa
Uma rocha se desprendia
Todos se surpreendem
Um paredão que cai
Um pedaço de cada parente se vai
E nós quem somos? expectadores curiosos da Tv
O Ibope foi grande !
Não tão grande quanto as lágrimas dos entes queridos,
Um estrondo num segundo
Resta um pedaço de rocha no fundo.

Ademir Missias

⁠O lapso de minha consciência
Me responde com deveras clareza
De onde vim, onde estou e para onde vou e com
Enorme certeza
A respeito da minha existência.

Não há ideia nem fato que não possam ser vulgarizados e apresentados a uma luz ridícula.

⁠⁠Resiliência

Contrariando minha teoria
E tudo que escrevi
Refiz minha poesia
Por causa dum bem-te-vi

Que saberes você tem
Diante da Natureza
Escreve o que convém
Nunca se tem certeza

Com resiliência e dedicação
Exemplo de superação
Construiu um belo ninho

Hoje tem a sua morada
Segura e bem arrumada
Em meio a tantos espinhos

⁠CARPE DIEM

Antes de anoitecer
Coma o fruto ele vai apodrecer
Ainda não escureceu
Conte seu sonho se ainda não o esqueceu.

Que desânimo é esse
Se bonito ou feio
Conte a alguém e se expresse
Não abandone seu anseio

Acredite na poesia
Mais feliz será seu dia
Segure essa paixão

A solidão e obscura !
Tristeza não tem cura !
E a rosa do sertão ?

⁠⁠Abelha procurando o alimento,
O ferrão o seu protetor,
Fabricando o mel pro sustento
Do perfume de uma flor.

O beija-flor a flor cobiçou
O pólen vai espalhando
Dele se alimentando
Da flor que se beijou

Da larva até o germe aparecer
Essa metamorfose acontecer
Em borboleta se transformar,

Da abelha, borboleta e beija-flor,
O poeta versos de amor.
Numa folha o seu saciar.

Minha Janela

Lanços fulgurantes da minha história
Retalhos da minha infância
Guardado na memória
Quando ainda criança

Vividos com alegria
Pequeno uma doçura
Brincadeira e fantasia
Colo de mãe muita ternura

Adolescência fragilidade
Incertezas, procura e vaidade
No mundo de tanta gente
Primordial controlar a mente

O amadurecimento necessário
Colo n’outro lado do morro
Pouca roupa no armário
Sem alguém pra pedir socorro

Sementes novas lançadas regando todo dia
Renascendo a alegria
Um quadro pintado em aquarela
Suplício fechar a janela.

⁠Arte sonho e fantasia
Rastreio de força criativa
Fé na paixão subjetiva
Espirito da alma que extasia

Contestando a perfeição equilibrada
Estriba na inspiração fugaz
Ensejo da razão tenaz
Da saudade nunca quebrada

Sentimento da airosa natureza
Dissimulando da alma a tristeza
Do perfume do lírio que anestesia

Embate de aroubo e romantismo
Contrariando o realismo
Socorro desvario tudo é poesia.